sábado, 23 de janeiro de 2016

ATITUDES DIANTE DE SITUAÇÕES SEM SAÍDA




Base: Êxodo 14.9-14

INTRODUÇÃO

Nossa vida é uma caminhada cheia de momentos bons e também aflitivos. Com relativa frequência nos vemos em situações difíceis, que nos trazem sofrimento, preocupação, angústia, tiram nossa paz.
Há situações, porém, que são mais graves, pois ao olharmos para os lados não conseguimos encontrar saída, parece que estamos acorrentados e seremos alvo fácil à calamidade.
A nação de Israel experimentou uma situação assim logo após ter saído do Egito. Enquanto caminhavam pelo deserto, o exército egípcio saiu para persegui-lo e o alcançou próximo ao Mar Vermelho. O povo olhou para trás e avistou a imensa tropa egípcia vindo em sua direção; olhou para frente e viu o imenso mar. Não havia para onde correr, a morte era certa e iminente.
Uma situação sem solução era o que Israel vivia. E é também o que muitas pessoas experimentam em diversas ocasiões da vida.
             Mas o que fazer nesses momentos? Que tipo de atitude adotar?
             A passagem lida nos mostra algumas atitudes que Deus espera de Seu povo. 
             1)      Não murmurar
Caso parássemos a leitura no versículo 10, acreditaríamos que o povo de Deus teve a atitude correta diante da situação aflitiva com que se deparara: clamar ao SENHOR.
O problema é que esse clamor levantado pelo povo não foi o clamor que Deus deseja. Não foi uma súplica, um pedido de ajuda, um reconhecimento de impotência própria e da onipotência divina. Foi um clamor de reclamação, de murmuração.
Nos versículos 11 e 12 podemos constatar que o povo não demonstrava confiança em Deus, e ainda não tinha conseguido vislumbrar os propósitos do SENHOR para sua vida. Eles esqueceram o que Deus havia feito, as demonstrações de poder testemunhadas até então, e começaram a se queixar, dizendo que seria melhor ter continuado a ser escravos no Egito do que morrer ali no deserto.
Esse não foi um episódio isolado de murmuração dos israelitas. Desde quando estavam no Egito e Moisés se apresentou para libertá-lo, o povo começou a reclamar, pois a cada praga enviada apor Deus contra os egípcios, vinha alguma retaliação do Faraó, impondo maior carga de trabalho sobre os escravos. Até o momento em que se viram à entrada da terra de Canaã, os israelitas murmuraram. O resultado, como sabemos, é que Deus não permitiu a sua entrada na terra prometida.
Ao longo da caminhada de Israel pelo deserto Deus deixou bastante claro que Ele não tolera murmuração, pois isto implica em rebeldia, ingratidão, falta de confiança no Altíssimo.
Quando nos encontramos em situações que parecem não ter saída, onde todas as opções parecem levar a um maior sofrimento ou à completa derrota, a primeira atitude é não murmurar, porque reclamações não agradam a Deus e apenas mostram que ainda não conhecemos o Deus a quem servimos.
A maioria das pessoas tem como hábito reclamar quando aparecem problemas, quando a situação fica difícil, quando pensam que não há mais saída. Reclamam a todo instante, tornando-se até companhias desagradáveis, pois quando alguém lhes pergunta se este todo bem, a resposta é um mar de lamentações.
O povo de Deus não pode ser um povo murmurador. Nossos lábios devem expor palavras de sabedoria, de confiança em Deus, pois servimos ao criador dos céus e da terra.

