domingo, 23 de dezembro de 2012

RESGATANDO O SENTIDO DO NATAL



Texto base: Mateus 1.18-25

Estamos nos aproximando de mais um Natal, e como sempre somos envolvidos por um clima de confraternização, de reunião familiar. Nessa época fala-se bastante em espírito natalino, em amor, caridade, fraternidade, coisas boas e que devem ser valorizadas.
Ocorre, porém, que com o passar dos tempos as pessoas acabaram perdendo o verdadeiro sentido do Natal. A festa, que deveria ser uma lembrança do evento mais importante da humanidade – a encarnação de Deus como ser humano -, tornou-se um pretexto para comer, beber, trocar presentes, falar de Papai Noel às crianças. O Natal se tornou uma data comercial. Papai Noel e suas renas roubaram a cena.
Por isto é necessário que reavivemos em nossas mentes o verdadeiro significado dessa data: o nascimento de Jesus Cristo.
O texto que lemos vai nos ajudar a relembrar algumas verdades sobre Jesus que devem estar presentes em nossas memórias continuamente, para que celebremos o Natal como realmente deve ser. Vamos falar sobre três verdades que encontramos no texto:

1)      JESUS É O DEUS FILHO (v. 18)
As crianças nascem de uma forma natural, mediante a união de um homem e uma mulher, conforme o próprio Deus estabeleceu, todavia, Jesus não era uma criança comum, e embora Ele fosse humano, Ele também era Deus.
Jesus não foi gerado de um relacionamento entre um homem e uma mulher, como o são os demais seres humanos, antes, Ele foi concebido no ventre de uma mulher unicamente pelo Poder do Espírito Santo, pois Ele é divino, é eterno, é o Filho de Deus.
Era necessário que Jesus viesse em forma humana para poder passar pelos sofrimentos e pela morte em nosso lugar, mas Ele nunca deixou de ser Deus.
Embora esta seja uma verdade inquestionável para nós, há muitos neste mundo que creem em Cristo como um grande homem cujas ações e filosofia devem ser imitados; um reconhecido filantropo, alguém totalmente desprendido de valores materiais, cujos ensinamentos devem ser seguidos porque são bons e podem servir para o crescimento de cada ser humano.
Na concepção dessas pessoas, Jesus estaria no mesmo patamar de Buda, Confúcio ou qualquer outro homem que tenha ensinado coisas consideradas boas, que tenha falado de paz e amor, que tenha pregado uma espiritualidade superior.
A Palavra, porém, nos revela que Jesus é muito mais do que isto, e que Ele não pode ser comparado a qualquer ser humano que tenha pisado a face da terra, pois Ele é o próprio Deus que se encarnou como homem.

domingo, 16 de dezembro de 2012

A GRAÇA QUE TRANSFORMA VIDAS


TEXTO BASE: MATEUS 1.1-17

Quando lemos uma genealogia apresentada na Bíblia, não é difícil ficarmos pensando: “o que uma genealogia pode me ensinar?” ou “que verdades bíblicas posso aprender ao ler uma lista de nomes?”. Muitas pessoas até pulam a leitura de genealogias, porque não veem muita utilidade em gastar um tempo lendo uma sequencia de nomes, alguns deles esquisitos e difíceis de pronunciar.
A Palavra de Deus, porém, sempre tem algo a nos ensinar, e as genealogias apresentadas, estando inseridas na Bíblia, são capazes de nos trazer lições muito importantes, revelar verdades que por vezes não percebemos.
O texto base é o início do Evangelho Segundo Mateus, e traz a genealogia de Jesus Cristo. Há uma listagem dos nomes de diversas pessoas que foram os antepassados de Jesus, formaram a sua linhagem humana.
A genealogia apresentada por Mateus é diferente daquela que Lucas adotou, porém há um consenso entre os estudiosos que Mateus seguiu a genealogia da parte de José, enquanto Lucas pesquisou a genealogia da parte de Maria. Ambos, José e Maria, eram descendentes de Davi, de diferentes ramificações.
Essa genealogia que Mateus nos apresenta revela algumas verdades para as quais devemos atentar, e que fazem muita diferença em nossas vidas.

