quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

A MISERICÓRDIA DE DEUS INCOMODA VOCÊ?


Texto base: 2 Reis 5.19-27

Há pessoas que ficam muito incomodadas com o fato de Deus usar de misericórdia para com pessoas consideradas indignas aos olhos humanos.

No texto bíblico acima indicado vemos um exemplo bem claro disso. Naamã, um gentio, alguém de fora da aliança divina com Israel, e ainda por cima comandante do exército da Síria, que muitas vezes atacou Israel e prevaleceu, levando israelitas cativos, foi contemplado pela Graça de Deus e ficou curado da lepra.

Geazi, discípulo do profeta Eliseu, ficou indignado ao ver uma pessoa como Naamã recebendo um milagre de Deus gratuitamente. Afinal, aquele homem não era digno de receber misericórdia, pois ele era um pecador impuro e, talvez, sua doença fosse até merecida.

Provavelmente com isso ocupando seus pensamentos, dentre outras coisas, Geazi resolveu que o milagre feito por Deus a Naamã não poderia ser gratuito, mas haveria de ser cobrado um preço, pois um gentio odiável como aquele homem não tinha méritos para receber o favor de Deus. Geazi sim, era um israelita, estava seguro pela aliança que Deus fizera com o Seu povo, e se julgava merecedor não apenas da Graça de Deus, mas também de recompensas vindas dos homens.

Pobre Geazi! Aprendeu de uma forma terrível que a Graça de Deus não depende de merecimentos humanos, e que Deus não pensa como nós, não está no nosso nível limitado de entendimento, e pode fazer o que quiser, a quem quiser, quando quiser.

E de repente, lá estava Geazi todo leproso. A mesma doença que o indigno Naamã tinha anteriormente, e da qual fora curado por Deus, agora estava sobre o “justo” Geazi, integrante da aliança divina, “defensor da verdade e da justiça.”

O comportamento de Geazi pode ser visto hoje em dia em muitos de nós, crentes em Deus, que estamos sob a aliança feita no sangue de Cristo derramado na cruz.

Pense bem! Você nunca se pegou alinhavando pensamentos de crítica ao ver um “ímpio” ser contemplado com a Graça de Deus? Seja sincero.

Quando você fica sabendo que aquela pessoa considerada por você como totalmente indigna da Graça de Deus, seja um pecador incrédulo e resistente, ou um bandido que vitimou muitas pessoas, ou uma prostituta, ou aquele sujeito que já lhe causou muitos prejuízos, recebeu a cura para uma doença, um livramento em um acidente, ou qualquer outra ação divina e converteu (ou ainda não), você fica feliz?

Se a resposta foi sim, parabéns. Se não, melhor repensar sua vida cristã.

A Graça de Deus não depende de merecimentos humanos e não está atrelada à nossa escala de valores. Aliás, se Deus fosse analisar nossos méritos para poder nos abençoar, nossa situação não seria das melhores, e talvez percebêssemos que nosso saldo estaria bastante negativo, não nos permitindo usufruir nem mesmo de uma gota de bênção.

O fato é que todos os seres humanos estão na mesma situação perante Deus: “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23).

Desta forma, Naamã realmente não merecia o favor divino, mas Geazi também não. Ambos eram pecadores, com a diferença que Geazi era crente, estava inserido na aliança de Deus com Israel, enquanto Naamã era um gentio.

Mas acontece que Deus só fez aliança com Israel por misericórdia. Esse povo foi formado por Deus, recebeu Suas leis, Suas promessas, contava com livramentos incríveis, mas nada disso era por merecimento, e sim porque Deus resolveu usar de misericórdia.

O mesmo ocorreu com Naamã. Deus olhou para ele e usou de misericórdia.

Isso também ocorreu conosco, os que já cremos em Deus e fomos incluídos na aliança eterna feita por Cristo com seu próprio sangue. Nós não éramos melhores do que ninguém. Todos transgredimos as leis de Deus, falhamos, desobedecemos, já fomos pessoas piores do que somos hoje, mas mesmo assim Deus foi misericordioso e nos alcançou com Sua Graça.