O RESPEITO À CRIAÇÃO DE DEUS





“E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom; e foi a tarde e a manhã, o dia sexto.” (Gênesis 1.31)
 A Bíblia narra a criação do mundo por Deus, descrevendo inclusive a satisfação do Criador ao ver Sua obra, pois Ele fez tudo muito bom e perfeito. Deus criou o clima perfeito, a vegetação perfeita, a alimentação ideal para o ser humano e todos os seres viventes, enfim, pensou em cada detalhe.
 Ocorre, porém, que o ser humano se deixou levar pelas artimanhas da serpente, que despertou nele a insatisfação, a vontade de se equiparar a Deus em conhecimento, pois, como disse a serpente, “certamente não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal.” (Gn 3:4,5)
 Assim, o ser humano optou por um caminho contrário ao que Deus havia idealizado, e até hoje vemos as consequências dessa péssima escolha. A natureza vem sendo destruída ano após ano, e com isto vêm os desastres naturais, as mudanças do clima, as chuvas torrenciais que deixam milhares de pessoas desabrigadas, provocam mortes e destruição. A poluição do meio ambiente pouco a pouco vai tornando o planeta um lugar mais difícil de ser habitado, e doenças surgem aos montes por causa das contaminações provocadas pelos produtos criados pelos humanos. A educação das crianças cada vez mais é negligenciada e corrompida. Não satisfeito com os alimentos criados por Deus, que são perfeitos para as necessidades do corpo, o ser humano resolveu criar produtos alimentícios carregados de corantes, conservantes, açúcar e diversos aditivos químicos, além de modificações genéticas, capazes de males irreversíveis.
Infelizmente, muitos cristãos adotam esse estilo de vida, imitando o mundo que se opõe a Deus e seus valores. Abandonam os hábitos saudáveis de alimentação, tornando-se escravos dos valores mundanos que pregam o uso dos alimentos para o prazer, e não para a saúde do corpo. Deixam de educar os filhos conforme os princípios bíblicos e permitem que filosofias do mundo permeiem o que é ensinado às crianças. Desrespeitam a natureza e a agridem de várias formas.
O resultado: cristãos sofrendo as consequências de se deixarem levar por valores contrários à Palavra de Deus, equiparando-se aos que não temem ao Altíssimo. A natureza devolvendo a agressão por ela sofrida. Cristãos padecendo com doenças causadas por hábitos alimentares mortais e estilo de vida antifisiológico, que provocam câncer, diabetes, oxidação do colesterol, obesidade, osteoporose, hiperatividade em crianças e tantos outros males, por abraçar os valores do mundo quanto à alimentação. Crianças crescendo fora dos princípios bíblicos, desobedientes, desrespeitosas, irreverentes.
Os cristãos são pessoas que têm ou deveriam ter conhecimento da Bíblia e de seus valores. Pessoas que, ao contrário do mundo, deveriam enxergar os valores espirituais envolvidos na preservação do meio ambiente, no cuidado com a alimentação e a saúde, na educação dos filhos, no respeito à criação de Deus.
  Deus fez tudo bom e perfeito. Como cristãos, observemos a Palavra de Deus e vivamos de forma a glorificá-lO por nosso estilo de vida, que não deve se amoldar aos padrões do mundo, mas, sim, aos valores da Palavra de Deus.

José Vicente
16.01.2016

 

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

CURANDO A PARALISIA ESPIRITUAL




Texto base: Mateus 9.1-8

        Jesus continuava seu ministério, anunciando o Evangelho do Reino de Deus, levando a palavra de salvação a todos, de forma a reconduzir as pessoas a Deus. Após fazer vários milagres, Jesus estava em sua cidade, envolvido por uma multidão de pessoas ávidas de ouvir a Palavra de Deus, quando um paralítico lhe foi apresentado.
       Interessante notar que Jesus era imprevisível, Ele nunca agia da mesma forma com todas as pessoas e em todas as situações, mas sempre fazia algo diferente. Assim, certa vez ele curou um leproso apenas tocando neste; outra vez, quando se achava que Ele curaria um cego com um simples toque, Ele fez uma lama com sua saliva e passou nos olhos do cego, mandando que se lavasse no tanque de Siloé; quando se esperava um espetáculo, Jesus apenas dava uma ordem, falava uma palavra, e o milagre acontecia; quando se pensava que Ele iria correr para curar seu amigo Lázaro, Ele ainda ficou alguns dias onde estava, e só partiu quando Lázaro estava morto, para, então, promover sua ressurreição.
      Agora, no texto em análise, Jesus mais uma vez age de forma inesperada, pois conduziram perante Ele um paralítico para que fosse curado, porém sua primeira atitude não foi de mandar o paralítico se levantar, o que surpreendeu a todos.
       Vamos ver alguns ensinamentos que Jesus nos transmite nesta passagem.

