domingo, 24 de março de 2019

Laços Familiares


Texto base: João 19.25-27

Nosso Mestre Jesus Cristo nos legou diversos ensinamentos durante sua caminhada como ser humano neste mundo, mas é interessante notar que até nos momentos que antecederam sua morte Ele continuou a nos ensinar por meio de suas palavras e atitudes.

Isto era algo bastante evidente em Jesus: suas atitudes tinham coerência com suas palavras. Ele ensinava por meio das palavras, mas também pelas atitudes, pela forma como conduzia sua vida, inclusive nos seus momentos finais como ser humano na terra, pregado numa cruz.

Nesta série de sermões estamos tratando sobre “As Palavras da Cruz de Cristo”. Frases que Ele falou pouco antes de morrer e que estavam carregadas de ensinamentos para todos os seus discípulos. A primeira palavra abordada foi relativa ao perdão (Lucas 23.34); a segunda, dizia respeito à salvação (Lucas 23.43); e hoje vamos abordar a terceira palavra, que se refere aos laços familiares (João 19.26-27).

Nós sabemos que a família é uma instituição de Deus. Quando Ele criou os primeiros seres humanos, aos quais chamou Adão e Eva, fê-los como um casal e disse-lhes: “frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra” (Gn 1.28). Ao longo de toda a Bíblia vemos como a família recebe especial atenção de Deus.

Atualmente, porém, a ideia de família como concebida por Deus vem sendo deixada de lado devido a ideias humanistas, que partem de pessoas que não aceitam se submeter a Deus e distorcem esse instituto sagrado criado pelo Altíssimo. A cada dia vemos mais famílias desestruturadas, onde não há a prática do amor e da misericórdia, mas parece que os próprios familiares se fazem inimigos uns dos outros, com brigas por motivos variados, desavenças que rompem relacionamentos e provocam feridas que não são devidamente tratadas, gerando pessoas amarguradas, adoecidas física, mental e espiritualmente.

E como consequência disso, vemos uma sociedade que gradativamente vai se corrompendo, perdendo valores morais, éticos e religiosos. Uma sociedade que pouco a pouco, por meio de condutas ditadas pelas filosofias do mundo, vai se afastando de Deus e fazendo justamente o oposto do que o Eterno orienta, em uma caminhada a passos largos para a destruição.

O diabo tem atacado justamente aquela que é a base para uma sociedade mais equilibrada e temente a Deus: a família. Assim vemos o crescimento do adultério, a entrada das drogas e outros vícios destrutivos dentro do lar, o desrespeito à autoridade dos pais por parte dos filhos, o abandono afetivo dos filhos pelos pais, enfim, diversas formas de aprisionamento espiritual que levam ao mesmo resultado: o esfacelamento familiar e a derrocada da sociedade.

Jesus, em um momento de extremo sofrimento, com o corpo todo machucado, pregado a uma cruz, demonstrou preocupação quanto à sua família terrena. E analisando a imagem traçada pelo texto bíblico que lemos, podemos extrair algumas lições que Cristo nos ensinou nos seus últimos momentos como ser humano neste mundo.

1.   Pais, jamais abandonem seus filhos (v. 25)
Quando Jesus, deixando a plenitude de sua glória celestial, veio a este mundo na forma humana, uma mulher foi escolhida para que ele pudesse ser gerado. Maria, uma jovem temente a Deus, recebeu a notícia por parte do anjo Gabriel, e se dispôs a ser instrumento do poder de Deus, em total submissão à vontade do Altíssimo.

José, esposo de Maria, recebendo revelação também dada por meio do anjo Gabriel, assumiu a paternidade terrena de Jesus, sabendo que Ele era fruto do Espírito Santo de Deus.

Esse casal criou Jesus com todo o amor, e o ensinou da melhor maneira possível. José foi um bom pai, e ensinou a Jesus o ofício da carpintaria. Eles formavam uma família que estava debaixo da autoridade do Pai Eterno.

E ali, naquele momento de grande agonia, quando o corpo sofria com fortes dores devido aos ferimentos causados pelas chicotadas, a coroa de espinhos na cabeça, os pregos nas mãos e nos pés, e a humilhação pública, Jesus olhou para o pé da cruz e lá avistou sua mãe, Maria, que acompanhava toda aquela tragédia com o coração despedaçado, sem poder fazer nada para salvar o filho de tão grande sofrimento.