1)    Deus revela a imperfeição humana
Estamos diante de uma genealogia que não é de uma pessoa qualquer, mas se refere ao nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Portanto, sendo Jesus perfeito e santo, seria de se esperar que sua linhagem humana contivesse apenas pessoas boas, puras, perfeitas, irrepreensíveis, mas quando lemos a listagem apresentada por Mateus acabamos levando um susto, pois ali constam os nomes de pessoas que não eram, nem de longe, exemplos de perfeição, retidão, integridade.
Vamos tomar para ilustração os nomes de Jacó, Raabe e Davi.
Jacó era uma pessoa não muito confiável. O seu nome significava enganador. Ele, induzido por sua mãe, Rebeca, enganou o próprio pai, que estava cego, passando-se por seu irmão Esaú, e recebeu a bênção que seria do irmão, que era o primogênito. Jacó não era muito dado à verdade.
Raabe era uma prostituta que morava em Jericó, cidade que foi invadida por Israel. Muitos homens deviam ter passado por sua cama. Ela vivia afundada no pecado da imoralidade sexual. Os motivos pelos quais ela cometia esse pecado não são revelados, porém, mesmo que ela fosse uma pessoa necessitada de recursos materiais, isso não apagaria seus pecados.
Davi foi um rei temente a Deus, entretanto ele cometeu pecados terríveis: cobiçou Bate Seba, esposa de Urias, e adulterou com ela. Providenciou para que o marido dela morresse em combate. Assim, além de adúltero ele se tornou um assassino. Davi cometeu diversos outros pecados, que estão relatados na Bíblia.
Ora, esses três personagens, com seus defeitos (que não eram pequenos), estão na linhagem humana de Jesus Cristo. Aliás, todas as pessoas que estão listadas na genealogia são imperfeitas, falhas, pecadoras.
Com isto Deus vem realçar a verdade de que o ser humano é falho, imperfeito, com inclinação ao pecado, e que não há um ser humano sobre a face da terra que seja perfeito e não tenha pecado, como nos adverte a Palavra de Deus:

“como está escrito: Não há justo, nem um sequer” (Rm 3.10)
“pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Rm 3.23)
“Não há homem justo sobre a terra que faça o bem e que não peque.” (Ec 7.20)

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

JESUS: O ALIMENTO PARA A VIDA ETERNA



Texto base: João 6.1-40


Jesus prosseguia em Sua missão de proclamar o Reino de Deus e ensinar a Verdade às pessoas. Ele vinha realizando sinais, milagres incomparáveis, e Seus ensinamentos eram autênticos, as pessoas viam nEle autoridade espiritual, um mestre diferente, amável e sábio.

Os líderes religiosos judaicos faziam oposição a Jesus, mas Ele prosseguia ensinando ao povo a Palavra de Deus, e convocando todos ao arrependimento. Por onde passava ia deixando um rastro de amor e compaixão.
Chegamos, então, ao momento em que uma grande multidão veio ouvir os ensinos de Jesus e buscar curas, e como o dia estava findando, eles ainda não haviam se alimentado, estando longe da cidade e de qualquer lugar onde pudessem comprar alimento. Jesus sabia que eles estavam com fome, e utilizou essa oportunidade para demonstrar mais algumas verdades do Reino de Deus.

      1)      Quem tem fome deve buscar Jesus
Aquelas pessoas que se reuniram naquele lugar estavam famintas, mas sua fome não era apenas de alimento: elas tinham fome de misericórdia, de amor, de atenção, de cura, de livramento, de liberdade... de Deus.
Eram pessoas enfermas física e espiritualmente. Pessoas amarguradas, ansiosas por uma palavra de ânimo, de bondade, de valorização. Muitos vinham carregando problemas que os perseguiam há tempos.
Ali havia pessoas ansiosas por encontrar a solução para problemas insolúveis, a cura para doenças incuráveis, a libertação de escravidões duradouras...
Os líderes religiosos judaicos não eram capazes de suprir essa fome do povo. Embora tentassem parecer muito santos e cumpridores da Lei de Deus, eles não eram líderes segundo o coração de Deus, mas se preocupavam muito mais com tradições e posição social do que com a saúde espiritual do povo.
Jesus vinha demonstrando que não era como os lideres existentes até então, pelo contrário, Ele era exatamente o oposto, porque não buscava a glória própria, mas a do Pai. Jesus falava com autoridade, pois sua vida consistia na prática de tudo o que Ele ensinava.
Enquanto os lideres religiosos marginalizavam as pessoas por causa de seus erros e de sua condição social ou de saúde, Jesus acolhia essas pessoas, tratava-as com amor e misericórdia, e com suas atitudes e palavras provocava transformação na vida de quem O ouvia.
Hoje, Jesus continua sendo a solução para quem tem fome. Ele continua sendo Aquele que não rejeita quem a Ele se achega. Ele continua disposto a amar, dar atenção, aconselhar, ensinar, curar, restaurar, perdoar, tratar com respeito e muito mais.
Jesus está pronto para ouvir nosso clamor e nos socorrer em qualquer situação. Ele tem prazer em usar de compaixão para com aqueles que nEle confiam e nEle se refugiam.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

NÃO FAÇA ESCOLHAS ERRADAS




TEXTO BASE: 1 Samuel 8

A passagem lida nos mostra um momento muito importante na história de Israel: o povo reclamava um rei para si, após muitos anos sendo liderado por juízes levantados por Deus.