1) DEVEMOS CONDUZIR OS PARALÍTICOS A JESUS

O paralítico tinha uma vida de limitação, dependia de outras pessoas para tudo. Ele não tinha condições de se locomover sem a ajuda de outros. Sua situação era humilhante, ele não via perspectivas, estava condenado.
Naquele tempo não havia cadeira de rodas, SUS, nem muletas como vieram a existir tempos depois. Assim, o paralítico vivia em um tipo de maca e era transportado por pessoas que se dispunham a ajudá-lo.
Se viesse alguma ameaça, uma perseguição, o paralítico não teria como fugir. As demais pessoas correriam, mas ele ficaria à mercê de qualquer agressão e da morte.
O texto nos diz que o paralítico foi levado a Jesus. Em Lucas 5.17-26, que narra a mesma passagem, é dito que alguns homens o levaram até onde Jesus estava. Essas pessoas acreditavam que Jesus poderia curá-lo. É bem provável que já tivessem presenciado os demais milagres realizados por Jesus. A purificação do leproso, a cura da sogra de Pedro, a libertação de endemoninhados, cura de enfermos, o poder manifestado sobre o mar e os elementos naturais, a cura do criado do centurião apenas com uma ordem à distância. Então, eles viram ali a única chance de libertar aquele homem do seu sofrimento. Não existia nenhuma possibilidade pela medicina ou qualquer outro meio. Jesus era a única solução.
O papel daqueles que creem em Cristo, que compõem a Sua Igreja, é conduzir a Cristo todos os paralíticos, lembrando que um dia nós também fomos paralíticos.
Os paralíticos deste mundo são aqueles que estão com suas pernas amarradas pelo pecado, que não conseguem ir a Cristo, que estão buscando uma forma de se libertarem, ou que nem mesmo perceberam ainda que são paralíticos, pensam que estão caminhando livremente, mas estão aprisionados e nem sabem para onde estão indo.
Essas pessoas, por sua condição, não têm como fugir da morte. A Palavra diz que o salário do pecado é a morte, e o paralítico espiritual está condenado a morrer, porque ele não consegue, por si mesmo, correr para longe da condenação.
Cabe a nós, que conhecemos a Cristo, envidar esforços para que aqueles que ainda são paralíticos espirituais cheguem até Jesus, fazendo tudo o que estiver ao nosso alcance para isto. Os homens que conduziram o paralítico até Jesus não desistiram diante das dificuldades. Lucas narra que eles não conseguiram levar o homem para dentro da casa onde Jesus estava, pois havia uma grande multidão que impedia a passagem, então eles subiram ao eirado da casa e desceram o paralítico até o meio, colocando-o diante de Cristo.
É bem provável que nos deparemos com dificuldades para levar pessoas a Cristo. Mas não podemos desistir, devemos contornar os obstáculos. Perseverar na oração, falar, dar testemunho com nossas vidas, amar incondicionalmente, sem medo de ter atitudes que pareçam ser ridículas, pois o objetivo é muito elevado e valioso.

2) JESUS RESPONDE COM O PERDÃO A QUEM O PROCURA


     O desejo do paralítico era andar, ser curado. Também era isto que pretendiam os homens que o levaram até ali.
Jesus, porém, em resposta à fé daqueles homens, concedeu ao paralítico, antes da cura física, a cura espiritual. Ele liberou perdão ao homem. Jesus queria demonstrar que o maior problema do ser humano não são os males físicos nem as coisas desta vida, mas, sim, a sua condição diante de Deus.
O Salvador ensinou que todo ser humano necessita, desesperadamente, do perdão de seus pecados, pois esta é a maior doença que aflige as pessoas, visto que promove o afastamento de Deus e conduz o pecador à morte eterna.
O peso do pecado gera tristeza, culpa, abatimento, aprisionamento, verdadeira paralisia espiritual, impedindo a comunhão com Deus.
Quem ainda não recebeu o perdão de seus pecados está impossibilitado de fugir da condenação eterna, assim como o paralítico diante de uma grande ameaça, mas uma vez que Jesus usa de misericórdia e libera perdão, as amarras que nos impediam de caminhar são desfeitas e conseguimos andar rumo à vida eterna, trilhando o Caminho que Deus preparou para nossa redenção.
Da mesma forma que o paralítico, nós fomos alcançados pelo perdão de nossos pecados e devemos trabalhar para que outros o recebam.
                 O perdão que Cristo nos dá promove nossa reconciliação com Deus, limpa nosso ser, restaura nossa paz, possibilita nosso acesso a Deus, nos livra da culpa e do fardo pesado que estava sobre nossos ombros. Caminhamos livremente com a leveza de quem tem a consciência de que recebeu a liberdade e a condição de filhos de Deus.
                  O perdão dos pecados vem acompanhado de muitas bênçãos, dentre as quais a cura para males físicos e mentais, conforme a vontade de Deus. Uma vez tratado o espírito, manifesta-se em nosso ser o poder do Altíssimo, tratando-nos nas mais diversas áreas em que haja necessidade.
                  Mas o que Jesus ensina é que em primeiro lugar devemos ansiar pelo perdão, pela cura espiritual, pois de nada vale a cura física se não pudermos viver em paz com Deus.
  