Sim, a mãe de Jesus estava lá. Ela não o abandonou. Ela seguiu o filho e viu se cumprir o que fora dito por Simeão no dia em que Jesus foi levado ao tempo para ser circuncidado:

“33 O pai e a mãe do menino ficaram admirados com a proclamação feita a respeito dele. 34 Então Simeão os abençoou e revelou a Maria, mãe de Jesus: “Eis que este menino está destinado a ser o responsável pela queda e pelo soerguimento de multidões em Israel, e a ser um sinal de contradição, 35 de maneira que a intimidade dos pensamentos de muitos corações será revelada. Quanto a ti, todavia, uma espada traspassará a tua alma”.” (Lucas 2.33-35, King James Atualizada)

No momento mais difícil da vida de Jesus como homem, sua mãe estava lá, ao pé da cruz, sofrendo com Ele. José também estaria, mas segundo estudiosos da Bíblia, ele faleceu algum tempo antes, e por esta razão apenas Maria é mencionada. Imagine a dor que ela sentiu ao ver seu filho naquela situação! Por coisas muito menores, como um joelho ralado ou uma injeção dolorida sofremos ao ver nossos filhos experimentando alguma dor ou aflição, que dizer então de presenciar o filho sendo morto, sem poder fazer nada!

Infelizmente, essa não é a realidade vivida por muitas famílias hoje em dia. Há milhares de filhos que sofrem de abandono afetivo, não contando com os cuidados dos pais durante a fase em que mais precisam, que é a infância, e muito menos depois, nas demais fases da vida. Nem sempre os pais vivem separados fisicamente dos filhos, pois é possível que estejam morando todos na mesma casa, mas isso não impede o abandono, porque esses pais se omitem no seu dever de cuidar, educar, ensinar bons valores, dar amor, incentivar, procurar despertar as melhores qualidades dos filhos, etc.

Mas tão grave quanto o abandono afetivo – ou até pior - é o abandono espiritual. Quantos filhos estão crescendo sem que seus pais lhes ofereçam um adequado direcionamento espiritual! E isto traz consequências não apenas no que diz respeito aos relacionamentos com a família e a sociedade, mas impacta diretamente na forma como essa criança vai se relacionar com Deus.

O abandono espiritual pode ocorrer de diversas formas, e, por vezes, está presente em atitudes que não aparentam, em primeiro momento, tratar-se de um abandono. Ele acontece, por exemplo, quando os pais negligenciam o mandamento de Deus e deixam de ensinar aos filhos a Palavra de Deus! Em vez de apresentar o Deus Altíssimo aos filhos, apresentam personalidades deste mundo, deixando o Eterno fora do relacionamento familiar.

Também se faz presente quando os pais consentem que os filhos deixem de ir à igreja, seja na escola bíblica dominical ou no culto, para ficar em casa simplesmente navegando na internet, brincando com joguinhos no celular ou no computador, assistindo a programas televisivos que deseducam, etc.

Também há abandono espiritual quando os pais não oram por seus filhos e não os ensinam a orar. Quando não exercem a autoridade espiritual que receberam de Deus para abençoar os filhos e a responsabilidade de criá-los na disciplina e admoestação do Senhor (Efésios 6.4).

O abandono espiritual gera pessoas que não conhecem a Deus, que não guardam os Seus mandamentos, que não observam os princípios morais e éticos do Reino dos Céus, e que facilmente são influenciadas pelos valores do mundo, enveredando por caminhos que produzem sofrimento e aproximam cada vez mais do abismo.

Pais, jamais abandonem seus filhos. Caso não seja possível estar juntos fisicamente, seja porque os filhos não moram na mesma casa ou por qualquer outra causa, continuem orando por eles, rogando a proteção e as bênçãos do Altíssimo sobre a vida deles. Mesmo aqueles filhos que representam casos difíceis, que causam tristezas e sofrimentos por terem feito escolhas ruins, que parecem não ter jeito, precisam que seus pais estejam com eles, mesmo que sejam apenas em oração, clamando pela misericórdia de Deus.

Que os pais sigam o exemplo de Maria, e não abandonem os filhos.

