domingo, 12 de janeiro de 2014

UMA IGREJA QUE ANDA NOS PASSOS DE JESUS


Texto Base: Mateus 4.12-25

Após ser batizado e passar pela provação no deserto, Jesus deu início ao seu ministério terreno. Embora Mateus apresente o chamado de alguns discípulos logo após a vitória de Jesus no deserto, é fato que Mateus não tem uma preocupação em fazer uma narrativa cronológica, antes, ele dá maior ênfase aos fatos, pois entre o episódio do deserto e o chamado narrado no texto houve os acontecimentos descritos no Evangelho Segundo João, do capítulo 1.19 a 3.36, quando João Batista ainda não havia sido preso (João 3.24).
De qualquer maneira, vemos que Jesus escolheu discípulos para que estivessem mais perto dele e aprendessem com Ele o que era necessário para que, quando Ele partisse, eles dessem prosseguimento à Sua Obra. Os discípulos escolhidos tinham maior proximidade com o Mestre, e foram os responsáveis pela continuidade da Igreja de Jesus. Na verdade, os discípulos formavam a Igreja, pois esta é representada pela união de todos os crentes em Cristo, em todos os lugares do mundo.
Assim, vemos que o a intenção de Jesus era que a Sua Igreja prosseguisse com a Sua Obra após a sua morte e ressurreição. Da mesma forma que Ele fez discípulos, deixou a ordem para que Sua Igreja formasse discípulos (Mateus 28.19). Jesus desejava que Sua Igreja exercesse o mesmo ministério que Ele exercia, indo por todo o mundo e anunciando o Evangelho. Quando Ele disse aos discípulos: “vinde após mim” (v.19), estava convidando-os a seguirem seus passos, andarem nos seus caminhos, viverem como Ele vivia, pois isto os capacitaria a serem pescadores de homens, ou seja, a chamarem outras pessoas à salvação oferecida pelo Altíssimo.
O chamamento à formação de novos discípulos ainda não terminou. Continuamente Jesus está chamando pessoas para andarem nos seus passos, e diariamente Ele reafirma o chamado feito a nós para que O sigamos. E analisando o Ministério de Jesus podemos aprender os principais pontos que Ele quer que Sua Igreja observe para o fiel cumprimento de sua missão de andar nos passos do Mestre.

1)      ENSINO (v. 23)
A Palavra nos diz que Jesus “percorria toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas”.
Jesus sempre demonstrou preocupação com o ensino. Nos 4 Evangelhos podemos constatar que Ele dedicou muito tempo a ensinar aos seus discípulos e às pessoas que se aproximavam dEle. Na sequência do Evangelho de Mateus vamos ver uma grande explanação de Jesus, ensinando aos discípulos e ao povo as verdades de Deus. Jesus embasava seu ensino nas Escrituras, mas procurava mostrar às pessoas o real significado do que Deus havia dito.
O que é que Jesus ensinava? Do capítulo 5 até o 7 de Mateus, temos o conhecido Sermão do Monte, uma enorme porção dos ensinamentos proferidos por Jesus. Ali, Ele ensina o sentido da Lei de Deus, fala sobre o amor ao próximo, a vida de oração, a forma como o cristão deve conduzir sua vida para glorificar a Deus, o exercício da misericórdia, o perdão, a confiança no Altíssimo, a escala correta de valores, enfim, Jesus fala amplamente sobre o modo de viver dos cidadãos dos céus. Jesus se preocupa em desfazer ensinos equivocados sobre as Escrituras, levando as pessoas a verem o que Deus realmente requer de nós.
O ministério de ensino continua sendo fundamental na Igreja de Cristo. Ele requer que a Igreja transmita os ensinamentos contidos nas Escrituras, sem as deturpações promovidas por pessoas que querem adequar a Palavra às suas conveniências. É incumbência da Igreja expor as Escrituras com fidelidade, não apenas esclarecendo as pessoas que estão sendo enganadas, mas a própria Igreja deve evitar o ensino de doutrinas errôneas, equivocadas, alheias ao verdadeiro sentido do que Deus transmitiu por meio de Seus servos.
E para que a Igreja possa ensinar com autoridade e fidelidade, é necessário que tenha conhecimento. Ninguém ensina o que não sabe, porque ensinará errado. Jesus, pouco antes, tinha dado mostras do seu grande conhecimento acerca das Escrituras e seu sentido real. Quando Ele esteve no deserto, citou as Escrituras para se opor a Satanás, e quando este resolveu também invocar as Escrituras, fê-lo de forma tendenciosa, procurando distorcer o sentido da passagem citada, mas Jesus, conhecedor da Palavra, desarmou o tentador.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

