segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

REAGINDO CORRETAMENTE DIANTE DAS LUTAS E DIFICULDADES



Texto base: 1 Samuel 17:1-11 e 31-40

Em nossa vida continuamente nos defrontamos com desafios, problemas, dificuldades, lutas, obstáculos que parecem grandes demais para serem vencidos. Quando nos defrontamos com circunstâncias desse tipo, a forma como reagimos vai fazer toda a diferença entre a vitória e o fracasso.
Uns reagem com medo, recuam, não conseguem seguir em frente, ficam paralisados, não vislumbram saída e se entregam. Outros, olhando não para o tamanho do obstáculo, mas para o Deus Altíssimo, seguem em frente de forma confiante, e alcançam vitória em meio às adversidades.
O texto que lemos nos apresenta dois personagens muito conhecidos da história do povo de Deus: Saul e Davi. Ambos se viram diante de uma situação extremamente difícil e perigosa: um gigante filisteu chamado Golias desafiava um guerreiro de Israel a pelejar com ele, evitando, com isto, uma batalha entre os exércitos, o que pouparia muitas vidas.
Golias era enorme, muito forte e experiente em guerras. Saul também era forte e experiente. Davi, por sua vez, era um adolescente que só havia cuidado de ovelhas até aquele dia, e nunca entrara em um campo de batalha.
As reações de Saul e Davi nos ensinam muitas coisas, e podem ser vistas no meio do povo de Deus ainda hoje. Vejamos, então, quais foram suas reações e as consequências daí advindas.

1.       SAUL
Saul era o rei de Israel naquele momento. Ele foi o primeiro rei da nação israelita. Era um homem forte, alto, que sobressaia aos demais de seu povo (1Sm 9:2 e 10:23). Tinha experiência em guerras, e seria a pessoa ideal para desafiar Golias. Saul, entretanto, embora fosse do povo de Deus, não estava em comunhão com o Altíssimo, ele já havia sido repreendido mais de uma vez por Samuel, e já ouvira a sentença de que fora rejeitado por Deus por causa de sua desobediência (1Sm 15:22-26).
A forma como Saul vinha se comportando demonstrava que ele era um incrédulo, que não tinha temor a Deus, não era um servo obediente ao SENHOR. Ele teve reações que não são condizentes com um homem de fé em Deus:

a)      Espanto e temor (v. 11)
No versículo 11 é dito que “Ouvindo Saul e todo o Israel estas palavras do filisteu, espantaram-se e temeram muito”.
Saul já havia batalhado contra vários exércitos e o Senhor lhe havia concedido vitórias, porém, ao ver o homem que desafiava os guerreiros de Israel, ele se encheu de espanto e temor, e assim todo o seu exército. Não houve quem se habilitasse a enfrentar Golias. Saul e seus homens recuaram diante do desafio que se lhes apresentava naquele momento.
Assim agindo, Saul demonstrou que era um homem incrédulo. Ele não se lembrou de Deus no momento da dificuldade, antes, atentou unicamente para o tamanho do adversário e se encolheu com medo.
Não raramente, agimos como Saul. Somos incrédulos. Ao nos vermos diante de um problema, uma dificuldade, um sofrimento que nos acomete, uma luta a ser travada, ficamos espantados e atemorizados, e isso nos faz recuar, nos paralisa, nos impede de prosseguir e alcançar a vitória.
Saul nem ao menos tentou enfrentar Golias, e nós também, traídos pelas impressões carnais que temos diante dos gigantes com os quais nos deparamos em nossa vida, nem ao menos ousamos dar um passo à frente, sofremos derrotas sem lutar, porque não estamos olhando para Deus, e, sim, para o obstáculo à nossa frente.
Espanto, de acordo com o dicionário, significa assombro, grande medo, susto, terror.
Temor, por sua vez, nesse contexto, significa medo ou pavor.
Significa que Saul e seus homens ficaram aterrorizados, apavorados diante de Golias.
Espanto e temor podem até surgir em nossos corações quando estamos em situações muito difíceis, quando enfrentamos desafios muito grandes, problemas que superam nossas forças, afinal, somos seres humanos e o medo é uma reação normal diante de circunstâncias que fogem à nossa capacidade. A questão não é ser isento de medo, mas, sim, o que fazemos diante do medo que sentimos.
Como dissemos, Saul e seus homens recuaram, se encolheram. Isso foi um grande sinal de incredulidade. Saul foi incrédulo e contagiou os homens ao seu redor. Ninguém buscou o conselho de Deus. Ninguém pensou que Deus poderia conceder vitória diante do gigante Golias. Ninguém se lembrou dos feitos maravilhosos que Deus já operara em favor de Seu povo. Era como se Golias fosse maior do que Deus.
Se deixarmos que o espanto e o temor tomem conta de nós, seremos incrédulos como Saul, e sofreremos derrotas avassaladoras. Ficaremos encolhidos quando estivermos no meio da tempestade, nossa casa desabará, não resistiremos aos fortes ventos. Não experimentaremos amadurecimento espiritual, ficaremos estagnados na imaturidade, sem aprofundamento no relacionamento com Deus, pois agiremos como se os obstáculos fossem maiores do que Deus.