3) SOMOS CURADOS PARA A GLÓRIA DE DEUS

Quando recebemos a cura espiritual e física, toda a glória deve ser dada a Deus.
Os homens que levaram o paralítico até Jesus não receberam a glória por isso. O paralítico não foi glorificado por ter fé. Mas as pessoas que a tudo presenciaram glorificaram a Deus, sabendo que somente pelo poder dEle, que atuava em Seu Filho, fora possível que aquele homem recebesse tão grande graça.
Nós podemos e devemos conduzir as pessoas a Cristo, devemos experimentar, nós mesmos, o perdão e a cura em nossas vidas, mas jamais podemos nos esquecer de que Deus é que deve ser glorificado, e todos os sinais feitos por Jesus são para que as pessoas vejam e temam ao Altíssimo, reconhecendo que dEle vem toda autoridade.
Infelizmente, nos dias atuais muitos pretendem atrair para si a glória pela ação de Deus na vida das pessoas. Há os que atribuem à sua própria fé, ao seu próprio poder ou à sua situação “especial” diante de Deus a ocorrência de curas e outros sinais, e com isto atraem os olhares das pessoas, são cultuados, seguidos como se fossem o próprio Cristo, gabam-se de um poder que não possuem.
Jesus, sendo o Deus Filho, tudo fez para que o Pai fosse glorificado. Ele sempre deixou bem claro que toda a glória era devida a Deus Pai. Isso deve ficar gravado em nossas mentes, para que não caiamos na tentação de reivindicar para nós uma glória que é devida a Deus.

CONCLUSÃO
O ser humano está doente e precisa urgentemente de cura. Não se trata de doenças físicas, pois estas, na maioria das vezes, são reflexo da doença espiritual.
As pessoas precisam de libertação, necessitam ficar livres das amarras do pecado e ter seus corações e mentes transformados pela Graça de Deus. Cabe a nós, Igreja de Cristo, promover o anúncio do Evangelho e levar as pessoas a Cristo, para que experimentem a cura para os males do espírito e do corpo, para que glorifiquem a Deus e lhe dediquem toda a honra devida.
“O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para por em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor”. (Lucas 4.18-19)
“Teu, SENHOR, é o poder, a grandeza, a honra, a vitória e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu, SENHOR, é o reino, e tu te exaltaste por chefe sobre todos.” (1Cr 29.11)
Amém.
José Vicente

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

SERVINDO A DEUS EM MEIO ÀS TRIBULAÇÕES



ÊXODO 2.23-25

O texto em questão é um trecho da história de libertação do povo de Deus da escravidão do Egito. A situação do povo era dramática, desesperadora, pois vivia sob a opressão dos egípcios, sem liberdade e sem dignidade.

Relembremos a trajetória de Israel até esse momento: José, filho de Jacó, havia sido vendido por seus irmãos como escravo, e ele foi levado ao Egito. Lá, depois de várias desventuras, tendo sido inclusive preso injustamente, foi levado por Deus a ser governador do Egito, ficando abaixo apenas do Faraó em autoridade.

Em um período de grande escassez de alimentos em todas as terras, conforme José havia predito ao interpretar o sonho de Faraó, os irmãos de José foram ao Egito comprar mantimentos, e após algum tempo ele se revelou a esses irmãos. Toda a família de José veio viver no Egito, inclusive seu pai, Jacó (Israel). O faraó os instalou em uma região de terras férteis, e eram tratados com respeito e consideração.

Após a morte de José e do Faraó, passou a comandar o Egito outro rei, que, conforme a Bíblia, não conheceu José. A partir daí o povo de Israel passou a sofrer opressão, pois o rei temia que se tornasse um povo muito forte e dominasse o Egito. Os anos foram se passando e aquele povo outrora livre, agora era escravo, experimentando um grande sofrimento.

A história de Israel no Egito, especificamente no texto em referência e outras passagens correlatas, traz para nós lições muito importantes, que devemos assimilar e colocar em prática para que experimentemos muito mais do poder de Deus em nossas vidas.

Vamos destacar três ensinamentos que podemos extrair do texto.