VIDA COM DEUS: NOSSO MELHOR PROJETO

Este é o primeiro domingo do ano 2014. Ainda estamos naquele clima de retrospectiva e formulação de projetos que pretendemos ver cumpridos durante o ano que se inicia. Fazemos, então, promessas a nós mesmos, planejamos mudanças, renovamos as esperanças, estabelecemos metas a serem alcançadas.
É interessante que quase todas as novas decisões são para cumprimento no futuro, sendo muitas a partir de segunda-feira – o mais comum. Não costumamos fazer programações que envolvam atitudes imediatas.
Também é curioso como na grande maioria das vezes parece que consideramos o fim do ano como o encerramento de um período da vida, e o novo ano como um recomeço, onde tudo fica para trás e renascemos, com novas chances, nova força, novos ideais. Todavia, no dia seguinte à festa de passagem de ano, percebemos que continuamos sendo as mesmas pessoas, que nossa vida tem continuidade, e não ocorreu nenhuma alteração mágica em nossa realidade, pelo contrário, os dias vão se sucedendo da mesma forma que antes.
Quem estava trabalhando no fim do ano, vai continuar trabalhando no início do novo, a menos que esteja de férias, mas, tão logo terminem as férias, a volta ao trabalho é inevitável. Quem passou a noite da virada no hospital, enfermo, no primeiro ano do dia seguinte estará ainda no hospital, e o tratamento iniciado anteriormente deverá ter prosseguimento. Na verdade, constatamos que houve apenas uma mudança no calendário, mas a vida segue seu curso como antes. É válido fazer planos e projetos, mas não devemos esquecer que não existe mágica, precisamos estar conscientes de que temos a responsabilidade de continuar caminhando e lutando para alcançar nossos objetivos, e as mudanças não ocorrerão num piscar de olhos, mas serão resultado do esforço contínuo para nosso aperfeiçoamento.
Precisamos, também, ter em nossa mente que não adianta engendrar planos pensando no futuro, se não houver a disposição de começar a agir no presente. Sim, nosso tempo continua dividido em passado, presente e futuro. O passado não tem como ser alterado, serve como aprendizado quando nos lembramos dos erros e acertos cometidos. O futuro é desconhecido a nós, somente Deus sabe o que se dará amanhã. O presente é o momento atual, deveras curto, em que temos a oportunidade de agir para construir o futuro.
Portanto, nossas decisões não devem estar embasadas apenas em ações a serem postas em prática no futuro, mas elas precisam se transformar em realidade a partir de hoje, porque é hoje que estamos edificando o amanhã. Por que deixar para começar o famoso regime na segunda-feira se ele pode ser iniciado hoje? Por que planejar a reconciliação com alguém no próximo mês, em vez de tomar a iniciativa hoje? O futuro a Deus pertence, e não sabemos o que nos sucederá dentro dos próximos minutos, se ainda teremos a oportunidade de fazer alguma coisa ou se seremos chamados para a eternidade.
Uma das decisões mais importantes que o cristão deve tomar não se refere à frequência aos trabalhos da Igreja onde congrega – embora seja muito importante -, nem aos cargos que pode ocupar na congregação ou coisas do gênero. A principal decisão também não envolve ler a Bíblia inteira ao longo do ano, apesar de ser algo desejável e muito proveitoso. A decisão que devemos tomar e colocar em prática imediatamente e todos os dias de nossa vida é de estreitar nosso relacionamento com Deus, posto que é da relação mais profunda com o Eterno que decorre tudo o mais que necessitamos para ter uma vida agradável e proveitosa enquanto estivermos neste mundo.
Na passagem que lemos Jesus havia se submetido ao batismo praticado por João Batista, e agora, após a manifestação do Altíssimo que afirmara ser Jesus o Filho Amado, Ele foi conduzido pelo Espírito Santo ao deserto, onde esteve jejuando por quarenta dias e passou por várias tentações, obtendo, contudo, a vitória.
Nesse período em que Jesus esteve no deserto Ele não ficou ocioso nem sentado em estado de meditação, procurando a iluminação. Foi um tempo de estreitamento da relação com o Pai, de estabelecimento de uma maior dependência do Filho para com o Pai.
O texto nos mostra que a atitude de buscar uma maior comunhão com Deus, não apenas nesse início de ano, mas continuamente, nos trará crescimento espiritual, amadurecimento e a capacidade de viver muito mais ligados ao Pai, estabelecendo uma comunhão muito mais forte. Experimentaremos resultados que nos levarão a um patamar mais elevado em termos de espiritualidade.

1) CONFIANÇA NA DIREÇÃO DE DEUS (v. 1)

A Palavra nos revela que Jesus, após passar pelo batismo, foi “levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo” (v. 1).
Jesus estava iniciando seu ministério de anúncio do Evangelho e preparação do momento em que seria oferecido como sacrifício para pagar por nossos pecados, e sabia que a caminhada não seria fácil, mas jamais deixou de confiar na direção dada pelo Pai. Ele se deixou conduzir pelo Espírito Santo para o deserto, um lugar de difícil sobrevivência, onde é raro encontrar água, muito menos alimento, e onde o sol é impiedoso durante o dia, e à noite o frio castiga. Um lugar onde não há muitas opções de abrigo e não se encontra conforto.
Por que Jesus se deixaria ser levado a um lugar como esse? Por que Ele, sendo Filho do Altíssimo, não escolheu um lugar melhor para permanecer durante esse período de provação? Aliás, por que Ele não pulou essa fase e passou diretamente à pregação do Evangelho?
Jesus estava nos dando o exemplo de confiança na direção de Deus. O Pai estabeleceu esse caminho para que Ele trilhasse, elaborou o método para fortalecimento de sua natureza humana e para que Ele tivesse melhor conhecimento das fraquezas que possuímos. Era necessário que Jesus provasse em sua carne as mazelas do ser humano, para se tornar o Sumo Sacerdote que se compadece de nossas fraquezas, pois foi tentado em todas as coisas, mas sem pecado (Hebreus 4.15).
Jesus confiou no Pai e se entregou plenamente em Suas mãos para que se cumprissem os desígnios de Deus. Ele não murmurou, não tentou fugir do deserto, não se rebelou, não invocou a condição de Filho de Deus para escapar daquela situação. Antes, Ele se submeteu à vontade do Pai.
Não apenas durante o ano que se inicia, mas por toda a nossa vida, é possível que em vários momentos Deus queira nos conduzir ao deserto, ou, algumas vezes, nós mesmos, por nossas ações, nos veremos no meio de vastos desertos. Sim, podemos passar por diversos tipos de situações que nos façam pensar que estamos no meio de um deserto árido, sob o sol escaldante durante o dia e sob intenso frio à noite, com necessidade de água para nos dar refrigério e alimento para nos dar força.
São situações em que parecemos estar sozinhos, fracos, sem vislumbrar um local de descanso, sem condições de suportar as adversidades, sem enxergar uma saída, com o coração aflito e o olhar desesperado.
É essencial, porém, que independentemente da situação em que nos encontremos, confiemos na direção de Deus e nos seus desígnios, como fez Jesus, sabendo que Deus deseja o nosso bem, nosso crescimento e fortalecimento. Ao passar pelo deserto Jesus se preparou para uma caminhada difícil até o calvário, Ele teve não apenas sua resistência física testada, mas foi trabalhada sua mente, suas emoções foram lapidadas, e com isto vemos que Ele foi um homem sereno, equilibrado e sábio.
Deus, conforme Seus propósitos, pode transformar o mal em bem, e fazer com que de nossa fraqueza surja a força – a força de Deus nos impulsionando (2Cor 12.10). Não enfrentamos desertos apenas para sofrermos, pelo contrário, Deus muitas vezes utiliza o deserto justamente para que não tenhamos sofrimentos maiores mais à frente, porque Ele deseja nos preparar para a vida. Deus quer que sejamos serenos, equilibrados e sábios como Jesus. Que sejamos fortes para não sucumbir diante dos ataques do maligno. Que tenhamos controle de nossas emoções para sabermos como reagir diante das adversidades, sem nos desesperarmos.
Para que alcancemos a maturidade que Deus deseja para nós, porém, precisamos confiar nEle com todas as nossas forças, submetendo-nos à Sua vontade com a certeza de “que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito” (Romanos 8.28).