b)      Desencorajamento (v. 33)
Como ninguém da nação de Israel se habilitava a enfrentar Golias, Davi, um adolescente pastor de ovelhas, após ouvir as ofensas que o gigante fazia a Israel e ao Deus Altíssimo, firmou no coração o propósito de enfrentar o terrível guerreiro.
Saul, porém, ainda dominado pelos efeitos do espanto e do temor, procurou desencorajar Davi, dizendo: “contra o filisteu não poderás ir para pelejar com ele; pois tu és ainda moço, e ele, guerreiro, desde a sua mocidade”.
Meus irmãos, às vezes nós agimos como Saul. Diante de dificuldades ficamos com medo, e ao vermos que uma pessoa está demonstrando uma disposição que não temos, uma firmeza de fé que não possuímos, atuamos como agentes do desencorajamento. Fixamos nossos olhos no tamanho da dificuldade ou do problema e procuramos levar a pessoa a ver que ela não tem condições.
Faça uma viagem à sua memória e veja se já não aconteceu de, em alguma ocasião, alguém chegar a você cheio de ânimo, falando sobre um novo desafio que tinha pela frente, e você tratou de “abrir os olhos” da pessoa para as grandes dificuldades, os diversos obstáculos que ela teria que enfrentar, afirmando que talvez não valesse a pena passar por tudo isso, pois provavelmente ela não teria êxito. Quantas vezes você jogou um balde de água fria em alguém que estava cheio de entusiasmo?
Olhamos para a fraqueza humana e dizemos: “não há possibilidade”, “você não tem chance”, “você não vai conseguir”. Assim, levamos pessoas a desistirem da luta como nós tantas vezes desistimos.
Saul não quis enfrentar Golias, ficou com medo, e tentou contaminar Davi com seu medo, realçando a força de Golias e a fraqueza de Davi.
Quantos de nós agimos como Saul no decorrer de nossas vidas? Quantos de nós temos induzido pessoas a desistirem da caminhada por causa de nossa incredulidade, por nossa visão distorcida das coisas, por nossa falta de confiança em Deus!

c)       Confiança em coisas terrenas (v. 38)
Ao ver que Davi estava disposto a enfrentar Golias, Saul julgou que ele precisaria utilizar uma armadura, um capacete e uma couraça para se proteger na batalha.
Interessante notar que Saul parecia ter esquecido de que a verdadeira proteção vem de Deus, e em nenhum momento manifestou a certeza de que Deus daria vitória a Davi, antes, ele se preocupou em vestir o jovem com armadura, capacete e couraça, crendo que aqueles artefatos seriam capazes de dar maior segurança ao moço.
Da mesma forma nós, ao nos defrontarmos com problemas maiores do que nós, superiores às nossas capacidades, acabamos recorrendo a artifícios humanos, a instrumentos ou estratégias de homens. A armadura, o capacete e a couraça representam o esforço humano em cuidar de si mesmo por sua própria conta, com suas forças, com sua parca capacidade de criar objetos ou traçar estratégias. Esses instrumentos representam a segurança que buscamos em coisas deste mundo: dinheiro, condição social, intelectualidade, ligação com poderes políticos e econômicos, simpatias, amuletos, etc.
Isso vem demonstrar porque Saul falhou na sua função de rei de Israel. Sua confiança estava firmada em coisas terrenas, em instrumentos criados pelo homem, e não em Deus.