1)      As tribulações devem nos aproximar de Deus
A nação de Israel viveu 430 anos no Egito (Ex 12.40-41). Durante a maior parte desse tempo o povo, que era livre, se viu privado de sua liberdade, passando à condição de escravidão em um país onde deuses estranhos eram adorados, sendo explorado para aumentar a prosperidade dos egípcios.

O povo sofria com a violência dos feitores, e não havia alegria em seus corações, pois todos os dias tinham que enfrentar essa dura realidade. Os israelitas construíram duas cidades-celeiros, chamadas Pitom e Ramessés. Apesar disso, o povo crescia em número.

A violência era tamanha que o rei ordenou a morte de todo bebê do sexo masculino que nascesse entre os hebreus, devendo ser preservadas apenas as meninas, pois assim Israel não constituiria um exército forte para se insurgir contra o Egito.

A situação de Israel era terrível. Parecia não haver saída para aquele sofrimento, a não ser a morte. Havia tristeza nos corações e a esperança já perecia. Mas foi então que os hebreus tomaram uma atitude que mudou a sua sorte: eles clamaram a Deus, suplicando a Sua providência para que cessasse aquela escravidão e todo o martírio que lhes era imposto.

sábado, 29 de agosto de 2015

EXALTAI O NOME DO ALTÍSSIMO



“Engrandecei o SENHOR comigo, e todos, à uma, lhe exaltemos o nome.” Salmo 34.3

O mundo atual apregoa uma filosofia de vida que incentiva o individualismo, o egocentrismo, a arrogância, a vaidade, a autossuficiência. O ser humano é colocado em uma posição destacada, seus desejos são hipervalorizados, sua satisfação é um imperativo imediato, e ele desenvolve um sentimento narcisista que o faz se tornar seu próprio deus.

Assim, vemos o mundo cultuando pessoas, celebridades, idolatrando seres humanos que, a qualquer momento, podem deixar de existir, pois são frágeis como qualquer outro ser humano. Vemos, também, uma corrida desenfreada em busca do prazer, o desejo frenético por uma liberdade que é, na verdade, uma licença para fazer o que bem entender, e que não tem como trazer resultados que conduzam à verdadeira felicidade.

Infelizmente, essa mentalidade acaba penetrando dentro de muitas igrejas, levando os cristãos a promoverem um culto antopocêntrico, com vistas a agradar às pessoas. Não raras vezes vemos líderes sendo exaltados por algum tipo de virtude ou “poder” que manifestam, por sua eloquência, pela sua capacidade de influenciar seus ouvintes. Realizam-se cultos onde o nome de Deus é empregado tão somente como alguém que está a serviço da humanidade, a postos para distribuir riquezas materiais aos que aprendem a “determinar” o sucesso em suas vidas.

Quando, porém, voltamos nossos olhos à Palavra de Deus, vemos quão grave é esse ensino, e quanto prejuízo tem causado ao povo de Deus. A Palavra nos instrui no sentido oposto ao que o mundo ensina.

O Salmo 34.3 repete uma verdade que se encontra em toda a Bíblia: se há um nome a ser engrandecido, esse é o Nome de Deus, e não de seres humanos. O Altíssimo, que vive eternamente, que tem o mundo em Suas mãos e que não depende de ninguém para cumprir os seus desígnios, que trouxe à existência todo o universo pela Sua Palavra, e que da mesma forma pode, se assim o desejar, fazer com que esse universo simplesmente deixe de existir.

Davi, nesse Salmo, nos conclama a engrandecer o Deus Eterno, e exaltar o Seu Nome. O ser humano é a criatura, e Deus é o Criador. Jamais podemos inverter essa ordem e exaltar a criatura, dedicando-lhe uma glória que pertence unicamente ao Criador.

Paulo, apóstolo de Cristo, em sua época já advertia quanto às consequências de se adorar a criatura em lugar do criador (Rm 1.18-27), revelando as consequências terríveis de tal proceder.

A Igreja de Cristo jamais deve perder o foco. Ela existe para glorificar a Deus e dar testemunho do Seu amor ao mundo, por meio do anúncio do Evangelho e da prática do amor. Essa Igreja não conseguirá cumprir sua missão se vier a se desviar do que a Palavra ensina, mas verá o Reino de Deus se espalhando sobre a terra se for fiel ao seu Senhor e dedicar toda a glória, toda a honra, todo o louvor e toda a adoração apenas a Deus, vivendo de forma a exaltar o Seu Santo Nome entre todos os povos. Amém.