2)    AMOR A DEUS ACIMA DE TUDO

No Antigo Testamento Deus ordenou vários mandamentos, mas o primeiro grande mandamento, conforme Jesus, é: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento” (Mateus 22:37).
Durante quarenta dias e noites no deserto Jesus jejuou, não ingeriu nenhum alimento. Por meio do jejum, abstendo-se do que era necessário ao corpo, Cristo estava declarando que Deus era mais importante para Ele do que o alimento físico. Em outras palavras, que a necessidade mais vital do ser humano – alimento – era menos essencial do que a comunhão com o Pai.
Se desejamos ter uma relação mais profunda com Deus, é necessário que adotemos o mesmo posicionamento de Jesus, e amemos a Deus acima de tudo, não permitindo que nada assuma o seu lugar em nossa vida.
Jesus fez jejum de alimento. Nós devemos olhar para nossa realidade e declarar que Deus é mais importante não apenas com relação ao alimento, mas a tudo o que tenha importância para nós. Talvez a televisão esteja ocupando espaço demais em nossa vida, ou o trabalho, ou as atividades da igreja, etc. Ninguém se engane confundindo atividades da igreja com Deus. É possível ter uma vida de hiperatividade religiosa, sem que isto implique em ter verdadeira comunhão com Deus. Ativismo não é o que Deus requer de nós, mas que andemos humildemente com Ele, amemos a justiça e pratiquemos a misericórdia (Miquéias 6.8).
Devemos equilibrar nossa vida, de maneira que o primeiro lugar seja ocupado por Deus. Tudo o que ocupa o lugar do Altíssimo nos leva à idolatria. Amar a Deus acima de tudo é reconhecer a necessidade de estar com Ele, depender dEle e não trocar Sua companhia por coisas passageiras, que acabam por afetar nossa comunhão com o Pai.

3)    O RELACIONAMENTO COM O PAI NOS FORTALECE CONTRA AS TENTAÇÕES

Nós somos seres humanos, e em nossa natureza existe uma inclinação a fazer coisas que não estão em conformidade com os desejos de Deus. Continuamente somos tentados de alguma forma, sendo que, dependendo do nível de nossa comunhão com Deus, resistiremos ou seremos vencidos.
Jesus passou pelas três principais tentações que afligem o ser humano: a concupiscência (paixão) da carne, a concupiscência (cobiça) dos olhos e a soberba (ostentação) da vida, tentações estas apontadas por João (1Jo 2.16), e que implicam em afastamento de Deus, pois são coisas do mundo.
Os primeiros seres humanos, Adão e Eva, foram tentados nos mesmos pontos, todavia falharam. Em Gênesis constatamos a sequência pecaminosa: “Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu.” (Gênesis 3.6)
Na passagem de Mateus 4, a primeira tentação envolve a concupiscência da carne, quando o tentador diz a Jesus para transformar pedras em pães. Era o convite a satisfazer o corpo, e usar Seu poder, Sua capacidade, para dar ao corpo o que ele pedia.
A segunda tentação se enquadra na concupiscência dos olhos, pois o tentador mostra a Jesus reinos terrenos e seu esplendor, coisas que enchem os olhos e podem despertar a cobiça, a ambição.
E a terceira, obviamente, diz respeito à soberba da vida, visto que o tentador sugere que Jesus se jogue do alto do templo para dar demonstração de poder, para que todos vejam quem Ele é, para se exibir, ser elogiado, reverenciado, etc. Como escreveu Salomão, é vaidade e correr atrás do vento.
Nós, igualmente, somos continuamente submetidos a essas três tentações. Nossa carne grita querendo satisfação imediata, nossos olhos são atraídos por coisas que geram cobiça, e sentimos o desejo de aparecer diante dos outros, de querer ser maiores do que somos.
Assim, quando se cede à tentação, sobrevêm consequências que trazem sofrimentos. Adão e Eva foram expulsos do Éden e legaram à humanidade a condenação. Homens e mulheres continuamente destroem suas famílias por cometerem adultério; jovens se veem em apuros com gravidez indesejada, doenças, vícios; pessoas estragam relacionamentos e causam ferimentos nos outros para alcançarem posições que, ao final, só vão gerar um enorme vazio existencial.
Jesus, ao contrário dos primeiros humanos, venceu essas tentações e não pecou. Ele mostrou que quando se tem uma relação profunda de comunhão com o Pai, o maior desejo passa a ser o de honrar a Deus e não buscar glória própria. Jesus refutou as tentações firmando-se na Palavra de Deus, na suficiência de ter o Altíssimo em vez de cobiçar as coisas deste mundo, na certeza de que é melhor ser glorificado por Deus ao invés de receber glória dos homens.
Em Gênesis 39.6-12 vemos a história de um jovem temente a Deus, chamado José, que, tentado pela mulher de seu senhor, Potifar, resistiu e não pecou, pois sabia que, caso cedesse, estaria não apenas traindo a confiança de Potifar, mas seus atos implicariam em pecar contra Deus.
Quando procuramos aprofundar nossa relação com Deus, recebemos a capacitação para vencer as tentações. O Espírito Santo nos ajuda em nossa fraqueza (Rm 8.26). A Palavra de Deus nos diz que não nos sobrevem tentação que não seja comum aos humanos e que não possa ser por nós suportada, e que Deus providencia o livramento (1Cor 10.13).
A relação de Jesus com o Pai era de grande intimidade. Jesus orava com frequência e meditava na Palavra, Seu coração era voltado a fazer a vontade do Pai. Da mesma forma, Ele nos oferece acesso ao Pai para que vivamos em comunhão com Ele, esvaziando-nos de nós mesmos e procurando seguir o exemplo de Cristo.

CONCLUSÃO

Olhando para a pessoa de Jesus Cristo, estabeleçamos como nossa principal meta, não para o ano novo, mas para toda a nossa vida, a começar hoje, o estreitamento da nossa relação com Deus, por meio de Jesus Cristo, da oração, da meditação em Sua Palavra e da vivência de seus mandamentos.
Se a cada dia nos aproximarmos mais de Deus, seremos fortalecidos. Que esse seja nosso maior projeto de vida, e tudo o mais será acrescentado pelo Altíssimo. Amém.