Samuel, que naquela ocasião era sacerdote e profeta do Senhor, e julgava Israel, não gostou de ouvir as reivindicações do povo, mas Deus lhe disse que deveria atender ao clamor da nação, porquanto a atitude dos israelitas implicava em rejeição não à liderança de Samuel, mas ao governo de Deus sobre seu povo.

O pedido feito por Israel foi atendido, e Saul foi ungido rei, porém logo ele se desviou do Senhor e começou a agir com desobediência, trazendo pecado sobre a nação e sendo rejeitado pelo Altíssimo, que providenciou um sucessor, Davi.

A realidade retratada no texto não está distante de nós. Embora façamos críticas a Israel por seu comportamento ao longo da história bíblica, se pararmos para analisar nossa vida, perceberemos que nos assemelhamos muito aos nossos irmãos israelitas, pois somos teimosos, desobedientes e por vezes fazemos coisas que só nos trazem prejuízos.

Insistimos em pedir a Deus coisas que não nos trarão benefícios, fazemos de tudo para alcançar aquele objetivo, e quando finalmente obtemos aquilo que tanto almejávamos, percebemos que não era nada do que esperávamos, pelo contrário, sofremos com as consequências de nossa escolha irrefletida.

Por que razão Israel agia dessa forma? Por que nós continuamos a fazer escolhas erradas, que só nos causam dor e atrasam nossos passos na caminhada rumo ao crescimento espiritual?

O texto bíblico nos permite encontrar algumas respostas a essas indagações.

      1)    Conformação ao mundo
Israel havia sido escolhido e formado para ser o povo de Deus. Um povo que tinha sobre si promessas de bênçãos inigualáveis, que nenhum outro povo jamais teve.

Deus queria que Israel fosse diferente de todas as nações, pois os outros povos adoravam a deuses falsos, imagens de escultura, praticavam rituais de ocultismo, estavam afundados no pecado, mas Israel havia sido escolhido para ser uma nação santa, por meio da qual as outras nações seriam abençoadas.

Deus deu a Lei a Israel, por intermédio de Moisés, contendo preceitos que, se observados, levariam o povo a uma vida santa, reta, íntegra e próspera na presença de Deus. Seria uma sociedade santa, justa e próspera como nenhuma outra até então existente, com o grande diferencial de que o seu governante era o Criador de todo o universo.

Deus ordenou claramente que eles não se misturassem com os demais povos nem os invejassem, porquanto não temiam ao Altíssimo e não andavam de forma justa e reta, antes, eram nações de homens cheios de pecado, afastados de Deus, que não receberiam Suas bênçãos.

Mas nem a Lei nem todas as advertências feitas pareciam ser suficientes. Israel não conseguia fitar seus olhos nas bênçãos recebidas de Deus, antes, olhava para as outras nações e as invejava, queria ser como elas.

Vemos isso claramente no versículo 5, onde o povo diz: “constitui-nos, pois, agora, um rei sobre nós, para que nos governe, COMO O TÊM TODAS AS NAÇÕES”.

sábado, 16 de junho de 2012

O CRISTÃO E A JUSTIÇA SOCIAL




A Bíblia mostra que Deus sempre se preocupou com a questão da justiça social. Encontramos mandamentos do Altíssimo que dizem respeito à justiça social no Decálogo, nas Leis Secundárias, nos Provérbios, nos Profetas, nos ensinamentos de Jesus e nos livros do Novo Testamento.

Isso mostra que o Eterno deseja que Seu povo tenha consciência quanto aos seus deveres e direitos, com vistas a construir uma sociedade mais justa e fraterna.

Quando o ser humano não observa as leis da justiça social, o que se vê é uma sociedade desequilibrada, onde muitos passam fome, frio, morrem vitimados por doenças que poderiam ser tratadas, enfim, não se oferecem as mesmas oportunidades para todos.

Observando a Bíblia, veremos diretrizes traçadas por Deus para que Seu povo tenha verdadeiro compromisso com a justiça social.

      1)    Nas relações familiares
No Decálogo, percebemos que os quatro primeiros mandamentos dizem respeito ao nosso relacionamento com Deus, e os seis restantes se referem ao nosso relacionamento com nosso próximo.

O quinto mandamento diz: “Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR teu Deus te dá.” (Êxodo 20:12)

Honrar pai e mãe é não cometer injustiça contra aqueles que nos deram suas vidas, que nos educaram, sustentaram.

Sabemos que uma sociedade saudável tem em sua base famílias saudáveis, bem estruturadas. Não há sociedade sustentável, justa, quando as famílias estão quebradas. O respeito dentro do lar, dos filhos para com os pais e vice-versa, é essencial ao fortalecimento familiar, de forma que isso venha refletir na sociedade de forma positiva.