2.   Filhos, honrem seus pais (v. 26 e 27a)
Jesus, nesta passagem, nos dá um ensinamento maravilhoso e inigualável: estando prestes a morrer, pendurado na cruz e todo ferido, experimentando uma dor que nem mesmo conseguimos imaginar, preocupou-se com sua mãe e procurou meios de ter certeza de que ela ficaria amparada.

Em uma situação como aquela, Jesus mostrou o quão essencial é a prática do amor, deixando de pensar em si mesmo para se preocupar com sua mãe. E assim agindo, Ele estava cumprindo o mandamento ordenado em Êxodo 20.12: “Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá.”

Jesus era judeu, e cumpria os mandamentos dados pelo Pai, dentre os quais o de honrar pai e mãe. E ele mesmo ensinou esse mandamento em mais de uma oportunidade. Quando respondeu ao jovem rico o que deveria fazer para ser salvo (Mateus 19.19); e também quando censurou os fariseus por quebrarem os mandamentos para guardar tradições (Marcos 7.9-13). Paulo, apóstolo de Jesus, também exortou os cristãos a guardarem esse mandamento tão importante, conforme Efésios 6.2 (“Honra teu pai e tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa, para que tudo te corra bem e tenhas longa vida sobre a terra”).

Os filhos honram os pais quando os respeitam. Quando reconhecem sua autoridade e se submetem em obediência, sabendo que os pais receberam de Deus essa autoridade. Quando são gratos por tudo que os pais fazem e já fizeram para que pudessem crescer e se tornar pessoas de bem. Quando cuidam dos pais no momento em que estes necessitam.

Jesus sempre foi um bom filho, e, conforme é narrado em Lucas 2.51, era obediente aos pais quando criança, sujeitando-se à autoridade deles:

“E desceu com eles para Nazaré; e era-lhes submisso. Sua mãe, porém, guardava todas estas coisas no coração.” (Lucas 2.51)

E naquele momento terrível, no fim de sua vida terrena, Jesus ainda procurou honrar sua mãe, não a deixando desamparada, mas providenciando uma boa pessoa que cuidaria dela como se fosse um verdadeiro filho.

O ensino de Jesus nos leva a pensar na forma como tratamos nossos pais. Será que nós os estamos honrando com nossas palavras e atitudes? Será que respeitamos sua autoridade de pais ou lidamos com eles da mesma forma que nos relacionamos com amigos e outras pessoas que não são da família?

Infelizmente os meios de comunicação veiculam com certa frequência notícias sobre idosos abandonados em asilos ou em suas próprias casas, sem o cuidado dos filhos ou de qualquer outra pessoa da família. Pessoas que, no momento em que já não têm forças físicas nem mentais para os atos da vida, precisam de atenção e amparo, mas são deixadas de lado por pessoas egoístas e que desconhecem o amor de Deus.

Mas o cristão recebe de Deus a incumbência de ser diferente do restante do mundo, caminhando na contramão de todos aqueles que não têm Jesus como Senhor. O cristão é chamado a guardar os mandamentos de Deus, a andar em obediência ao Altíssimo, portanto, o que se espera de alguém que afirma crer em Jesus é que siga o Seu exemplo de amor e cuidado para com os pais.

Vejamos o que Paulo nos diz sobre isto:

“Mas se uma viúva tem filhos ou netos, que estes aprendam primeiramente a colocar a sua religião em prática, cuidando de sua própria família e retribuindo o bem recebido de seus pais e avós, pois isso agrada a Deus.” (1 Tim 5.4)

Notem que Paulo deixa bastante claro que o cuidado com os pais e avós representa a prática da religião que a pessoa diz seguir. Isso reflete exatamente o ensinamento de Jesus, baseado em um amor prático, não apenas teórico.

E ainda que se trate de pais que tenham cometido erros, que tenham agido mal, que tenham causado sofrimentos à família, que, de acordo com o entendimento deste mundo não mereçam respeito e cuidado, somos chamados por Jesus a perdoar e demonstrar misericórdia e amor. Ora, se Jesus nos manda amar até mesmo os inimigos, que dizer, então, dos pais que nos geraram, mesmo que sejam pessoas reprováveis!

Que o amor de Cristo seja abundante em nossos corações para que sejamos filhos conforme a Palavra de Deus.