José Vicente
04.01.2014

domingo, 27 de outubro de 2013

MARCAS DE UMA IGREJA COMPROMETIDA COM O EVANGELHO

Texto base: Mateus 3.1-12

INTRODUÇÃO
João Batista foi o último profeta da Antiga Aliança. Ele veio num momento em que o povo de Israel estava ansioso por ouvir a Palavra de Deus, porque por um período de 400 anos nenhum profeta foi levantado por Deus para falar ao povo. Então, surge João Batista pregando no deserto, falando sobre a vinda do Reino de Deus na pessoa do Messias prometido nas profecias.
João tinha a incumbência de ser o arauto de Cristo, aquele que ia adiante anunciando a vinda do Rei, e ele cumpriu sua missão integralmente.
Após a morte e ressurreição de Cristo, Ele instituiu a Sua Igreja como seu arauto, com a finalidade de proclamar o Seu Evangelho e anunciar a sua volta. Nós, como Igreja do Senhor, temos a responsabilidade de, assim como João Batista, pregar as Boas Novas e chamar pecadores ao arrependimento.
Acontece que nos dias atuais a Igreja de Cristo não parece impactar o mundo como impactava João Batista. A pregação das Boas Novas não parece surtir o mesmo efeito que naquela época. Olhando para o povo evangélico, é possível notar diferenças em relação à Igreja dos primeiros tempos, aquela que era amada e respeitada por muitos, e odiada por outros tantos, mas que fazia a diferença na sociedade.
A Igreja, nos seus primórdios, manifestava uma intensidade na pregação e na vivência da Palavra, de maneira que seu ministério era muito parecido com o de João Batista. Podemos encontrar na pessoa de João algumas virtudes que são essenciais à Igreja para que ela possa cumprir sua missão conforme a vontade do Senhor, e que estavam presentes na Igreja primitiva, mas, hoje, parecem estar adormecidas.
1)      Ousadia
Ousadia, segundo o dicionário, tem a ver com intrepidez, coragem, destemor, firmeza mesmo diante do perigo.
João era um homem ousado, assim com o era a Igreja Primitiva. Essa ousadia se revelava de duas formas:
a)      Ousadia na pregação
João Batista não se intimidava na pregação da mensagem de Deus, antes, ele anunciava o Evangelho com intrepidez, não importando quem era o ouvinte.
No v. 5 vemos que ele pregava ao povo em geral. No v. 7 João prega a mensagem aos líderes religiosos judaicos (fariseus e saduceus). Em Lucas 3.19 é dito que João pregava também ao rei Herodes. Portanto, João Batista avançava com ousadia no anúncio do Evangelho.
A Igreja primitiva também demonstrava essa virtude. Em Atos 4.31 é narrado que a Igreja anunciava com intrepidez a Palavra de Deus.
Ao longo dos anos, a ousadia sempre foi uma virtude essencial à Igreja de Cristo para que ela pudesse pregar o Evangelho. Muitos cristãos, assim como João Batista, pagaram um alto preço por serem ousados e não se intimidarem diante de ameaças. Já se passaram mais de 2000 anos desde a ascensão de Cristo para junto do Pai, quando Ele comissionou a Igreja a pregar o Evangelho ao mundo, e desde então os cristãos vêm alternando momentos de ousadia e de timidez. Mas, Deus sempre reserva servos ousados que, em situações de mornidão espiritual, levantam-se e provocam uma renovação na Igreja.
Hoje, a Igreja precisa urgentemente de ousadia no anúncio do Evangelho. É necessário ter disposição para pregar a Palavra de Deus em qualquer lugar e a qualquer pessoa. Precisamos da ousadia que se fazia presente em João Batista, para que possamos anunciar o Evangelho com intrepidez, não nos escondendo com medo das críticas ou de retaliações, mas anunciando ao mundo a Mensagem de Deus.
A Igreja deve anunciar o Evangelho da mesma forma para as diversas classes sociais e os variados tipos de pessoas. Pregar com a mesma intensidade as verdades do Evangelho tanto às pessoas mais simples como àquelas que estão em posições mais elevadas. Quer estejamos diante de um gari ou da Presidente da República, devemos demonstrar a mesma intrepidez.
João Batista incomodava muitas pessoas, principalmente aquelas que tinham poder religioso ou político, e aquelas que amavam mais o pecado do que a Deus. Da mesma forma, uma Igreja ousada vai incomodar aqueles que desejam viver de maneira desregrada, seguindo o curso deste mundo, em busca do prazer e da satisfação dos desejos da carne.

domingo, 11 de agosto de 2013

LIVRES DO EXCESSO DE CARGA


Texto base: Mateus 11.28-30

Durante seu ministério terreno, Jesus foi procurado pelas multidões, por pessoas que almejavam libertação, cura, atenção. Ele sabia que aquelas pessoas eram carentes e necessitavam da sua palavra e de gestos amorosos de sua parte.
Jesus se dedicava a pregar a Palavra a todos os que vinham a Ele, ministrava curas, procurava demonstrar às pessoas que elas tinham valor. Jesus conhecia as necessidades das pessoas e não as despedia sem antes agir em suas vidas para que experimentassem o Poder de Deus.
Nos dias atuais vemos pessoas esgotadas emocionalmente, depressivas, com problemas psíquicos, não suportando a pressão que lhes é imposta. Pessoas que estão em busca de uma saída mas acabam esbarrando em obstáculos criados pela sociedade em que estão inseridas, pelos líderes a que estão sujeitas ou por crenças equivocadas que alimentam.
As palavras de Jesus no texto lido se aplicam a todos aqueles que se encontram cansados, sobrecarregados, ou seja, a todos os seres humanos, porque todos necessitamos do alívio que é oferecido por Jesus. Ele chama os cansados e sobrecarregados para que venham até Ele.
Podemos achar que Jesus estava se referindo a dois grupos de pessoas, o grupo dos cansados e o dos sobrecarregados, mas na verdade ele se dirige a um único grupo, formado pelas pessoas que estão cansadas justamente porque se veem sobrecarregadas.
A Bíblia King James traz o versículo 28 da seguinte forma: “Vinde a mim todos os que estais cansados de carregar suas pesadas cargas, e eu vos darei descanso.”
Consultando o dicionário, constatamos que alguém sobrecarregado é quem está com excesso de carga. Trata-se de quem tem um peso extra sobre seus ombros. É claro que a certa altura o cansaço virá, pois a carga vai pesando cada vez mais, extenuando as forças físicas, mentais e espirituais. Experimente fazer uma caminhada carregando uma mochila nas costas. Ainda que dentro dela haja algo com meio quilo, depois de certo tempo estará parecendo que tem cinquenta quilos, e o cansaço virá com maior intensidade do que se não houvesse a mochila.
Várias coisas podem ocasionar uma sobrecarga na vida de uma pessoa. Tentaremos falar sobre algumas delas:

1)      FATORES DE SOBRECARGA E CANSAÇO

a)      Religiosidade: as pessoas desejam ter uma vida espiritual saudável, ter comunhão com Deus, mas muitas vezes acabam sendo submetidas a uma religiosidade inútil, que apenas vai minando suas forças e não as leva a uma espiritualidade satisfatória.
No texto em questão, as pessoas estavam sobrecarregadas com as muitas regras religiosas criadas pelos líderes judaicos. Não se tratava da Lei de Deus, porque esta, como diz a Escritura, não é um peso, todavia os doutores da Lei, fariseus, saduceus, criaram todo um sistema de normas que tinham que ser cumpridas pelo povo. Eles vinculavam suas tradições, suas regras, à Lei de Deus, de maneira que acabava parecendo que a Lei era pesada.
Os judeus viviam sobrecarregados com uma vida repleta de regras que extrapolavam aos Mandamentos de Deus. Em Atos 15 vemos os apóstolos e presbíteros reunidos para tratarem do assunto, e Pedro foi sincero ao dizer que não deveriam por sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem mesmo eles e seus pais puderam suportar (At 15.10).
Ainda hoje, muitas pessoas estão sobrecarregadas com regras religiosas, normas criadas por homens e que não representam a Palavra de Deus. Criam-se regras sobre roupas, comidas, cabelos, exige-se do cristão que ele seja uma pessoa que ele não é, criam-se campanhas para obter algo de Deus, estipulam-se comportamentos e atos que não estão previstos na Bíblia, enfim, as pessoas são levadas a uma vida de cumprimento de regras, pensando com isto agradar a Deus, e isso vai se tornando um peso sobre seus ombros, de maneira que muitos desistem no meio do caminho e não querem mais ouvir falar em Igreja.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

REAGINDO CORRETAMENTE DIANTE DAS LUTAS E DIFICULDADES



Texto base: 1 Samuel 17:1-11 e 31-40

Em nossa vida continuamente nos defrontamos com desafios, problemas, dificuldades, lutas, obstáculos que parecem grandes demais para serem vencidos. Quando nos defrontamos com circunstâncias desse tipo, a forma como reagimos vai fazer toda a diferença entre a vitória e o fracasso.
Uns reagem com medo, recuam, não conseguem seguir em frente, ficam paralisados, não vislumbram saída e se entregam. Outros, olhando não para o tamanho do obstáculo, mas para o Deus Altíssimo, seguem em frente de forma confiante, e alcançam vitória em meio às adversidades.
O texto que lemos nos apresenta dois personagens muito conhecidos da história do povo de Deus: Saul e Davi. Ambos se viram diante de uma situação extremamente difícil e perigosa: um gigante filisteu chamado Golias desafiava um guerreiro de Israel a pelejar com ele, evitando, com isto, uma batalha entre os exércitos, o que pouparia muitas vidas.
Golias era enorme, muito forte e experiente em guerras. Saul também era forte e experiente. Davi, por sua vez, era um adolescente que só havia cuidado de ovelhas até aquele dia, e nunca entrara em um campo de batalha.
As reações de Saul e Davi nos ensinam muitas coisas, e podem ser vistas no meio do povo de Deus ainda hoje. Vejamos, então, quais foram suas reações e as consequências daí advindas.

1.       SAUL
Saul era o rei de Israel naquele momento. Ele foi o primeiro rei da nação israelita. Era um homem forte, alto, que sobressaia aos demais de seu povo (1Sm 9:2 e 10:23). Tinha experiência em guerras, e seria a pessoa ideal para desafiar Golias. Saul, entretanto, embora fosse do povo de Deus, não estava em comunhão com o Altíssimo, ele já havia sido repreendido mais de uma vez por Samuel, e já ouvira a sentença de que fora rejeitado por Deus por causa de sua desobediência (1Sm 15:22-26).
A forma como Saul vinha se comportando demonstrava que ele era um incrédulo, que não tinha temor a Deus, não era um servo obediente ao SENHOR. Ele teve reações que não são condizentes com um homem de fé em Deus:

a)      Espanto e temor (v. 11)
No versículo 11 é dito que “Ouvindo Saul e todo o Israel estas palavras do filisteu, espantaram-se e temeram muito”.
Saul já havia batalhado contra vários exércitos e o Senhor lhe havia concedido vitórias, porém, ao ver o homem que desafiava os guerreiros de Israel, ele se encheu de espanto e temor, e assim todo o seu exército. Não houve quem se habilitasse a enfrentar Golias. Saul e seus homens recuaram diante do desafio que se lhes apresentava naquele momento.
Assim agindo, Saul demonstrou que era um homem incrédulo. Ele não se lembrou de Deus no momento da dificuldade, antes, atentou unicamente para o tamanho do adversário e se encolheu com medo.
Não raramente, agimos como Saul. Somos incrédulos. Ao nos vermos diante de um problema, uma dificuldade, um sofrimento que nos acomete, uma luta a ser travada, ficamos espantados e atemorizados, e isso nos faz recuar, nos paralisa, nos impede de prosseguir e alcançar a vitória.
Saul nem ao menos tentou enfrentar Golias, e nós também, traídos pelas impressões carnais que temos diante dos gigantes com os quais nos deparamos em nossa vida, nem ao menos ousamos dar um passo à frente, sofremos derrotas sem lutar, porque não estamos olhando para Deus, e, sim, para o obstáculo à nossa frente.
Espanto, de acordo com o dicionário, significa assombro, grande medo, susto, terror.
Temor, por sua vez, nesse contexto, significa medo ou pavor.
Significa que Saul e seus homens ficaram aterrorizados, apavorados diante de Golias.
Espanto e temor podem até surgir em nossos corações quando estamos em situações muito difíceis, quando enfrentamos desafios muito grandes, problemas que superam nossas forças, afinal, somos seres humanos e o medo é uma reação normal diante de circunstâncias que fogem à nossa capacidade. A questão não é ser isento de medo, mas, sim, o que fazemos diante do medo que sentimos.
Como dissemos, Saul e seus homens recuaram, se encolheram. Isso foi um grande sinal de incredulidade. Saul foi incrédulo e contagiou os homens ao seu redor. Ninguém buscou o conselho de Deus. Ninguém pensou que Deus poderia conceder vitória diante do gigante Golias. Ninguém se lembrou dos feitos maravilhosos que Deus já operara em favor de Seu povo. Era como se Golias fosse maior do que Deus.
Se deixarmos que o espanto e o temor tomem conta de nós, seremos incrédulos como Saul, e sofreremos derrotas avassaladoras. Ficaremos encolhidos quando estivermos no meio da tempestade, nossa casa desabará, não resistiremos aos fortes ventos. Não experimentaremos amadurecimento espiritual, ficaremos estagnados na imaturidade, sem aprofundamento no relacionamento com Deus, pois agiremos como se os obstáculos fossem maiores do que Deus.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Servos Guiados por Deus