Não podemos, portanto, agir como Geazi e querer definir quem pode ou não ser abençoado por Deus. Ora, os líderes religiosos dos tempos em que Jesus esteve aqui como homem também tentaram fazer isso, pois se consideravam dignos do favor de Deus, devido a sua religiosidade.

A eles Jesus disse: “Na verdade vos digo que muitas viúvas havia em Israel no tempo de Elias, quando o céu se fechou por três anos e seis meses, reinando grande fome em toda a terra; e a nenhuma delas foi Elias enviado, senão a uma viúva de Sarepta de Sidom. Havia também muitos leprosos em Israel nos dias do profeta Eliseu, e nenhum deles foi purificado, senão Naamã, o siro.” (Lucas 4.25-27)

A sequência dessa narrativa de Lucas mostra que as pessoas que ouviram isso se enfureceram com Jesus e o expulsaram da cidade, querendo até mesmo matá-lo, afinal, era um absurdo comparar israelitas com gentios, e, pior ainda, dizer que gentios poderiam preceder a israelitas quanto à Graça de Deus.

Bem, nós não somos fiscais de Deus nem Seus conselheiros. Não temos o direito de julgar quem é ou não merecedor das bênçãos de Deus. Quem abençoa é Ele, que também escolhe a quem quiser.

Paulo, apóstolo de Jesus, compreendeu essa verdade e a ensinou em sua carta aos Romanos:

“Que diremos, pois? Há injustiça da parte de Deus? De modo nenhum. Pois ele diz a Moisés: 'Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão.' Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia.” (Romanos 9.14-16)

Embora o texto bíblico seja claro, muitas pessoas têm dificuldades em aceitar a liberdade de Deus para usar de misericórdia com quem Ele quiser. Paulo, que escreveu essa maravilhosa verdade, foi um felizardo escolhido por Deus para ser salvo e muito abençoado, afinal, antes ele era um religioso perseguidor da Igreja, que prendia, espancava e consentia com a morte de cristãos.

Seria Paulo merecedor da Graça de Deus? Com sangue de cristãos em suas mãos, ele seria o mais improvável homem a ser alcançado pela misericórdia divina. Mas, nossa lógica não funciona quando o assunto é Deus. Ainda bem!

Que fazer, então? Nada além de exultarmos por termos sido alvo da Graça de Deus, e também porque Ele continua alcançando pessoas as mais diversas, transformando suas vidas e lhes concedendo a salvação, unicamente por Sua Graça (Efésios 2.1-10).

Em vez de ficarmos incomodados ao vermos pessoas “indignas” recebendo misericórdia divina, alegremo-nos, pois nós também, em nossa indignidade, fomos salvos. E para Deus não há pecadinho ou pecadão, portanto, todos os seres humanos estão no mesmo 'balaio” até que sejam resgatados por Deus.

Que a Graça de Deus seja abundante em nossas vidas e nos permita enxergar além de nosso reduzido universo individual e egoísta.

José Vicente
02.12.2010

terça-feira, 30 de novembro de 2010

ALGUMAS LIÇÕES DE NAAMÃ


Texto base: 2 Reis 5.1; 6; 9-19

A passagem em estudo nos mostra um personagem bastante interessante, o general do exército da Síria, Naamã, que foi até Israel em busca da cura para uma doença incurável: a lepra.

Homem inteligente, bom estrategista de guerra, braço direito do rei da Síria, poderoso entre os homens, respeitado, temido, e leproso.

Acompanhando sua história, podemos extrair muitas lições, dentre as quais vamos destacar algumas na sequência.

1 – TODOS PRECISAM DE DEUS

Em um primeiro momento, muitos poderão pensar: “pôxa, que revelação! Ninguém sabia disso!”. Mas, embora pareça algo tão óbvio, o fato é que há muitas pessoas que vivem como se não precisassem de Deus.

