quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

HOMENAGEM À MULHER PRESBITERIANA

No segundo domingo de fevereiro, comemoramos o Dia da Mulher Presbiteriana. É um dia em que lembramos o esforço dessas mulheres que realizam um trabalho maravilhoso para que a Obra de Deus continue se propagando, mantendo a Igreja unida e ativa. Por esta razão, deixo aqui registrada uma singela homenagem à Mulher Presbiteriana que foi apresentada pela UPH – União Presbiteriana de Homens, na Igreja Presbiteriana de Porecatu, lembrando, todavia, que o teor da mensagem se aplica também aos demais crentes em Cristo, e não apenas às mulheres. Vamos destacar algumas virtudes cristãs que devem estar presentes na vida de todos os que servem ao Senhor Jesus.

Texto bíblico: Mateus 15:21-28

Na passagem acima indicada, vemos Jesus sendo abordado por uma mulher cananéia que desejava ver sua filha libertada do poder do demônio. Nas atitudes dessa mulher cananéia é possível vislumbrar algumas qualidades inerentes à sua pessoa, e que são também encontradas na mulher presbiteriana.

1) Fé que ultrapassa barreiras

A mulher dessa passagem bíblica não era israelita, era cananéia, portanto, ela não fazia parte do povo escolhido de Deus, Israel. Ela era uma gentia, alheia às bênçãos da Aliança de Deus com Seu povo. Entretanto, mesmo assim ela já ouvira falar de Jesus, aquele homem que era totalmente diferente dos líderes religiosos da época, pois tratava as pessoas com amor e ensinava a verdade quanto ao Reino de Deus, não da forma como o faziam os mestres da Lei, os escribas, fariseu e saduceus, mas com autoridade e demonstrações de poder do Alto.

Aquela mulher cria em Jesus de uma forma que os próprios israelitas, na sua grande maioria, não criam. Ela tinha plena convicção de que Jesus era a solução para o grande problema que ela estava enfrentando naquele momento. Mais ainda, ela tinha absoluta confiança nEle, e depositara toda a sua esperança em Sua Pessoa. Ela sabia que Jesus tinha autoridade para determinar ao demônio que deixasse sua filha em paz, e que o demônio O obedeceria, porque Jesus é o Filho de Deus, é o Senhor do Universo, e tudo Lhe está sujeito. A fé da mulher cananéia a levou a superar as dificuldades impostas pelo preconceito, pela separação religiosa, pela sua condição de inferioridade ante os judeus (considerando que era uma gentia, enquanto eles eram os herdeiros das promessas de Deus). Sua fé em Jesus era tamanha que, no versículo 27, Ele próprio declarou: “ó mulher, grande é a tua fé!”.
Vejo na mulher presbiteriana a mesma fé que tinha aquela mulher cananéia. É uma mulher que crê em Jesus Cristo como Seu único Senhor e Salvador, e que fora dEle não há salvação. É uma mulher que leva sua própria vida aos pés do Senhor Jesus, confiante no Seu Poder e na Sua Providência, sabedora de que Ele acolhe aos que a Ele se achegam e os livra dos poderes do diabo, do mundo e da carne. A mulher presbiteriana crê em Jesus como o único capaz de lhes dar a paz que excede a todo entendimento; o único que pode transformar suas famílias, salvar seus maridos, filhos e demais entes queridos; curar as enfermidades do corpo e da alma; libertar os cativos. A mulher presbiteriana crê que Jesus é o Caminho para a vida eterna, e a resposta às indagações quanto a esta vida.

2) Intercessão

No texto ainda podemos notar que a mulher cananéia não se dirigiu a Jesus em busca de uma bênção para ela própria, mas, sim, para sua filha, que estava endemoninhada e necessitava de libertação. Ela se mostrou uma intercessora.

Assim, também a mulher presbiteriana carrega em si esse traço: é uma mulher de intercessão, que sempre está disposta a se colocar em oração para clamar a Deus por outras pessoas. Ela se prostra diante do Senhor Jesus para pedir libertação aos que estão cativos pelo pecado, por vícios; para interceder pelos enfermos; para buscar a bênção de Deus sobre as autoridades; para pedir a Deus que proteja a Sua Igreja e a faça progredir, prevalecendo sobre as forças do inimigo; ela dobra seus joelhos e ora pelos líderes espirituais levantados por Deus para conduzir e ensinar Seu povo.

A mulher presbiteriana ora por seus vizinhos, parentes, amigos, colegas de trabalho, e até mesmo por pessoas que não lhes têm afeto ou que lhes tratam mal, porque elas aprenderam com Jesus que o mal deve ser retribuído com o bem, e a oração é o melhor instrumento para abençoar e apaziguar os perseguidores. Em nossa Igreja, as mulheres se reúnem todas as quartas-feiras pela manhã, antes de irem para seus afazeres diários, a fim de orar e interceder pela Igreja, pelas famílias, pela cidade, pelas autoridades e por diversos outros motivos.