Base: Mateus 2.13-23

   A história da vida de Jesus é carregada de ensinamentos de Deus para nós. Enquanto humano, desde o seu nascimento até a sua morte e ressurreição Jesus sempre nos trouxe a Palavra do Pai, Ele sempre nos mostrou o Pai, e as pessoas que estiveram envolvidas com Ele foram transformadas, além de terem sido instrumentos de bênçãos e ensinamentos para seus contemporâneos e também para nós. Após a sua ressurreição e ascensão aos céus, Jesus continua falando à Sua Igreja por meio das Escrituras, revelando verdades que necessitam ser assimiladas e vividas.
   O texto que lemos nos mostra o momento posterior à visita dos magos a Jesus. Como eles, alertados por Deus, não retornaram para informar a Herodes a localização do Messias, o rei da Judéia empreendeu uma matança de crianças inocentes para tentar, com isto, eliminar o menino que representava, segundo sua ótica, um perigo ao seu poder.
   Nessa passagem vemos a atuação de um homem em especial, José, que foi escolhido por Deus para ser o pai adotivo de Jesus. Ele tinha o dever de cuidar de Jesus como seu próprio filho, dando-lhe proteção, sustento, ensino, amor, atenção, e tudo o que está envolvido em uma relação pai-filho.
   Esse personagem bíblico, porém, poucas vezes é por nós lembrado. Falamos bastante de José do Egito, cuja história é realmente linda, mas quanto ao José pai de Jesus quase nada falamos.
   José, entretanto, tem muitas lições a nos ensinar com sua vida. É recomendável que busquemos em José algumas virtudes que estão em falta em muitos cristãos nos dias de hoje. José era um homem que servia a Deus de coração, e foi um instrumento usado por Deus para participar da obra da nossa redenção.
   José foi um servo fiel a Deus, um vaso de honra que glorificou a Deus com sua vida. Seus passos foram dirigidos por Deus, não de maneira forçada, mas porque José reconhecia que de Deus vinham as respostas corretas.
   Se desejamos ser guiados por Deus e andar pelos melhores caminhos, devemos adotar algumas atitudes que José também adotou em seu viver, dentre as quais podemos destacar:

1)      Ouvir a voz de Deus (vv. 13, 20, 22)
   José era um homem reto, íntegro e temente a Deus. A ele foi confiada uma missão maravilhosa e ao mesmo tempo perigosa: cuidar do Filho de Deus como se fosse seu próprio filho.
    José seguia sua vida tranquilamente, cumprindo seu ofício de carpinteiro, estava na fase de preparativos para o casamento com Maria, e, de repente, eis que sua vida teve uma reviravolta diante dos acontecimentos. Sua noiva, Maria, estava grávida, e o filho não era dele; algum tempo depois, um rei sanguinária queria matar o bebê, e José tinha que proteger a criança e Maria, sua esposa. José poderia ter tomado um caminho que acabaria por trazer sofrimentos a ele, a Maria e à criança, mas José agiu da maneira correta: ele se deixou ser direcionado por Deus.
    José ouviu a voz de Deus. No momento da dificuldade, ele esteve atento ao que o Senhor lhe dizia, e assim ele pôde andar pelo caminho correto, evitando transtornos muito maiores que poderiam ocorrer.
    Em nossa vida costumamos ouvir muitas vozes que nos falam, mas não raramente negligenciamos a voz de Deus. Ouvimos os amigos, os vizinhos, os parentes, os conselheiros de plantão que parecem sempre ter uma solução para tudo, os “orientadores” que aparecem na televisão, em revistas, ouvimos a voz do mundo, e acabamos não ouvindo a voz principal, que é a de Deus.