3.   Cuidar de nossa família é por em prática a nossa fé (v. 25 e 27)
O texto bíblico nos mostra que, ao pé da cruz, não estava apenas Maria, a mãe de Jesus, mas com ela estava sua irmã, que era tia de Jesus. Também se faziam presentes ali Maria Madalena e João, que eram seus discípulos.

João, ao ouvir as palavras de Jesus, passou a cuidar de Maria como se fosse sua própria mãe. Segundo estudiosos, João era filho de Salomé - esposa de Zebedeu -, irmã de Maria, portanto, era seu sobrinho e primo de Jesus.

Jesus era o filho primogênito de Maria, e a ele incumbiria o cuidado com a mãe. Mas, diante de sua iminente morte, ele escolheu João, o discípulo amado, para tomar conta de Maria. Poderia ter escolhido algum de seus irmãos, mas a Palavra nos revela que nem os irmãos criam em Jesus (João 7.5). Então, Ele preferiu escolher alguém que sabia ser um homem de Deus.

Por meio desse cenário e de suas palavras, Jesus nos ensina que os laços familiares são muito importantes, e que devemos cuidar uns dos outros. A família biológica é aquela na qual nascemos, composta por pais, avós, tios, irmãos, sobrinhos, etc. 

Interessante notar que, no Brasil, a Constituição Federal prevê o dever familiar com relação ao cuidado de crianças, adolescente, jovens e idosos, conforme abaixo transcrito:

“Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.”

“Art. 229. Os pais têm o dever de assistir, criar e educar os filhos menores, e os filhos maiores têm o dever de ajudar e amparar os pais na velhice, carência ou enfermidade.”

“Art. 230. A família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas, assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e bem-estar e garantindo-lhes o direito à vida.”

Observe-se que nos três artigos constitucionais a primeira entidade responsável é a família, seguida pela sociedade e pelo Estado.

O texto constitucional pode ser visto por muitas pessoas como algo bonito e inovador, mas para nós, cristãos, ele apenas fala de algo que uma Lei muito maior já tratou há milhares de anos. Sim, a Lei de Deus, que existe há muito mais tempo do que nossa Constituição, já definia os deveres de cuidado da família em relação aos seus integrantes, e também determinava a responsabilidade da sociedade e do Estado nessa tarefa.

Com relação ao cuidado com a família biológica, observe-se o que nos diz Paulo:

“Se alguém não cuida de seus parentes, e especialmente dos de sua própria família, negou a fé e é pior que um descrente.” (1 Tim 5.8)

De fato, há muitos descrentes que tratam melhor seus familiares do que alguns cristãos, que deveriam ter um procedimento diferente e dar um testemunho de fidelidade a Jesus.

Irmãos, cada um de nós foi colocado em uma família biológica com um propósito. Deus quer que, por meio de nossa conduta, de nosso testemunho, nossa família seja transformada. Somos chamados a ser agentes da paz, conciliadores, a demonstrar solidariedade para com os que necessitam. Deus espera que, no seio familiar, nossa fé seja posta em prática e, com isto, muitas pessoas venham a conhecer o amor de Deus.

Por outro lado, além de possuirmos nossa família biológica, também fazemos parte da família da fé, que é aquela à qual estamos ligados pelo sangue de Jesus, composta por todos aqueles que compartilham da mesma fé no Salvador.

Assim nos ensina Paulo:

“Portanto, vocês já não são estrangeiros nem forasteiros, mas concidadãos dos santos e membros da família de Deus” (Efésios 2.19)

Por isto chamamos uns aos outros de irmãos, pois em Cristo assim o somos. E essa família da fé é gigantesca, alcançando pessoas que nem mesmo conhecemos, em diversos lugares do planeta onde a fé em Jesus é uma realidade.