O que vemos hoje é exatamente o contrário, pois a cada dia vemos que os pais são menos honrados pelos filhos. Ouvimos notícias de filhos matando os pais, submetendo-os a maus tratos, negando-lhes assistência, abandonando-os num asilo.

Não há justiça social quando, dentro das casas, os pais são injustiçados.

Da mesma forma, a Palavra exorta os pais a que eduquem os filhos com amor, que lhes ensinem o caminho de Deus, que lhes deem uma boa formação moral e ética, não negligenciando no seu cuidado, para que se tornem adultos íntegros e retos (Pv. 22.6; 22.15; 23.13; 29.15; Col. 3.21; 1 Tim 3.12; 5.8).

Muitos males da nossa sociedade se devem ao fato de filhos não receberem dos pais o devido amor, a devida instrução e disciplina. Crianças são deixadas à sua própria sorte, deseducadas pela televisão e por “amigos”, negligenciadas em suas necessidades, submetidas a condições de abandono moral e material. Depois, crescem e enveredam por caminhos tortuosos, que os levam à cadeia ou ao cemitério.

O sétimo mandamento traz a seguinte determinação: “Não adulterarás.” (Êxodo 20:14)

O adultério é um dos atos mais frequentes na sociedade atual, e acontecia também milhares de anos atrás. Deus demonstra sua preocupação com a família ao proibir expressamente o adultério, que é a prática de relacionamentos extraconjugais.

O adultério desestabiliza e destrói a família. Aquele que adultera comete injustiça contra o seu cônjuge, trai o seu amor e sua confiança. É um mal que abala toda a estrutura familiar, e como consequência vem o divórcio, filhos traumatizados, quebra de valores morais e éticos, refletindo na sociedade negativamente.

Nossa sociedade vive um momento em que o adultério se tornou algo comum. Os votos feitos no altar pelo casal são rompidos com facilidade, gerando crises que se estendem das famílias para a sociedade.

Também nas Leis Secundárias Deus demonstrou cuidado com as famílias. É o que se pode notar ao ler o seguinte texto: “Quando um homem for recém-casado não sairá à guerra, nem se lhe imporá encargo algum; por um ano inteiro ficará livre na sua casa para alegrar a mulher, que tomou.” (Deuteronômio 24:5)

Pretendia-se, com isto, permitir que os recém-casados tivessem a oportunidade de se conhecer, de formar verdadeiramente uma família, pois se o homem fosse enviado à guerra poderia morrer, deixando viúva uma mulher recém-casada, sem sustento e sem suscitar descendência. E se tivesse que se ocupar com encargos públicos, não poderia dar à sua esposa a atenção devida, o que, aos olhos de Deus, seria injusto, pois no primeiro ano o casal estaria dando início à família.

terça-feira, 12 de junho de 2012

SOB A ORIENTAÇÃO DO ALTÍSSIMO



“Instruir-te-ei, e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; guiar-te-ei com os meus olhos.” (Salmos 32:8)

Se um pastor disser aos seus ouvintes: “abram suas bíblias”, e não complementar informando em qual livro ela deve ser aberta, as pessoas ficarão aguardando que ele esclareça o livro, o capítulo e o versículo.

Caso ele insista em dizer apenas “abram suas bíblias”, cada pessoa poderá abrir sua bíblia em um livro diferente, e muito dificilmente alguém conseguirá saber exatamente que texto ele pretende que seja lido.

Assim, é necessário que o pastor diga: “abram suas bíblias no livro tal, capítulo tal, versículo tal”, para que todos façam de maneira correta o que lhes foi dito. Então, poderão ler juntos o texto e compartilhar sua mensagem, com edificação mútua.

Se Deus apenas nos dissesse: “sejam obedientes”, e não complementasse essa ordem com preceitos específicos a serem seguidos, as pessoas não teriam noção exata do que deveriam fazer, que ordens deveriam obedecer!

Se Deus se limitasse a dizer: “sejam santos, retos e íntegros”, da mesma forma teríamos dificuldades no cumprimento de sua ordem, porque cada pessoa pode ter um conceito do que venha a ser santidade, retidão e integridade.

Assim, veríamos as pessoas seguindo diferentes direções, cada qual conforme seu próprio entendimento, sem que isso implicasse em verdadeira obediência a Deus, pois Ele não teria dado a conhecer a Sua vontade de forma específica.

Para que não andássemos sem rumo, cada qual fazendo o que entendesse certo, Deus providenciou instrumentos valiosos que nos instruem, orientam e confirmam.