José Vicente

domingo, 14 de junho de 2015

Alegria no SENHOR

"O coração alegre é como o bom remédio, mas o espírito abatido seca até os ossos." (Provérbios 17:22)
A alegria traz bem estar,  muda nossa forma de enxergar as coisas, transforma o ambiente,  faz muito bem à nossa saúde.  Já o abatimento traz tristeza, desânimo, negatividade e doenças,  pois impacta nosso sistema imunológico e afeta os órgãos do corpo,  em especial a mente. Em Deus temos motivos para cultivar alegria no coração mesmo diante de situações difíceis.  O Altíssimo,  criador do céu e da terra, que tem o universo em suas mãos,  nos ama e jamais nos abandona.  Ele se preocupa conosco,  embora nem sempre consigamos entender isso. O amor de Deus,  manifestado na entrega do Seu Filho,  Jesus Cristo,  para nossa redenção,  é motivo para vivermos com o coração alegre,  pois sabemos que o mundo é transitório,  mas o amor de Deus é eterno. Cultive a alegria,  pois o abatimento só trará dor e angústia.
José Vicente.

sábado, 13 de junho de 2015

DESCANSO NO SENHOR

"Observem os corvos: não semeiam nem colhem, não têm armazéns nem celeiros; contudo, Deus os alimenta. E vocês têm muito mais valor do que as aves!" (Lucas 12:24)
Medo, insegurança, ansiedade, solidão e tristeza são alguns dos sentimentos que atordoam as pessoas, que muitas vezes se sentem solitárias e desprovidas de amor. Porém, é necessário trazer à memória a Palavra de Jesus, ao dizer que Deus cuida não apenas da natureza por Ele criada, mas principalmente de nós, seres humanos, que Ele formou com tanto amor. Nunca estamos sozinhos nem desamparados, o Altíssimo é conosco. Não devemos ter medo, porque o Eterno nos protege. Ele nos cerca com amor e misericórdia, e nada nos falta, pois nEle temos sufiência de tudo. O elemento essencial para descansarmos em Deus é a fé. Creia e veja.
José Vicente

PILARES DA VIDA

Deus-Família-Trabalho. As bases de nossa existência devem seguir esta ordem. Deus é o Criador de tudo o que existe. Ele instituiu a família e o trabalho. Se Deus não for o alicerce, se Ele não tiver a primazia, a família não se firma e o trabalho não produz fruto abençoado. Assim também a família não deve ocupar o lugar de Deus, da mesma forma que o trabalho não pode tomar o lugar que é de Deus e da família. Muitos invertem a ordem, colocam o trabalho em primeiro lugar, e aos poucos vão se afastando de Deus e vendo a família se desestruturar. O que Deus fez para ser bênção não pode se tornar motivo de sofrimento e desunião. Sirva a Deus, ame sua família e seja diligente em seu trabalho.
José Vicente

DOMÍNIO PRÓPRIO

"O homem irritável provoca dissensão, mas quem é paciente acalma a discussão." (Provérbios 15:18)
Paciência é uma virtude escassa hoje em dia. As pessoas se irritam com facilidade, discutem, têm relacionamentos abalados porque não conseguem agir com calma e reflexão. Pessoas assim vão se isolando, pois ninguém gosta de estar com quem é um barril de pólvora. A paciência, por sua vez, conduz à paz, fortalece os vínculos, evita o sofrimento causado por atitudes impulsivas e irrefletidas. O paciente domina a si mesmo e consegue acalmar as pessoas em situações difíceis. O paciente escuta, reflete, aconselha, tem respostas brandas que aplacam a ira, é uma pessoa agradável. Sejamos mais pacientes com as pessoas, perdoando suas fraquezas, assim como Deus é extremamente paciente para conosco, apesar de nossas enormes falhas.
José Vicente.

TEMOR DO SENHOR

"O temor do SENHOR é fonte de vida, e afasta das armadilhas da morte." (Provérbios 14:27)
Temer a Deus é trata-lo com reverência, extremo respeito, procurando observar seus mandamentos em todos os momentos com coração obediente e grato. Quem teme a Deus não corre em busca de prazeres transitórios nem dedica sua vida ao que é contrário à Palavra de Deus, antes, se afasta do que é mau, e o Altíssimo guarda o seu caminho, de maneira que não venha a se enveredar na estrada larga que conduz à morte, mas se esforce por percorrer o caminho estreito que leva à vida em sua plenitude. Quem teme a Deus anda de forma prudente, pois é guiado pela Sabedoria do Alto.
José Vicente