Naamã, até aquele momento, não tinha se dado conta de que precisava de Deus. Ele era um homem forte, poderoso em termos humanos, comandava o grande exército da Síria, era influente, gozava da confiança do rei sírio, era temido e respeitado pelas pessoas, mas sofria de lepra e fatalmente morreria.

Em resumo, Naamã, embora fosse poderoso entre os homens, não tinha poder para se purificar e salvar sua própria vida. Ele era um homem limitado.

Naamã talvez tenha buscado alguma ajuda em seus muitos deuses, mas, como eles não passavam de ídolos sem vida, a lepra persistia e ele não via luz no fim do túnel.

Assim como Naamã, há tantas pessoas hoje que possuem riquezas, poder humano, autoridade, status, fama, e transformam todas essas coisas em deuses de suas vidas, julgam que isso as protegerá e garantirá inclusive a salvação de sua alma.

Alguns nem mesmo possuem tais coisas, mas são orgulhosos e arrogantes, fazendo-se a si mesmos deuses, como se pudessem alguma coisa por sua própria capacidade e por seu poder.

Há necessidade de reconhecer que somos limitados, falhos, e nossas virtudes não nos podem fazer autônomos em relação a Deus.

Todo e qualquer ser humano, independentemente de sua condição social, cultural, econômica, necessita de Deus, “pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos” (Atos 17.28).

Deus usou uma jovem israelita anônima, que era serva da esposa de Naamã, para dar o toque que ele precisava no sentido de despertar para essa realidade. Assim também Deus faz em relação a cada ser humano, utilizando a vida de outros servos para que a Palavra chegue ao coração de quem ainda não crê e lhe provoque o despertamento.

Talvez este texto que você está lendo agora seja a ferramenta que Deus está usando para levar você, caro leitor, a compreender que necessita urgentemente de Deus em sua vida, e sem Ele nada faz sentido.

2 – PRECISAMOS NOS SUBMETER A DEUS

Naamã ouviu o conselho da jovem israelita e foi até Israel em busca da cura. Tendo procurado por Eliseu, profeta de Deus, não foi por ele recebido pessoalmente, mas o profeta enviou um mensageiro para que lhe orientasse a se banhar sete vezes no rio Jordão.

O texto bíblico revela que Naamã ficou ofendido, pois julgava ser merecedor de um tratamento mais “digno”, afinal, ele era o general do exército da Síria, uma nação poderosa que oprimia Israel naquele tempo.

Naamã ia voltar para sua casa leproso, sem a bênção de Deus, por causa de sua arrogância e de seu orgulho.

Quantas vezes somos orgulhosos, queremos que Deus aja conforme o que julgamos ser o ideal, achando que nossos méritos humanos importam para Deus, e continuamos com nossos problemas, pois Deus resiste aos soberbos (Tiago 4.6).

Assim que Naamã, orientado por seus oficiais, resolveu fazer da forma como Deus, através do profeta, havia ordenado, ele finalmente pôde usufruir da bênção que lhe estava reservada, ficando curado da lepra.

Quando entendemos que Deus sabe o que é melhor para nós, que o Seu método é o melhor, que Ele não está preso a nossas vontades, então nos submetemos a Ele e somos abençoados, pois “obedecer é melhor do que sacrificar” (1 Samuel 15.22).

3 – DEVEMOS TER CORAÇÃO GRATO E QUEBRANTADO

Após a cura, Naamã não era mais o mesmo. Seu coração foi quebrantado, ele agiu com humildade ao voltar para falar com Eliseu e demonstrou profunda gratidão para com Deus.

Naamã se converteu a Deus, se arrependeu de seus pecados e pediu perdão até mesmo por atos que viria a praticar, e que não eram conforme a vontade de Deus, mas que faziam parte de seu ofício junto ao rei da Síria.