domingo, 6 de janeiro de 2013

FÉ: ELEMENTO VITAL PARA UMA VIDA ABENÇOADA



Texto base: Hebreus 11.30-40

Estamos terminando mais um ano, com a Graça de Deus. Com certeza 2012 foi um ano de desafios, lutas, dificuldades, mas também tivemos vitórias, momentos de felicidade e realização, vimos a mão poderosa de Deus agindo sobre nós e nossas famílias.
Agora, às portas do novo ano, é tempo de olharmos para trás e contemplarmos os muitos livramentos que nos foram concedidos pelo Altíssimo, de render graças ao Senhor por tudo o que fez em nossas vidas, pois se chegamos até aqui foi porque Ele nos amparou.
Cada conquista obtida em 2012 foi fruto da obra de Deus em nosso favor. Cada vitória obtida ocorreu porque o Altíssimo lutou por nós. As conquistas vieram porque o Senhor abençoou nossos projetos e nos levou adiante na caminhada. As lutas que tivemos, as dificuldades e tribulações serviram para o nosso crescimento e amadurecimento espiritual, e em todos os momentos pudemos provar a presença de Deus conosco.
Iniciando um novo ano sempre reformulamos alguns planos, traçamos novos objetivos, firmamos novos compromissos, trazemos à mente novos sonhos, mas é essencial que mantenhamos a firma convicção de que o êxito naquilo que empreendemos está ligado à fé que manifestamos em Deus, nosso Senhor.
O capítulo 11 da Epístola aos Hebreus trata da fé como o elemento essencial ao relacionamento do ser humano com Deus, o requisito para alcançar bênçãos que o Altíssimo tem reservado para os que nEle creem e para caminhar de maneira a agradar ao Senhor.
O versículo 6 nos afirma que “sem fé é impossível agradar a Deus”.
Mas o que é a fé? Hebreus 11.1 nos apresenta a resposta:
 “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem.” (Hebreus 11.1)
Portanto, fé é acreditar naquilo que não se vê, naquilo que está além de nosso campo de visão. É a convicção de coisas que ainda não ocorreram e não podem ser explicadas pela lógica.
Mas existem vários tipos de fé. Alguém pode dizer: “eu tenho fé que um dia vou ganhar na loteria”; “eu tenho fé que meu filho vai passar no vestibular”; “eu tenho fé na humanidade”, etc.
Pessoas têm fé em amuletos, que, conforme suas crendices, podem lhes trazer proteção, “fechar o corpo”; ou têm fé em deuses criados pelos homens.
É necessário que tenhamos autoconfiança, que acreditemos na melhoria da humanidade, mas não é a esse tipo de fé que a Bíblia se refere. Esse tipo de fé não é o que nos torna agradáveis a Deus. Aliás, muitas coisas que achamos ser fé não passam de expectativas que se frustram rotineiramente.
A Palavra nos fala de fé em Deus e em Suas Promessas. Fé no Filho de Deus e na salvação que há nEle. Fé no Espírito Santo e no Seu poder atuando em nós.
Os heróis da fé relacionados em Hebreus 11 tinham fé em Deus como o criador de todas as coisas, Autor da Salvação; criam na ressurreição dos mortos; aguardavam a concretização das promessas de Deus. Eram pessoas que tinham em Deus o seu alto refúgio, que pela fé no Altíssimo renunciavam a diversos privilégios deste mundo.
É esse tipo de fé que somos chamados a ter. Não a fé em coisas transitórias, em pessoas, em riquezas, em objetos, em nós mesmos, mas no Deus Altíssimo e em Seu Filho, Jesus Cristo.
É necessário crer e obedecer mesmo sem ver nada acontecendo de imediato. Ex.: Lucas 17.11-19 – leprosos obedeceram à ordem de Jesus mesmo antes de verem algum resultado. No caminho foram curados.
Jesus disse a Tomé: “Bem aventurados os que não viram e creram” (João 20.29)
Quando se está diante de algo palpável não há necessidade de fé, porque está diante de nossos olhos. A fé surge quando não se vê, mas se tem a convicção.
Ao renovarmos nossas esperanças, nossos votos e planos para o ano que se inicia, é necessário que busquemos também a renovação de nossa fé, pois por meio dela poderemos provar diversas bênçãos que o Altíssimo tem reservado para nós, dentre as quais podemos destacar as seguintes:

sábado, 5 de janeiro de 2013

ADORAI AO REI DOS REIS



Texto base: Mateus 2.1-12

A passagem lida nos mostra que, após o nascimento de Jesus, alguns magos do oriente viram uma estrela no céu, e que ela indicava o nascimento do Rei dos Judeus. Assim, eles procuravam a criança para poderem lhe prestar adoração.
Analisando a passagem podemos encontrar três grupos de pessoas que existiam não apenas naquele tempo, mas ainda hoje estão presentes neste mundo.

1)      Os que têm medo de Jesus (vv. 3; 16)
Herodes era o rei da Judéia naquela ocasião. Ele ostentava o título de rei dos judeus. Assim que os magos chegaram falando sobre o nascimento do Rei dos judeus, Herodes ficou alarmado. Ele fingiu que desejava adorar também ao menino recém-nascido, mas na verdade sua intenção era matar a criança.
Herodes foi tomado de medo. Ele tinha medo de perder seu trono, seu poder, sua influência, seu prestígio, sua posição social, suas riquezas. Ao ouvir falar sobre o nascimento do Rei dos judeus, ele se apavorou com a possibilidade de ser substituído no trono, e tramou a morte da criança.
Assim como Herodes, hoje há muitas pessoas que têm medo de Jesus. Elas não assumem isto, obviamente. Quando ouvem falar de Jesus, quando alguém procura levar o Evangelho até elas, inicialmente podem até se mostrar simpáticas, como fez Herodes, ou já reagem com agressividade, rejeitando a pregação e as Boas Novas.
São pessoas que estão apegadas a este mundo, aos bens, aos pecados, à sua condição atual, e temem perder tudo isso caso se envolvam com “esse Jesus” que lhes é apresentado. São pessoas que têm medo de perder sua liberdade, de ter que abrir mão de privilégios, de ter que reconhecer que são pecadoras.
Essas pessoas têm medo de se verem como realmente são: frágeis, pecadoras, falhas. Jesus representa uma ameaça à sua falsa segurança, e elas O rejeitam.
Algumas dessas pessoas são capazes de reagir com muita agressividade quando o assunto é Cristo. Nos países onde a Igreja de Cristo é perseguida essa realidade é vivida por muitos de nossos irmãos, que são vítimas de líderes que temem perder sua autoridade, seu poder sobre as pessoas, sua posição social.