2.       DAVI
Depois de falarmos um pouco sobre Saul e suas reações, voltemos nossas atenções a Davi. Ele era um adolescente que atuava como pastor de ovelhas, cuidando do rebanho de seu pai, Jessé.
Davi havia sido visitado por Samuel, e recebera deste, por ordem do Altíssimo, a unção para ser o futuro rei de Israel, como sucessor de Saul (1Sm 16:13). Ele nunca havia se envolvido em uma guerra, não tinha experiência em batalhas, mas era temente a Deus.
Esse jovem, diante dos insultos que Golias fazia a Israel e ao Altíssimo, não permaneceu inerte, antes, ele teve reações que demonstraram o tipo de fé que ele possuía.
Se formos pessoas tementes a Deus como foi Davi, nossa fé nos levará a ter reações que nos conduzirão a uma vida de vitória sobre o pecado e sobre as adversidades que enfrentaremos:

a)      Disposição para enfrentar o desafio (v. 32)
Davi viu o gigante que desafiava Israel, ouviu suas afrontas, e mesmo sendo jovem e inexperiente em batalhas, dispôs-se a enfrentar Golias. Ele não se deixou dominar pelo espanto e temor, ao contrário de Saul, pois em seu coração havia a convicção de que Deus era com ele e lhe concederia vitória.
O que motivou Davi foi sua fé em Deus. Davi não estava procurando se exibir, mas ele tinha em Deus a força para prosseguir ainda que o obstáculo fosse enorme.
A confiança em Deus nos dá ânimo, disposição, esperança, porque sabemos que o Altíssimo tem poder ilimitado e domina sobre tudo e sobre todos. Não há poder terreno que possa ser comparado ao poder de Deus.
O tamanho da dificuldade não nos impedirá de prosseguir, porque estaremos firmados no Altíssimo, e não em nós mesmos. Da fé vem a disposição, mesmo que as barreiras sejam enormes e haja muita luta a ser travada.
Em nossa vida enfrentaremos muitos desafios, porém se estivermos firmados em Deus, não nos deixaremos ficar atemorizados, espantados nem paralisados, mas teremos disposição para ir em frente, sabendo que nosso Deus é maior do que tudo e do que todos.

b)      Rejeição à autosuficiência (v. 39)
Vimos anteriormente que Saul vestiu Davi com uma armadura, capacete e uma couraça. Também foi dada uma espada a Davi. Este permitiu ser vestido assim para não parecer desrespeitoso para com o rei de Israel, todavia, não se sentiu bem com os artefatos que Saul desejava que ele usasse, pois sua confiança não estava naqueles instrumentos, mas no Deus Altíssimo.
Davi tinha em Deus seu refúgio e fortaleza. No Salmo 28 ele fez a seguinte declaração:

“O SENHOR é a minha força e o meu escudo; nele o meu coração confia, nele fui socorrido; por isso, o meu coração exulta, e com o meu cântico o louvarei.” (Salmo 28.7)

Significa que, para Davi, nada mais era necessário, senão o poder de Deus sobre ele, a proteção do Altíssimo, que seria capaz de livrá-lo de qualquer perigo e levá-lo a vencer o pior inimigo.
Quem tem isso como verdade em sua vida não consegue seguir o caminho da autosuficiência, não confia em estratégias humanas nem em instrumentos feitos pelo homem, não deposita sua confiança no ser humano, mas em Deus.
Davi não conseguia nem andar com a armadura que Saul colocou nele. Assim também nós, que cremos em Deus, ficaremos tolhidos e não conseguiremos progredir se houver alguma tentativa de nos valermos de nossas próprias forças para enfrentar nossas lutas e trilhar o caminho traçado pelo Altíssimo.
A autosuficiência se constitui em um peso para aqueles que temem ao SENHOR, porque é uma demonstração de incredulidade, e sabemos que isso desagrada a Deus. Desta forma, a cada dia o cristão fiel deve reafirmar sua confiança unicamente em Deus.
Podemos até utilizar métodos humanos em nossas batalhas, mas isso jamais deverá estar em primeiro lugar, antes, a primazia é de Deus, e Ele, com Seu poder, abençoará aquilo que fizermos e nos concederá vitória.
Davi utilizou uma funda e uma pedra. Isso não era nada se comparado às armas de guerra utilizadas pelos exércitos, mas Davi sabia que Deus era quem comandaria tudo, e que com o poder de Deus uma simples pedra seria capaz de provocar um grande estrago no inimigo.