Ele não tentou mais se impor a Eliseu, antes, mostrou-se submisso ao profeta, que era o instrumento de Deus entre os homens.

Também nós devemos nos colocar diante de Deus com humildade, gratidão, rendendo nossas vidas a Ele, com reconhecimento de que somente Ele é a resposta para nossas dúvidas, e o autor da nossa salvação, que foi consumada em Jesus Cristo quando Ele morreu na cruz, e ressuscitou ao terceiro dia, subindo aos céus, onde está assentado à destra do Pai, aguardando o Dia em que julgará vivos e mortos.


CONCLUSÃO

Com Naamã aprendemos que precisamos de Deus, que devemos nos submeter a Ele sem questionamentos, e que nossa vida deve ser de constante gratidão e quebrantamento diante do Pai, para que possamos ser curados física e espiritualmente, e usufruir das maravilhosas bênçãos que Ele nos reservou tanto nesta vida como na vindoura.

Que Deus nos capacite a abandonarmos o orgulho e buscarmos a Sua presença diariamente, e de nosso interior fluirão rios de água viva (João 7.38).

José Vicente
20.11.2010

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

APRENDENDO COM GEAZI

Texto base: 2 Reis 5.15-27

Naamã era comandante do exército da Síria. Era um homem de elevada posição, grande prestígio, gozava da confiança do rei, tinha autoridade e muito poder entre os homens.

Naquela ocasião havia certa paz entre Síria e Israel, mas vez ou outra tropas da Síria invadiam o território islaerense, saqueavam alguma aldeia e levavam pessoas cativas.

Numa dessas invasões, Naamã levou uma menina israelita para ser serva de sua esposa.

Embora Naamã fosse tão poderoso, ele sofria de lepra, doença incurável, e com isto estava fadado a morrer doente, sem poder obter a cura de seu mal. Seus deuses não o socorreram. Sua fama não lhe valia contra a enfermidade.

Foi justamente a menina israelita capturada e feita serva na casa de Naamã que lhe indicou o caminho para a cura: deveria ir a Israel.

Então Naamã, munido de uma carta escrita pelo rei da Síria, e também de muito ouro, prata e roupas finíssimas, foi até Israel e entregou a correspondência ao rei, que ficou “maluco” ao saber que o rei da Síria havia enviado Naamã para que ali fosse curado. O rei de Israel afirmou que não era Deus para curar Naamã.
Eliseu ficou sabendo e mandou dizer ao rei que enviasse Naamã até ele, pois ainda havia profeta de IAVÉ em Israel.

Interessante notar que Naamã não foi recebido pessoalmente por Eliseu, o que obviamente ele encarou como uma desfeita. Além disto, Eliseu mandou Naamã ir tomar banho (no rio Jordão). Aí já era demais, e o poderoso Naamã não poderia se submeter a tal humilhação, pois não viajou tanto para chegar ao profeta e ser tratado dessa forma!

Após ser aconselhado por oficiais mais próximos, Naamã acabou indo ao rio Jordão, como mandou Eliseu, e se banhou, ficando curado da lepra.

O coração de Naamã foi quebrantado e ele voltou para agradecer a Eliseu. Aí começam as lições que vamos destacar no texto em análise.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

MILAGRES PASSAGEIROS!

Na quinta-feira, 21.10.2010, assisti a um trecho do programa Conexão Repórter, exibido pelo SBT e comandado pelo jornalista Roberto Cabrini (OS BASTIDORES DOS MILAGRES - PARTE II). Há algum tempo o programa vem abordando questões relacionadas a polêmicas provocadas no meio cristão. Começou com investigação sobre os casos de pedofilia envolvendo a Igreja Católica Apostólica Romana, e atualmente o foco é o que vem ocorrendo no meio evangélico brasileiro, com ênfase a movimentos pentecostais e neopentecostais.