      1)    A Palavra de Deus

 A Bíblia é a Palavra de Deus. Por meio dela o Altíssimo nos revela:

i)           Quem Ele é – um relacionamento só é possível quando as partes envolvidas se conhecem, e por meio da Bíblia Deus se revela a nós, fala sobre Sua Pessoa, Seu Poder, Sua Vontade, de forma que não adoramos o desconhecido, mas o Deus que se deu a conhecer aos seres humanos. Deus poderia deixar que as pessoas O conhecessem com base apenas no relacionamento diário, mas era necessário que Ele se revelasse como fez, para evitar que cada um tivesse uma ideia diferente sobre Sua Pessoa.
ii)      Quem nós somos – no relacionamento com Deus é essencial que saibamos exatamente quem nós somos, que tenhamos a consciência de que não estamos no mesmo nível que Ele, que não temos méritos para obter o favor do Eterno, e, assim, nos posicionemos com humildade diante do Pai.
iii)      O que Ele fez para que herdássemos a Vida Eterna – pela Palavra tomamos conhecimento de que o Altíssimo, amando-nos de uma forma maravilhosa, enviou Seu Filho, Jesus Cristo, para receber sobre si o castigo resultante de nossa desobediência à Lei, redimindo-nos e garantindo nossa salvação com Seu Sangue.
iv)           Como devemos conduzir nossas vidas – pela Palavra Deus traça as diretrizes que os que nEle creem devem seguir, de forma a crescer em santidade a cada dia. Deus nos oriente, pela Bíblia, a como nos relacionarmos com Ele e com nosso próximo. O Altíssimo ensina como devem ser as relações em família, em sociedade, na comunidade da fé, de forma que Seu povo viva de forma abençoada e abençoadora, para honra e glória do Seu Nome.

“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (2 Timóteo 3.16)

sábado, 2 de junho de 2012

PURIFICANDO O TEMPLO DO SENHOR



Texto base: Mateus 21.12-17

Esta passagem da vida de Jesus é bastante conhecida. Quando Jesus retorna a Jerusalém e vai ao templo, encontra ali os negociantes de animais e os cambistas, levando o templo a se parecer muito mais com uma grande fonte de lucros do que a Casa de Deus.

Jesus expulsa essas pessoas do templo e as repreende severamente, pois haviam transformado a Casa de Seu Pai em covil de salteadores.

Ao assim se expressar, Jesus reafirma o que o Altíssimo havia dito por intermédio do profeta Jeremias, quanto ao aviltamento do templo, conforme se lê em Jeremias 7.8-11. Jesus mostrou que a situação em ambas as ocasiões, embora distantes uma da outra por um período de tempo razoavelmente longo, era a mesma: líderes religiosos utilizavam o templo como uma fachada, visando esconder suas práticas dissonantes em relação à Palavra de Deus.

Covil de salteadores vem a ser um esconderijo ou abrigo de ladrões, de malfeitores. O templo de Deus foi transformado em um local onde pessoas cheias de pecados, hipócritas, se escondiam para tentar mascarar sua condição infeliz e tentar passar ao povo uma imagem de religiosidade, de santidade, de reverência a Deus.

No início, quando se iniciaram as práticas de vendas de animais e o câmbio, a finalidade era facilitar o ato de adoração por aqueles judeus que vinham de localidades distantes, e que não tinham como transportar durante a viagem animais para ofertar no templo. Esses judeus que habitavam fora também necessitavam trocar as moedas estrangeiras que possuíam por moedas locais. Assim, era um serviço conveniente e facilitador, mas com o passar do tempo houve uma deturpação de sua finalidade, e se transformou em uma grande fonte de lucros aos líderes religiosos e aos negociantes.

Isto nos parece algo bastante familiar, pois hoje os templos onde Deus deveria ser adorado foram transformados em grandes negócios, fonte de lucros a líderes que se fazem passar por religiosos, servos consagrados, mas na verdade são lobos que pretendem devorar as ovelhas incautas que lhes dão ouvidos e lhes entregam tudo o que possuem.

Jesus purifica o templo e enfatiza o que deveria haver naquele lugar, atitudes e práticas bem diferentes das que estavam ocorrendo naquele momento:

terça-feira, 22 de maio de 2012

UM POVO ABENÇOADO POR DEUS


TEXTO BASE: NÚMEROS 23.13-26

O panorama desenhado no contexto em está inserida a passagem lida revela que Israel estava, naquele momento, em sua segunda peregrinação pelo deserto rumo à Terra Prometida. O povo já havia chegado às portas de Canaã, porém, ante sua incredulidade e falta de confiança em Deus, sua entrada na terra foi impedida pelo SENHOR, que determinou que continuassem no deserto até que a próxima geração tivesse condições de receber o cumprimento da promessa de uma terra abençoada.