c)       Glorificar a Deus em todos os momentos (v. 37, 45-47)
Quando Davi se apresentou diante de Saul e disse que enfrentaria o gigante, ele narrou um histórico de vitórias contra um urso e um leão na defesa do rebanho de ovelhas, e exaltou ao SENHOR por isso, afirmando que Deus o livrara dos animais e o livraria de Golias.
Davi não deixou a sua atenção ser desviada do SENHOR. Mesmo quando confrontado por causa de sua inexperiência e idade, ele relembrou o que Deus fizera por ele em momentos passados e glorificou ao Altíssimo, manifestando a confiança de que Deus não mudara, e que tinha o poder para lhe conceder vitória em qualquer situação.
No momento em que se confrontou com Golias, Davi foi por ele insultado, mas não se abalou e novamente glorificou a Deus, dizendo ao gigante que não precisava de espadas ou lanças para derrotá-lo, porque o SENHOR é que entregaria o inimigo em suas mãos.
Quando Davi atribuiu a Deus o crédito pelas vitórias passadas e a esperança pela vitória futura, ele glorificou ao SENHOR, não atraindo para si as honras, mas dedicando a Deus todo o louvor.
Assim como Davi glorificou a Deus no momento da dificuldade, e nEle pôs sua esperança, também nós, que cremos no Altíssimo, devemos glorificá-lo em todos os momentos, seja nas horas felizes ou naquelas em que nos vemos aflitos. Deus deve ser glorificado antes, durante e depois das lutas que travamos durante nossa vida. A Ele devemos honrar. A Ele devemos creditar as vitórias que alcançamos. A Ele devemos agradecer até mesmo pelas tribulações pelas quais passamos, porque elas nos levam a ver o Seu poder operando em nós, nos conduzem ao amadurecimento, ao fortalecimento espiritual.
Dedicar a Deus todo o louvor, honrá-lo como Ele deve ser honrado, glorificá-lo continuamente por meio de nossas vidas, é o caminho para experimentarmos livramentos diários e vitórias diante das batalhas com as quais nos defrontamos.

CONCLUSÃO

A incredulidade de Saul o levou a ser rejeitado por Deus. Ele experimentou um pouco da maravilhosa Graça de Deus em sua vida, mas não honrou ao SENHOR como deveria.
Davi teve sua fé recompensada de maneira extraordinária. Ele foi o maior rei de Israel. Deus lhe concedeu vitórias sobre os inimigos e gravou seu nome de maneira positiva na história do Povo de Deus.
A forma como reagimos diante das lutas e dificuldades da vida vai definir qual será nossa situação: se formos incrédulos como Saul, colecionaremos derrotas e jamais cresceremos; mas se tivermos fé como Davi e descansarmos em Deus, conheceremos vitórias, livramentos e um grande crescimento espiritual no meio das adversidades.
Sejamos como Davi, servos segundo o coração de Deus, pois o Altíssimo tem desígnios maravilhosos a serem cumpridos em nossas vidas, e façamos tudo para a honra e glória do SENHOR.

“13 Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis. 14 Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça. 15 Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz;
16 embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno. 17 Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; 18 com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos.” (Efésios 6.13-18)

Que o Altíssimo nos conceda a bênção de sermos fiéis e tementes ao SENHOR, e nos fortalece a fé a cada dia.

José Vicente
24.02.2013

2 comentários:

  1. Deus seja louvado e engradecido. Estava tão entristecida mim sentido derrotada, mas quão grande palavra de avivamento recebi.Que o Senhor Deus de israel continue lhe abençoando grandemente.

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  2. SÁBIAS PALAVRAS!!!!!....AMÉMMM....!!!...ALELUIAAAAAA....!!!

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