Ontem, 21.10, foi exibido o caso de um pastor evangélico que afirma que sua filhinha, com 8 (oito) anos de idade, se não me falha a memória, teria o dom de cura. A igreja desse pastor vem tendo um aumento no número de frequentadores, que são movidos pelo desejo de serem tocados pela menina e receberem a cura de enfermidades.

A criança também ministra mensagens aos que se fazem presentes, e o pastor costuma levá-la até mesmo em presídios para realização de cultos de cura.

Além de cura, também há o famoso “cair no Espírito”, e outras reações que são atribuídas à ação do Espírito Santo de Deus.

Foi mostrado, também, um pastor que, vendo uma mulher visitante na igreja com seu bebê no colo, de uns três meses de idade, disse que a criança seria utilizada como instrumento de Deus, e, tocando pessoas com o bebê, essas pessoas iam caindo em um efeito dominó, uma após outra. Havia muito êxtase entre os presentes.

Voltando ao caso do pastor que afirma ser sua filhinha ungida pelo Espírito Santo com o dom de cura, a reportagem do programa procurou meios de comprovar se o que ocorria era fato ou fruto da mente das pessoas.

Foi mostrado, primeiro, o caso de um jovem que sofria com câncer. Ele já havia sido submetido a uma cirurgia, mas como o câncer estava voltando e atacava órgãos internos, ele ouviu falar da “missionariazinha que curava”, e para lá partiu na esperança de receber a cura.

O rapaz afirmava que sentia dores no abdômen, bastando uma leve pressão em alguns locais para que a dor se manifestasse. Diante disso, o pastor trouxe sua filhinha e esta tocou o jovem, mas era possível perceber na expressão do rosto da criança que ela nem sabia bem o que estava acontecendo.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

QUEM ADORA À RAINHA DO CÉU?

JEREMIAS 7: 1-34


"Palavra que da parte do SENHOR foi dita a Jeremias: 'Põe-te à porta da Casa do SENHOR, e proclama ali esta palavra, e dize: Ouvi a palavra do SENHOR, todos de Judá, vós, os que entrais por estas portas, para adorardes ao SENHOR.
Assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel: Emendai os vossos caminhos e as vossas obras, e eu vos farei habitar neste lugar. Não confieis em palavras falsas, dizendo: Templo do SENHOR, templo do SENHOR, templo do SENHOR é este. Mas, se deveras emendardes os vossos caminhos e as vossas obras, se deveras praticardes a justiça, cada um com o seu próximo; se não oprimirdes o estrangeiro, e o órfão, e a viúva, nem derramardes sangue inocente neste lugar, nem andardes após outros deuses para vosso próprio mal, eu vos farei habitar neste lugar, na terra que dei a vossos pais, desde os tempos antigos e para sempre.
Eis que vós confiais em palavras falsas, que para nada vos aproveitam.
Que é isso? Furtais e matais, cometeis adultério e jurais falsamente, queimais incenso a Baal e andais após outros deuses que não conheceis, e depois vindes, e vos pondes diante de mim nesta casa que se chama pelo meu nome, e dizeis: Estamos salvos; sim, só para continuardes a praticar estas abominações!
Será esta casa que se chama pelo meu nome um covil de salteadores aos vossos olhos? Eis que eu, eu mesmo, vi isto, diz o SENHOR.
Mas ide agora ao meu lugar que estava em Siló, onde, no princípio, fiz habitar o meu nome, e vede o que lhe fiz, por causa da maldade do meu povo de Israel.
Agora, pois, visto que fazeis todas estas obras, diz o SENHOR, e eu vos falei, começando de madrugada, e não me ouvistes, chamei-vos, e não me respondestes, farei também a esta casa que se chama pelo meu nome, na qual confiais, e a este lugar, que vos dei a vós outros e a vossos pais, como fiz a Siló.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

AINDA HÁ CRISTÃOS...

Na Bíblia vamos encontrar os discípulos de Jesus sendo chamados de “cristãos” pela primeira vez em Atos 11:26, na cidade de Antioquia. Antes disso eram também chamados de “os do Caminho”. Assim ocorria porque eles seguiam o único Caminho Verdadeiro, que conduz à Vida, Jesus Cristo, e procuravam andar nos Seus passos.