Durante essa peregrinação, Israel tinha que passar por territórios ocupados por diversos povos, e estes não nutriam simpatia pelo povo de Deus. Muitos temiam Israel por ser numeroso, e como havia muitos conflitos envolvendo a posse de terras naquele tempo, pensavam que os hebreus tentariam tomar suas propriedades. Assim, esses povos enviavam suas tropas para pelejar contra Israel, mas acabavam derrotados, e então Israel tomava posse de suas terras, como registrado no capítulo 21.

Quando Israel se acampou nas campinas de Moabe, Balaque, que era rei dos moabitas, teve grande medo, pois sabia como os amorreus e outros povos haviam sido derrotados por Israel, e tinha consciência de que não teria chance de vencer uma batalha contra esse povo. Por esta razão, resolveu chamar um profeta de nome Balaão, a fim de que este amaldiçoasse ao povo de Israel, pois julgava que, assim, conseguiria obter vitória.

Após ser advertido duas vezes por Deus, Balaão foi atender ao chamado de Balaque, mas afirmou que somente falaria aquilo que o SENHOR lhe determinasse.

Balaque levou Balaão a três lugares diferentes, de onde era possível avistar o povo de Israel, a fim de que ele lançasse sobre eles uma maldição, mas nas três oportunidades Balaão não conseguiu amaldiçoar a Israel, antes, proferiu bênção sobre o povo, provocando a ira de Balaque, que mandou Balaão voltar para sua terra.

A história relatada nos capítulos 22 a 25 de Números tem muitos ensinamentos a nos transmitir, mas vamos, aqui, destacar apenas alguns deles:

                 1)  O POVO DE DEUS É UM POVO ABENÇOADO (cap. 23.20)

Quando Balaque chamou Balaão, sua intenção era de que o profeta amaldiçoasse a Israel e, assim, o povo ficasse fraco e não pudesse resistir ao exército dos moabitas, porém Balaão, não tendo como amaldiçoar a Israel, proferiu as seguintes palavras:

“Eis que para abençoar recebi ordem; ele abençoou, não o posso revogar.” (v. 20)

Balaão falou de uma verdade que está firmada desde os tempos antigos: Deus abençoou o Seu povo, e não há quem possa revogar essa bênção.

Muitos anos atrás, quando Deus chamou Abraão para formar o Seu povo, o SENHOR abençoou a Abraão e à sua descendência, prometendo que esta seria numerosa, forte, e que seriam benditos todos os que abençoassem Abraão e sua descendência, e malditos os que os amaldiçoassem (Gênesis 12.1-3).

Em diversas outras ocasiões no Livro de Gênesis veremos Abraão sendo abençoado, bênçãos estas que se estenderiam à sua descendência. Deus prometeu que a descendência de Abraão possuiria a terra de Canaã, tomaria as cidades dos inimigos e nela (sua descendência) seriam benditas todas as nações da terra.

Portanto, a bênção impetrada por Deus sobre Abraão alcançou toda a sua descendência, não apenas na época de sua vida, mas todas as gerações posteriores.

Israel era descendência de Abraão. Ele gerou a Isaque, o filho da promessa; este gerou a Jacó, escolhido por Deus para prosseguir na linhagem do povo eleito, e que teve seu nome mudado pelo SENHOR para Israel. Deus repetiu para Israel as palavras de bênção que havia dito a Abraão (Gn. 28.13-15).

Assim, aquele povo que peregrinava no deserto em busca de Canaã contava com a bênção de Deus sobre si, a bênção que havia sido dada a Abraão centenas de anos antes, e que homem nenhum jamais teria o poder de revogar, ainda que quisesse. Balaão bem que tentou, mas não lhe foi possível, pois ele sabia que não podia contender com o Altíssimo.

A mesma bênção que Deus impetrou sobre Abraão e sua descendência chegou até nós, Igreja de Cristo. Alguém poderá dizer: “mas de que forma isso se deu, se nós não somos israelitas, não somos judeus, não somos descendência genealógica de Abraão?”.

Ora, a promessa feita a Abraão, como já dissemos, se estendeu a toda a sua descendência, mas não se trata apenas da descendência genealógica, envolve aqueles que têm fé no Altíssimo e no Messias como tinha Abraão, e é aí que nós estamos inseridos.

domingo, 29 de janeiro de 2012

CONHECER PARA OBEDECER



Deuteronômio 11.18-25

A obediência a Deus é fundamental na vida do cristão. Em toda a Bíblia, de Gênesis a Apocalipse, somos exortados à obediência. Há, porém, uma questão: para obedecer, é necessário ter conhecimento quanto às ordens, aos mandamentos, caso contrário, não saberemos o que Deus requer de nós.