E quanto à família da fé, Paulo também ensina:

“Portanto, enquanto temos oportunidade, façamos o bem a todos, especialmente aos da família da fé.” (Gálatas 6.10)

A Bíblia nos revela que Deus quer que nos disponhamos a ser instrumentos para edificação do corpo de Cristo, a Igreja, exercitando nossos dons, cooperando uns com os outros, agindo com misericórdia e amor, oferecendo suporte aos mais fracos, trabalhando para que haja harmonia no Corpo. Assim, a Bíblia nos exorta a que nos amemos com sinceridade e busquemos o bem do nosso próximo:

“Dediquem-se uns aos outros com amor fraternal. Prefiram dar honra aos outros mais do que a si próprios.” (Romanos 12:10)

O amor deve permear nossas relações familiares, tanto no seio da família biológica ou como da fé. Fazemos parte de duas famílias e cumpre a nós amar as duas, cuidar uns dos outros, buscar a harmonia entre seus membros, atuar como verdadeiros emissários do Reino de Deus, de forma que nosso Pai Celeste seja glorificado.

Conclusão
Em seus últimos momentos como homem neste mundo, Jesus nos ministrou ensinamentos que devem fazer parte de nosso cotidiano, uma vez que cabe a nós, como Seus discípulos, de nossos filhos, honrarmos nossos pais e cuidarmos uns dos outros, tanto na família biológica como da fé, pois isso é agradável a Deus e demonstra que realmente amamos ao Pai Eterno, pois a obediência é prova do amor que temos ao Altíssimo.

Que nossas vidas espelhem a fé que professamos. Sejamos melhores pais, zelando pela integridade espiritual, moral e física de nossos filhos. Sejamos melhores filhos, honrando nossos pais e avós. E façamos a diferença no seio familiar – consanguíneo e da fé -, porque assim estaremos colocando em prática tudo o que aprendemos de nosso Senhor Jesus Cristo.

Que Deus seja louvado!
José Vicente Ferreira

sábado, 8 de setembro de 2018

ATITUDES DE QUEM QUER USUFRUIR DAS BÊNÇÃOS DE DEUS


Texto base: Números 13.25-33; 14.1-12


Qual seria a sua resposta à seguinte pergunta: “Você gostaria de usufruir das bênçãos de Deus em sua vida?”.
É bem provável que, em se tratando de pessoas que creem em Deus, 100% delas responderiam afirmativamente. Mas, vamos mudar um pouco a pergunta: “Você QUER usufruir das bênçãos de Deus em sua vida?”

Agora, certamente muitas pessoas continuaram a responder afirmativamente, mas surgiu nas suas mentes uma pontinha de dúvida: afinal, existe alguma diferença entre as duas perguntas? Será que afirmar que eu gostaria não é a mesma coisa de dizer que eu quero? Vamos tentar descobrir isso.

Analisando a passagem lida, percebemos que se trata do momento em que o povo de Israel, liderado por Moisés e Arão, chegou às proximidades de Canaã, terra prometida por Deus, e seguindo orientação do Altíssimo, foram enviados 12 espias para conhecer a terra e trazer informações sobre os povos que ali habitavam, como eram as cidades e se o solo era produtivo. Quando os doze retornaram, trouxeram ótimas informações sobre Canaã. Apresentaram um cacho de uvas muito grande, carregado por dois homens, além de romãs e figos. Falaram que o solo produzia de forma maravilhosa, todavia, também avisaram que os povos que ali habitavam eram poderosos e numerosos, havendo gigantes entre eles.

Até aí nenhum problema, porque eles estavam fazendo o relatório de tudo quanto haviam visto. Mas as coisas começaram a se complicar quando dez dos espias, após ouvirem Calebe conclamando o povo a subir e possuir a terra, passaram a desencorajar os israelitas, dizendo que não poderiam fazer aquilo, pois os habitantes de Canaã eram muito mais fortes que o povo de Israel. Chegaram a dizer que aquela era uma terra que devorava seus moradores. Com isto, os dez levaram todo o povo a murmurar e se voltar contra Moisés e Arão, desejando retornar ao Egito.

Quando Josué e Calebe tentaram convencer o povo de que era possível conquistar a terra, pois Deus era com eles, toda a congregação queria apedrejá-los.

O restante do relato bíblico nos mostra que, conforme Deus havia determinado após a murmuração do povo, daquela geração apenas Josué e Calebe entraram na terra prometida, e os filhos com menos de vinte anos de idade de todo aquele povo, sendo que os restantes permaneceram durante quarenta anos no deserto, até que morressem, sem lhes ser permitido entrar em Canaã.