Os cristãos bíblicos tinham convicção de quem eram eles, e de quem era e é Jesus. Eles eram os discípulos, seres humanos pecadores que necessitavam da Graça de Deus, caso contrário estariam irremediavelmente perdidos anta sua impossibilidade de conseguirem cumprir os requisitos para alcançarem a santidade na vida e obterem o perdão dos pecados. Jesus era O Caminho através do qual poderiam chegar a Deus Pai, sendo limpos de todo pecado e santificados pela Verdade.

Aqueles cristãos buscavam a glória de Deus, e não a sua própria. Eles reconheciam Jesus como o Senhor de tudo e de todos. Eles viam o Espírito Santo como o Consolador prometido por Jesus, e o Instrutor que ensinaria todas as coisas, além de conceder dons para edificação da Igreja e de cada cristão individualmente.

Com o passar do tempo, foi-se cumprindo o que Jesus e os apóstolos predisseram sobre a deturpação dos ensinos do Mestre. Foram surgindo falsos profetas, falsos apóstolos, falsos cristãos. Mentiras foram se introduzindo no meio da Igreja, o pecado foi sendo admitido sob formas camufladas, e os agentes de Satanás, disfarçados de ministros da Luz, foram penetrando com artimanhas e astúcias capazes de induzir muitos ao erro, crendo que estavam agindo corretamente.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

NOSSA DEFICIÊNCIA DE FÉ

Texto base: Marcos 9:14-29

O contexto da passagem bíblica nos mostra Jesus, retornando juntamente com os três discípulos mais achegados, Pedro, João e Tiago, do monte onde, minutos antes, ocorrera sua transfiguração. Esses discípulos presenciaram uma cena fantástica, maravilhosa, que os deixou estarrecidos e sem palavras nem reação. Diante de seus olhos Jesus foi transfigurado, suas vestes ficaram tão brancas que era difícil olhar para
Ele, e tiveram a visão de Moisés e Elias conversando com Jesus, além de ouvirem a voz vinda da grande nuvem que os cobriu, dizendo que Jesus era o Filho amado de Deus, e a Ele deveriam ouvir.

Após tão notável manifestação divina, Jesus e os três discípulos descem o monte, e ao chegarem em sua base encontram uma multidão alvoroçada, e alguns escribas (líderes religiosos judeus) discutiam com os discípulos que não haviam acompanhado Jesus.

Quando Jesus indagou quanto ao motivo da discussão, uma voz surgiu no meio da multidão, de um pai desesperado que tinha o filho possesso por um espírito mudo e surdo há tempos, e, não tendo encontrado Jesus, rogou aos discípulos do Mestre que o libertasse, mas eles não conseguiram fazê-lo.

Jesus logo entendeu que a discussão, então, se devia ao fato de que os discípulos não haviam obtido êxito em expulsar o espírito que se apossara do rapaz, e que os líderes judeus, sempre ávidos por encontrarem algo de que O acusar, certamente colocavam em dúvida a autoridade de Jesus, já que os discípulos haviam recebido dEle autoridade para curar enfermos e expulsar demônios.

A passagem bíblica em questão nos transmite muitos ensinamentos, mas vamos nos ater a apenas alguns deles.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

O QUE ENTRA PELA BOCA TAMBÉM CONTAMINA


Em certa ocasião, Jesus disse que o que contamina o homem é o que sai de sua boca, e não o que entra, porque o que sai vem do coração, de onde procedem os maus desígnios, os adultérios, enfim, tudo o que é mal. A maldade não vem de fora, mas de dentro de cada um (Evangelho Segundo Marcos, capítulo 7).

Jesus falava de pecado, daquilo que torna o ser humano impuro perante Deus, necessitando de uma purificação, que somente pode ser feita pelo sangue do Cordeiro, Jesus Cristo, que morreu na cruz por nós. Os fariseus pensavam em purificação ritualística, mas estava diante deles O Purificador.