É como se uma criança, sem nunca ter sido avisada pelos pais, resolvesse brincar com o notebook do pai e acabasse quebrando o equipamento ao deixá-lo cair. Os pais nunca lhe disseram que não poderia utilizar aquele objeto para brincadeiras. Ela viu o equipamento, achou-o interessante e resolveu experimentá-lo. Como os pais poderão chamá-la de desobediente, se não havia sido dada ordem sobre aquilo para ela pudesse obedecer?

Entretanto, se os pais anteriormente haviam dito à criança que aquele equipamento pertencia ao pai e ela não deveria nele mexer, e mesmo assim ela contrariou as ordens, então será o caso de classificá-la como desobediente, e será justa a repreensão, assim como justo será o castigo.

Deus sempre exigiu que seu povo fosse obediente, mas não fez como o pai que não dá a conhecer ao filho a sua vontade, antes, Ele declarou abertamente quais eram os Seus mandamentos, e ordenou que fossem relembrados ao povo continuamente, a fim de que ninguém utilizasse o pretexto da ignorância para ser infiel.
Hoje, muitos cristãos vivem de maneira errada, desobedecendo reiteradamente aos mandamentos de Deus. Vários desses cristãos conhecem claramente a Palavra de Deus, e mesmo assim permanecem no erro. Outros pecam por não conhecerem a Palavra, e acabam fazendo coisas que desagradam a Deus.

Esclareça-se, porém, que nenhum cristão pode alegar ignorância para se ver livre das consequências da desobediência. Isto porque Deus determinou aos Seus servos no passado que escrevessem os seus estatutos, e hoje todo cristão tem acesso a eles, pois estão registrados na Bíblia.

Assim, quem ignora os mandamentos do Senhor age com negligência, pois tendo em suas mãos as Escrituras, deixa-as relegadas a segundo ou terceiro plano, apenas acumulando poeira na estante ou servindo para exibição no caminho para o templo, carregada sob o braço para passar a impressão de que ali está um crente genuíno.

Deus determinou que o seu povo adotasse algumas atitudes essenciais que ajudariam na obediência aos seus mandamentos.

1) Ter a Palavra entranhada em nosso ser (v. 18)
No versículo 18 Deus ordena: “Ponde, pois, estas minhas palavras no vosso coração e na vossa alma”.
Coração, como sabemos, não se refere literalmente ao órgão que bombeia o sangue para todo o corpo humano, mas simboliza o centro das emoções e da vontade. Alma representa o nosso ser. A Bíblia diz que nós somos almas viventes. A alma é nossa identidade interior, nosso eu.

A Palavra de Deus não deveria apenas ser ouvida e lida pelos israelitas, mas eles deveriam assimilá-la de tal forma que ela fizesse parte de sua vida, que estivesse sempre em sua memória, como parte de seu próprio ser.

Da mesma forma, também nós não podemos nos limitar a ler a Bíblia, mas devemos buscar impregnar nosso ser com a Palavra. Os mandamentos de Deus devem estar em nossa memória, de forma que influenciem nosso viver diário.

A Palavra deve influenciar nossas vontades, nossos sentimentos, nossa conduta.

Trata-se de um conhecimento que traz vida, que nos conduz ao crescimento em santidade.

O salmista disse: “Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti” (Salmo 119.11).
Quando se guarda a Palavra de Deus no coração, nossa consciência, com a ação do Espírito Santo, dá o sinal de alerta diante de atitudes contrárias aos mandamentos do Senhor.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

BENEFÍCIOS DA OBEDIÊNCIA A DEUS



Deuteronômio 11. 8-17

Em toda a Bíblia o povo de Deus é exortado a obedecê-lo, a seguir Seus mandamentos e observar tudo aquilo que Ele ordena. A obediência a Deus não é posta na Bíblia como um fardo a ser carregado por pobres mortais, como se fossem condenados a abrir mão de sua vontade para satisfazer a um déspota, um tirano. Antes, as exortações de Deus para que obedeçamos à Sua Palavra demonstram o profundo amor que Ele tem por nós, de maneira que estabeleceu a Santa Lei para nos servir como um padrão de conduta a fim de que possamos ter uma vida plena na Sua Presença.

Sabemos que devemos obedecer a Deus porque Ele é Deus, o Senhor soberano do universo; porque Ele nos ama e quer o nosso bem; porque nós O amamos ou deveríamos amar verdadeiramente; e porque nós somos os maiores beneficiados se cumprirmos os Seus mandamentos.

A passagem de hoje nos revela alguns benefícios que se manifestarão em nossa vida se levarmos a sério a questão da obediência a Deus.

1) FORTALECIMENTO ESPIRITUAL (v. 8 – “Guardai, pois, todos os mandamentos que hoje vos ordeno, para que sejais fortes, e entreis, e possuais a terra para onde vos dirigis”.)