Observemos que Deus tinha bênçãos grandiosas reservadas para o Seu povo. Canaã era uma terra maravilhosa, onde Israel se instalaria e contaria com solo fértil, experimentaria prosperidade e felicidade, além de derrotar os inimigos porque Deus iria à frente nas batalhas. Entretanto, diante da atitude que adotaram, aquelas pessoas não puderam provar as bênçãos que Deus havia lhes preparado, e que somente foram contempladas por Josué, Calebe e a geração que na época tinha menos de vinte anos de idade, e isso muitos anos depois.

É bem possível que, em nossa caminhada com Deus, muitas vezes deixemos de usufruir de bênçãos que o Altíssimo tem reservado para nós, apenas por causa de atitudes equivocadas que tomamos, e que repercutem negativamente em nossa espiritualidade, demonstrando que não estamos prontos para receber alguns presentes maiores da parte do Pai.
 

Olhando para o texto bíblico, vamos destacar uma atitude básica que deve ser observada por quem realmente quer provar plenamente as bênçãos do Altíssimo, listando alguns de seus desdobramentos:


     1)    DISPOSIÇÃO PARA FAZER O QUE É NECESSÁRIO

Logo no início eu perguntei se haveria diferença entre “eu gostaria de usufruir das bênçãos de Deus” e “eu quero usufruir das bênçãos de Deus”. E sou levado a dizer que sim, há diferença, pois não se trata de expressões sinônimas.

Quando alguém diz “eu gostaria de ser, ter ou fazer algo”, isto está mais ligado a um desejo, um sonho, que nem sempre vem carregado da atitude necessária para que ele se torne realidade. Eu, por exemplo, gostaria de conhecer o Japão, mas nunca fiz absolutamente nada que me permitisse concretizar esse desejo, logo, não posso esperar visitar aquele país um dia sem antes me dispor a fazer o que é necessário.

Podemos exemplificar, ainda, com a questão da saúde física. Todos, com certeza, gostariam de ter uma ótima saúde e experimentar um nível elevado de qualidade de vida. O problema é que, embora todas as pessoas afirmem que gostariam de ter ótima saúde, são pouquíssimas as que realmente adotam atitudes para alcançar esse fim. A imensa maioria não se dispõe a abandonar hábitos alimentares ruins nem a adotar hábitos saudáveis, pois isto envolveria sair da zona de conforto, renunciar a coisas que dão prazer.

Por outro lado, a frase “eu quero” traz em si o sentido de disposição para fazer o que é necessário para alcançar aquilo que se pretende. Assim, quem diz que quer melhorar sua saúde, provavelmente terá disposição para deixar de lado o que possa lhe trazer danos e abraçará o que resulte em benefícios, não se prendendo ao prazer momentâneo, mas à alegria de viver bem e glorificar a Deus cuidando desse valioso presente que Ele nos deu.

Portanto, a principal atitude para quem realmente quer experimentar as bênçãos de Deus é ter disposição para fazer o que é necessário.

Todo o povo de Israel gostaria de entrar em Canaã. Desde a saída do Egito esse sonho era acalentado nos corações. O problema é que, já durante a caminhada, Israel vinha demonstrando certa relutância em confiar que Deus tornaria esse sonho uma realidade. E quando, às portas de Canaã, eles ficaram sabendo que a entrada não seria de todo pacífica, pois havia povos fortes habitando naquele lugar e isso envolveria conflitos, demonstraram que não estavam dispostos a pagar o preço para ver o sonho realizado.
Os únicos que demonstraram disposição para ir adiante e pagar o preço foram Josué e Calebe, porque eles realmente queriam entrar na terra prometida, queriam se apossar da bênção que Deus havia reservado especialmente para Seu povo, e essa vontade gerava neles a coragem de fazer o que fosse necessário.
Assim como Josué e Calebe, se quisermos desfrutar das inúmeras bênçãos que Deus tem preparado para nós, precisamos nos dispor a fazer o que for necessário. Sim, receber bênçãos tem a ver com a nossa disposição.


(i)  Disposição para sair da zona de conforto. Israel pensava que bastaria chegar a Canaã e entrar, sem maiores esforços. Deus já havia suprido o povo com alimento, água, manutenção das vestes e dos calçados, então Deus entregaria a terra limpa e desocupada, sem a necessidade de lutas. Mas ao perceber que haveria a necessidade de lutar, de alterar algo no seu ritmo de vida, o povo desanimou e quis retornar ao Egito.