3) Perseverança

Quando a mulher cananéia clamou a Jesus pela primeira vez, ela não obteve resposta. Logo depois, ouviu algo que não gostaria de ter ouvido: “Eu não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel.” (v. 24). Em princípio, isso significava que ela, sendo gentia, não integrante da Aliança que Deus firmara com Israel, ainda não usufruiria das bênçãos de Deus, reservadas primeiro para os israelitas. Porém, mesmo diante da resposta negativa, a mulher não desistiu, antes, ela se ajoelhou diante de Jesus e novamente clamou por socorro. Dessa vez talvez ela conseguisse obter o que desejava, mas Jesus lhe deu uma resposta que poderia tê-la desanimado de vez. Ocorre que, nesse caso, a fé que essa mulher tinha gerou nela o que se chama de perseverança, ou seja, ela cria que Jesus poderia ajudá-la e estava disposta a permanecer suplicando até que Ele lhe atendesse, independentemente das duas respostas iniciais negativas.

Também essa virtude vemos na mulher presbiteriana. Para realizar o seu trabalho na obra de Deus a mulher presbiteriana tem que superar muitos obstáculos. O marido que reclama sua presença a todo momento e implica com sua devoção a Deus; os filhos, a família, o trabalho, os afazeres diários, o preconceito, as grandes lutas travadas no dia a dia. Sim, é necessário ter perseverança para não desistir diante das barreiras que se levantam.

Em oração, muitas vezes a resposta de Deus não vem no momento que a mulher presbiteriana espera, mas mesmo assim ela persevera, pois sabe que pode confiar no Senhor e que Ele tem pleno conhecimento quanto a tudo o que ela coloca diante dEle nos momentos de clamor, e pode resolver qualquer situação com uma simples palavra ou um toque. Ela persevera na oração porque sabe que Deus tem o tempo certo para tudo, e que, seja qual for a resposta (sim, não ou espere), Deus fará sempre o melhor.

4) Humildade

Eis um traço marcante naquela mulher cananéia. Quando Jesus respondeu que tinha vindo para os israelitas (v. 24), ela não se zangou nem saiu murmurando, antes, se jogou aos pés de Jesus, de joelhos, e clamou outra vez. Quando Jesus novamente disse que a sua prioridade era o povo de Israel (v. 26), ela não respondeu de forma áspera, não se ofendeu, não retrucou grosseiramente, não saiu blasfemando nem teve atitude de revolta, pelo contrário, ela demonstrou muita humildade reconhecendo que não era digna de ser agraciada com as bênçãos que Jesus tinha reservado para Israel, e que não tinha a pretensão de usurpar o que era por direito do povo eleito de Deus, mas que uma “migalha”, uma “sobra” dessas bênçãos seria mais do que suficiente para satisfazer sua necessidade, ou melhor, a necessidade de sua filha (v. 27).

Como foi humilde a mulher cananéia! Jesus ama sobremaneira os humildes, mas rejeita os soberbos. A mulher presbiteriana, assim como a cananéia, tem a humildade como uma marca da sua vida. Ela trabalha com todo afinco e desenvolve atividades que impulsionam a Igreja, mas não vive alardeando seus feitos, antes, em tudo glorifica a Deus. A mulher presbiteriana não tenta se sobrepor a ninguém, não busca glória própria, não responde asperamente quando recebe respostas que não esperava, não despreza a ninguém, não se julga superior, assume o papel de serva.

Ora, o próprio Jesus foi humilde, e afirmou que havia vindo para servir, e não para ser servido (Marcos 10:45). A humildade de Jesus está presente na mulher presbiteriana.

Conclusão

Rendemos graças a Deus pelas mulheres que chamou para fazerem parte da Igreja Presbiteriana, e que fazem tudo quanto esteja ao seu alcance para que a mensagem do Reino de Deus seja proclamada ao mundo, muitas vezes atuando nos bastidores, nem aparecer, mas sendo fundamental para o caminhar da Igreja.

Que Deus abençoe as mulheres presbiterianas, a fim de que continuem a ser como a mulher cananéia, mas, acima de tudo, que se espelhem em Jesus Cristo, nosso exemplo a ser seguido.

Que todos os cristãos possam aprender com essas mulheres a serem pessoas melhores, servindo a Deus com fé, intercessão constante, perseverança e humildade, em Cristo Jesus. Amém.

José Vicente

14/02/2010

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2 comentários:

  1. Graça e paz!
    Voce é presbiteriano irmão? É da IPB?

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    1. Olá, graça e paz. Sim, sou da Igreja Presbiteriana do Brasil. Abraço.

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