Nos dias atuais, todavia, vemos outro tipo de contaminação se espalhando de forma avassaladora dentre a humanidade, e que se origina de coisas que entram pela nossa boca. Não se trata de contaminação que nos torne impuros aos olhos de Deus, mas que pode prejudicar seriamente nossa qualidade de vida e levar pessoas à morte.

Recentemente, a Anvisa confirmou uma pesquisa que fez uma revelação sobre algo que já era de certa forma conhecido, mas que não parecia ser tão grave como se mostrou agora: estamos ingerindo veneno diariamente.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

DOUTORES EM DEUS

Ocasionalmente me deparo com artigos em sites, revistas ou outros materiais, onde o autor é qualificado como doutor em divindade. Também vejo isso em e-mails e materiais de divulgação de eventos evangélicos, quando, então, o doutorado em divindade é empregado como forma de conferir maior autoridade àquele que será o preletor.


Não sei o que outras pessoas pensam sobre isso, mas particularmente vejo como uma grande desfaçatez. Esses teólogos assim identificados são pessoas que, após se graduarem em teologia, e tendo feito uma pós-graduação, dirigem seus esforços para um curso de doutorado. Nada demais, se o objeto de estudo desse doutorado não fosse DEUS.

Pesquisando na internet, dentre as faculdades de teologia existentes no Brasil, constatei que no curso de doutorado em divindade a proposta é levar o aluno a um conhecimento mais amplo e profundo de Deus, estudando Seus mistérios espirituais, Seus planos para a Igreja Cristã, etc.

Bem, não tenho nada contra o curso nem contra quem se envereda por esse estudo, assim como não quero desmerecer aqueles que se esforçam sinceramente para aprender um pouco mais através da pós-graduação, mas, convenhamos, usar um título de doutor em divindade é uma pretensão muito grande. É como se fosse possível alguém ser doutor em Deus, saber tudo sobre Deus, conhecer os mistérios mais profundos do Senhor.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

LIÇÕES DE UMA TRAGÉDIA EM FAMÍLIA

TEXTO BASE: 2 SAMUEL 13-19


O texto lido narra uma história bastante triste, pois apresenta uma sequência de acontecimentos que culminaram com tragédias na família do Rei Davi.

Nos versículos encontramos a narrativa de uma verdadeira aberração, quando Amnon, filho de Davi, sente-se extremamente atraído por sua própria irmã, Tamar, sendo ambos filhos do rei, mas de mulheres diferentes.

Amnon, auxiliado por um “amigo” (se fosse amigo mesmo não faria o que fez), fingiu-se de doente para poder receber cuidados de Tamar, e aproveitou-se da situação para estuprá-la, sendo que, logo após o ato incestuoso e criminoso, simplesmente a repudiou, mandando-a embora constrangida, envergonhada, humilhada.

Após essa tragédia, outras se abateram sobre a família de Davi, como o homicídio de um irmão por outro, a rebelião de Absalão e sua morte em batalha.

Vamos analisar alguns pontos que podem ter provocado essa situação caótica, e que hoje ainda estão presentes em muitas famílias, sendo a causa de sua ruína.

1. Omissão dos pais quanto à disciplina

A notícia do estupro de Tamar por seu irmão Amnon chegou ao conhecimento de Davi, o chefe da família, e este ficou extremamente irado. Entretanto, sua reação parou por aí, já que Davi não tomou nenhuma providência quanto ao ocorrido. Davi não falou com Amnon, não o repreendeu, não o puniu, simplesmente ficou quieto como se nada tivesse acontecido (13.21). A versão da Bíblia católica traz esse texto da seguinte forma:

“O rei Davi soube de tudo o que se tinha passado, e inflamou-se com violência a sua cólera, mas não quis afligir seu filho Amnon, pois o amava por ser o seu primogênito.”