Quem vive na zona de conforto não cresce e não se torna útil, além de não receber bênçãos que gostaria de receber, mas que não está disposto a fazer esforços para conseguir. Não se trata de uma barganha com Deus, mas de estar preparados para fazer o que nos cabe no relacionamento com o Altíssimo.

Aquela pessoa que, tendo recebido dons de Deus, insiste em ficar sentada nos bancos da igreja sem assumir suas responsabilidades no Corpo de Cristo, está deixando de abençoar vidas, assim como está impedindo que muitas bênçãos sejam derramadas sobre si mesma. Ela está acomodada na zona de conforto e não quer sair. 

Quem acha que apenas por se autodenominar cristão e frequentar os trabalhos desenvolvidos em sua congregação está fazendo o suficiente e que com isso Deus já pode lhe enviar toda sorte de bênçãos, está muito enganado, pois Deus quer que cresçamos dia a dia, e não que sejamos pessoas acomodadas.

Saia da zona de conforto.


(ii)  Disposição para renunciar ao que possa atrapalhar nossa intimidade com o Altíssimo. Durante toda a caminhada no deserto o povo de Israel deixou claro que ainda carregava o Egito dentro de si. E agora, perto de entrar em Canaã, mais uma vez ocorreu a demonstração de que aquelas pessoas ainda não haviam lançado fora os valores do Egito, pois bastou o relato da existência de povos fortes na terra prometida para logo falarem em voltar para o Egito (14.1-4).

Eles não haviam ainda renunciado ao Egito. Carregavam-no consigo bem vivo no coração e o tinham como um lugar para onde poderiam retornar caso não se dessem bem na nova vida.

Assim são muitos cristãos, pois embora tenham passado a fazer parte da Igreja de Cristo, continuam com seus corações divididos, lembrando-se frequentemente dos valores e prazeres do mundo, e vislumbrando a possibilidade de retorno caso a vida com Cristo se torne difícil, o que não raras vezes acontece, pois a vida cristã é repleta de desafios e dificuldades.

Não é possível usufruir plenamente das bênçãos de Deus assim. Deus não aceita que andemos coxeando entre dois caminhos (1Rs 18.21). Jesus já disse que não é possível servir a dois senhores (Mateus 6.24), ou seja, não há como estar com os pés em duas canoas. Ou estamos com Cristo ou estamos com o mundo, mas pretender andar com um e ter o outro como válvula de escape é impossível.

Precisamos ter disposição para renunciar a tudo o que possa comprometer nossa comunhão com Deus, seja um vício, um pecado oculto, um comportamento que acaba levando à prática de pecados, uma forma de pensar que não encontra guarida na Bíblia, a busca inconsequente de prazer, o excessivo apego a coisas materiais, não importa o que seja, deve ser lançado fora.



(iii) Disposição para confiar em Deus e enfrentar nossos medos e os gigantes que nos assombram. Josué e Calebe exortaram os irmãos israelitas dizendo: não temais o povo dessa terra” (14.9). Eles sabiam que o medo era um poderoso inimigo, mas que era necessário superá-lo para tomar posse da terra prometida por Deus.

Aquelas pessoas, contudo, recuaram diante do medo e dos gigantes, e, assim, a bênção que esperavam não veio, pois foram impedidas de entrar em Canaã.

O medo é, de fato, algo que pode nos paralisar, mas o que deve nos motivar a seguir em frente não é a nossa própria coragem, e, sim, a confiança em Deus, que caminha conosco e é maior do que qualquer obstáculo.

Os israelitas prestaram atenção à força dos adversários, à estatura dos guerreiros inimigos, e deixaram de observar o tamanho do Deus a quem serviam e que havia feito a promessa de lhes dar aquela terra. Assim, concentrando-se apenas nos empecilhos, ficaram impossibilitados de enxergar a solução, que era o próprio Deus, pois bastaria que dessem ouvidos a Josué e Calebe, que os relembravam de que o Altíssimo cumpriria Sua promessa, para que seu destino tivesse sido diferente.

Deus disse que o povo não cria nEle: “Disse o SENHOR a Moisés: Até quando me provocará este povo e até quando não crerá em mim, a despeito de todos os sinais que fiz no meio dele?” (14.11)

Quando ficamos paralisados diante de nossos medos e não enfrentamos os gigantes que se colocam em nosso caminho, demonstramos falta de confiança no poder de Deus, que assegurou que estaria conosco continuamente.