A - Força para enfrentar desafios:
O povo de Israel estava prestes a entrar na Terra de Canaã, que havia sido prometida por Deus, e enfrentaria muitos desafios. A terra era habitada por povos fortes, guerreiros experientes, gigantes. A geração anterior de Israel temeu diante da notícia da existência de gigantes e guerreiros valentes em Canaã, e sentiu-se fraca e incapaz de entrar na terra, não confiando em Deus.

Mas aquela geração realmente era fraca, porque não observava com fidelidade os mandamentos de Deus.

Assim, a nova geração, que estava às portas da terra prometida, é exortada a obedecer a Deus, guardar os Seus mandamentos, para que, desta forma, se tornasse forte e pudesse enfrentar os desafios que viriam pela frente, crendo que Deus está no controle de tudo.

Nós, cristãos, da mesma forma somos chamados a obedecer a Deus em toda a Sua Palavra, e essa obediência gerará em nós a força necessária para que possamos enfrentar os desafios que surgem diante de nós diariamente.

Com frequência nos deparamos com situações que colocam em xeque nossa capacidade de superar desafios, e na verdade não temos, sozinhos, essa capacidade, mas em Deus somos feitos fortes para não vacilar.

Alguns exemplos de desafios: o novo emprego que Deus lhe concedeu; a mudança para uma outra cidade; o casamento; o chamado a um ministério no Corpo de Cristo; etc.

Viver neste mundo, rodeados de incrédulos, é um grande desafio, mas Deus nos capacita a vencermos, sempre que nos mantivermos em obediência a Ele.

domingo, 22 de janeiro de 2012

POR QUE OBEDECER A DEUS?


Deuteronômio 10.12-21

Nesta terra, estamos sujeitos a prestar obediência a diversas pessoas e instituições que exercem autoridade sobre nós. Devemos obediência aos pais, aos patrões, aos governantes, aos magistrados (juízes), às leis que regem o País, etc.
Obedecemos porque essas pessoas ou instituições possuem autoridade e poder para não apenas nos fazer cumprir suas determinações, mas também para punir quem se insurge contra as ordens proferidas.
Normalmente, respeitamos aqueles que estão investidos de autoridade, por sua condição e também por não querermos sofrer as consequências da rebeldia.
Entretanto, quando o assunto é obedecer a Deus parece que temos mais dificuldade. Aparentemente, é mais fácil cumprir leis criadas pelos legisladores humanos do que as Leis criadas pelo Legislador Soberano.
Assim como existem motivos para cumprirmos as leis dos homens e nos sujeitarmos às autoridades humanas, há razões muito melhores para observamos fielmente os preceitos de Deus e nos sujeitarmos a Ele.
Por que devemos obedecer a Deus?

1) PORQUE ELE É DEUS
A primeira grande razão para que obedeçamos a Deus é porque Ele é Deus (Dt. 10.12 – Agora, pois, ó Israel, que é que o SENHOR requer de ti? Não é que temas o SENHOR, teu Deus [...])?.
Deus é o criador de todas as coisas. Ele, com Sua Palavra, criou o universo, trazendo à existência coisas que não existiam. O ser humano é obra das mãos de Deus, foi criado conforme a Sua vontade para atender a finalidades que o próprio Deus estabeleceu.
Desta forma, Deus é a razão de ser de todas as coisas; tudo converge para Ele e pertence a Ele (Dt. 10.14 – “Eis que os céus e os céus dos céus são do SENHOR, teu Deus, a terra e tudo o que nela há”).
Deus é o Senhor Soberano que criou as leis do universo e que colocou no coração humano a Sua Lei, dando-nos a noção do certo e do errado.
Nesta condição, Deus é a autoridade suprema do universo. Não há autoridade maior do que a dEle. (Dt. 10.17 – “Pois o SENHOR, vosso Deus, é o Deus dos deuses e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e temível, que não faz acepção de pessoas, nem aceita suborno”)
E não existe autoridade humana que não tenha sido por Ele instituída (Rm 13.1 – “Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas”).
Bem, se devemos obediência às autoridades humanas, que dizer então em relação a Aquele que instituiu essas autoridades, e que tem o poder de destituí-las a qualquer tempo!
Podemos até enganar seres humanos investidos de autoridade, burlar leis, escapar de sanções previstas na lei, mas é impossível enganar a Deus, pois Ele vê todas as coisas, e nada está encoberto a Seus olhos (Pv. 15.3 – “Os olhos do SENHOR estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons”).
Deus tem o poder de fazer coisas que aos nossos olhos são impossíveis. Todos os Seus feitos na história da humanidade, e particularmente de Seu povo, devem servir para que nos lembremos de quem Ele é: o Deus Todo-Poderoso.