2)      Os que se auto-enganam (v.4)
O segundo grupo é formado pelos que se auto-enganam. Estes são aqueles que, por serem religiosos ou por terem conhecimento das Escrituras, julgam que estão muito bem com Deus e nada lhes falta.
Os sacerdotes e escribas representam esse grupo. Vemos que Herodes os chamou, porque eles eram doutores da Lei de Deus, e lhes perguntou onde deveria nascer o Messias. Esses homens se limitaram a informar a Herodes o que constava nas profecias, mas não tiveram nenhuma atitude no sentido de irem confirmar o nascimento do Rei dos Judeus.
Eles se mostraram indiferentes, como se fosse um evento que não tivesse importância, como se não acreditassem no que havia sido dito.
Não se pode dizer que eles não sabiam do fato, porque no versículo 3 é dito que Herodes e toda a Jerusalém ficaram alarmados com a notícia, portanto, residindo os sacerdotes e escribas em Jerusalém, obviamente souberam da novidade.
Mas eles permaneceram inertes. Os quatro Evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João) vão nos revelar que esses homens se julgavam justificados por suas obras, por seu conhecimento das Escrituras, por serem cumpridores da Lei. Desta forma, eles não reconheciam sua necessidade de um Salvador.
Eles, alguns anos mais tarde, se tornaram grandes opositores de Jesus, e por fim tiveram grande responsabilidade por sua morte na cruz.
Nos dias atuais há muitas pessoas que continuam se auto-enganando por causa da religiosidade. Acham que por cumprirem rituais religiosos, por irem à Igreja rotineiramente, por fazerem orações bonitas em público, por pertencerem a alguma denominação evangélica estão muito bem com Deus.
Elas conhecem Jesus pela leitura bíblica, mas não estabeleceram um relacionamento verdadeiro com Ele. Sua comunhão com Cristo é frágil. Sua vida cristã é limitada aos aspectos exteriores de religiosidade. Pensam que estão com crédito junto ao Altíssimo, mas na verdade estão em débito.

3)      Os que adoram ao Senhor (v. 11)
Os magos não eram judeus, não pertenciam ao povo de Deus, eram gentios. Mas quando souberam do nascimento do Rei dos Judeus, imediatamente se deslocaram de suas residências, em lugares distantes, para prestar adoração ao menino.
Eles não levam em conta sua própria situação de riqueza e seus privilégios, mas a notícia do nascimento do Rei dos Judeus lhes tocou o coração e eles se alegraram, apressando-se em ir adorar ao Salvador.
Seus presentes mostram o que Jesus representava e representa. O ouro apontava a realeza de Jesus. Naquela época o ouro era um bem extremamente valioso, assim como é hoje, e esse tipo de presente era dado a reis, não a qualquer pessoa. O incenso era um presente que se dava para um sacerdote. Com isto, está dito na atitude dos magos que Jesus é o nosso Sumo Sacerdote, e que o Seu sacrifício único e eficaz subiria a Deus Pai com aroma agradável, como o incenso queimado nas ofertas de sacrifício. A mirra apontava Jesus como o Salvador. Era uma substância utilizada no embalsamamento de corpos, simbolizando que Cristo haveria de morrer por nós, e também tinha propriedades medicinais, curava ferimentos e dores, mostrando que Cristo levaria sobre si nossas dores, nossas enfermidades, e traria refrigério aos aflitos.
Há pessoas que quando ouvem as Boas Novas sobre Jesus imediatamente se rendem a Ele e o adoram. Não adianta vida religiosa. É necessário vida de adoração ao Senhor. Temos que oferecer ao Senhor o que temos de melhor. Reconhecer que Ele é o nosso Rei, nosso Sumo Sacerdote e Aquele que morreu em nosso lugar, para que fôssemos libertados da morte e do pecado.
Temos que oferecer nossas vidas a Cristo, nossa dedicação integral, nossa confiança, nosso ser.

Conclusão
A Palavra de Deus nos admoesta a que não estejamos no grupo dos que têm medo de Jesus nem no grupo dos que se autoenganam, mas que façamos parte do rol dos verdadeiros adoradores, que se prostram diante de Cristo e entregam suas vidas a Ele, que não se iludem com religiosidade mas mergulham num relacionamento verdadeiro com o Senhor.
Os magos eram pessoas de quem não se esperava adoração a Jesus, pois eram gentios, não faziam parte de Israel, mas foram eles, e não os sacerdotes judeus, que foram até Jesus e O reconheceram como Rei, Sumo Sacerdote e Salvador, rendendo-lhe adoração.
É isso que Nosso Senhor espera também de nós.
Vivamos para honra e glória do Altíssimo, hoje e sempre.
José Vicente
30.12.2012

3 PONTOS


Criado por Fabio Ikedo.
Postado sob autorização do autor.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

O Alicerce Inabalável



Texto base: Salmo 127

O ano 2012 está chegando ao seu final, e, com a Graça de Deus, iniciaremos mais um ano em nossas vidas. Precisamos não somente fazer uma retrospectiva e traçar novos planos, novos objetivos, novos sonhos, mas principalmente renovar nossa fé no Senhor, e ter em mente algumas verdades que a Palavra de Deus nos revela.

1. Sem Deus não há vitórias verdadeiras (vv. 1 e 2). Nossos projetos podem ser muito bons aos nossos olhos, e podemos até nos julgar capazes de realizá-los com nossa própria força, mas a Palavra nos lembra que, se o Senhor não estiver à frente, tudo o que fizermos corre o risco de desmoronar. É Deus quem firma os alicerces de uma família unida e feliz; Ele é quem nos dá força e alento nas dificuldades; Deus é quem pode proteger verdadeiramente. Se não buscamos a orientação e a bênção de Deus para nossos planos, por melhores que eles possam parecer, estarão fadados ao fracasso, embora ofereçam a ilusão de que houve êxito.

2. Quem confia em Deus prospera (v. 2, parte final). Deus trabalha em favor daqueles a quem Ele ama, e estes são os que O buscam com sinceridade de coração, que se entregam aos Seus cuidados sabedores de que no Senhor podem confiar. Colocam os seus planos e sonhos nas mãos do Senhor e trabalham sob a orientação de Deus para que os objetivos sejam alcançados, perseverando na fé. As Escrituras mostram exemplos de pessoas que confiaram em Deus, buscaram Sua orientação e O obedeceram, e assim prosperaram naquilo que empreenderam, pois o fizeram conforme a vontade de Deus e sob a Sua proteção.

3. Deus abençoa a família (vv. 3-5). Um dos melhores projetos que podemos ter em nossos corações é que nossas famílias sejam abençoadas, experimentem paz, saúde, união, etc. Quando confiamos em Deus e lhe entregamos tudo o que somos e o que temos, vivendo em obediência à Sua Palavra, Ele abençoa nosso lar de maneira generosa, e podemos ver não apenas o crescimento familiar, mas também temos o privilégio de ver nossos familiares se rendendo ao amor de Deus.

Neste ano que se inicia, coloque todos os seus planos, seus sonhos, sua família nas mãos de Deus, confie nEle, descanse nEle e veja as maravilhas que o Altíssimo realizará. Feliz 2013, em Cristo.

José Vicente Ferreira
30.12.2012