Seguir em frente, com fé em Deus, nos faz mais fortalecidos a cada dia, e torna nossos laços com o Pai Eterno mais profundos, de maneira que entregamos a Ele todos os nossos temores, e fazemos aquilo que Pedro nos orientou: “Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que Ele, em tempo oportuno, vos exalte, lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.” (1Pe 5.6-7)

Assim, veremos maravilhados o poder de Deus agindo em nosso favor.

(iv) Disposição para deixar a murmuração. A Bíblia nos ensina que a murmuração é um dos pecados que mais provocam a ira de Deus. Durante a caminhada no deserto Israel murmurou demasiadamente. Tudo era motivo para reclamação e para se lembrarem da vida no Egito, que, embora sofrida, aos seus olhos parecia melhor do que andar no deserto sob os cuidados do Altíssimo.

E tão logo os dez espias deram uma visão pessimista quanto à possibilidade de tomar posse da terra de Canaã, todo o povo se pôs a murmurar contra Moisés e Arão, os líderes que os haviam conduzido até aquele lugar (14.1-4).

Deus, que já não se agradava das constantes reclamações do povo ao longo da jornada, mais uma vez irou-se e disse: “Até quando sofrerei esta má congregação que murmura contra mim? Tenho ouvido as murmurações que os filhos de Israel proferem contra mim.” (14.27-28). E foi então que Deus reafirmou seu decreto de que todos aqueles com mais de vinte anos de idade não entrariam em Canaã: “Neste deserto, cairá o vosso cadáver, como também todos os que de vós foram contados segundo o censo, de vinte anos para cima, os que dentre vós contra mim murmurastes; não entrareis na terra a respeito da qual jurei que vos faria habitar nela, salvo Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num.” (14.29-30)

A murmuração é um pecado que indica, principalmente, ingratidão para com Deus. É a falta de reconhecimento de tudo quanto o Altíssimo tem feito por nós, que nos leva inclusive a não confiar nas promessas dEle, achando que até podemos ter soluções melhores do que as de Deus. Para o murmurador nada está bom. Por isso ele não está apto a receber mais bênçãos de Deus, pois um coração cheio de ingratidão não tem espaço para novas dádivas do Pai.

Os israelitas reclamavam do deserto, do sol, da água, do maná que Deus enviava do céu, dos líderes levantados por Deus, da necessidade de terem que lutar, enfim, eles não conseguiam manifestar gratidão ao Pai em nada, mas apenas reclamavam mais e mais.

Nosso coração tem que ser repleto de gratidão. Precisamos aprender a olhar para tudo o que já recebemos de Deus e render graças ao Altíssimo, mesmo que estejamos passando por momentos difíceis, porque enquanto estamos vivos podemos contar com o SENHOR para nos ajudar a vencer os obstáculos, e após a morte, poderemos usufruir da promessa de vida eterna com Cristo. Gratidão é a palavra chave para termos uma vida mais abençoada por Deus e contemplarmos a concretização das promessas do Altíssimo em nossas vidas.

Josué e Calebe, que renunciaram à murmuração, viram a promessa se cumprir. Os murmuradores morreram no deserto, sem conseguirem alcançar o que desejavam.

Sejamos pessoas gratas a Deus.




(v)     Disposição para obedecer a Deus. No capítulo 14.9, Josué e Calebe dizem ao povo: “tão somente não sejais rebeldes contra o SENHOR”. Ali estava um povo que tinha dificuldades em obedecer a Deus. E diante do desafio que se desenhava à sua frente, a Israel caberia obedecer à voz de Deus e confiar nEle para marchar e tomar posse da terra prometida, entretanto, o próprio Deus disse que o povo reiteradamente o desobedecia: “nenhum dos homens que, tendo visto a minha glória e os prodígios que fiz no Egito e no deserto, todavia, me puseram à prova já dez vezes e não obedeceram à minha voz” (14.22).

Obediência é fundamental no caminho para alcançar bênçãos de Deus. Saul foi repreendido por Samuel justamente nessa área: “Porém Samuel disse: Tem, porventura, o SENHOR tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, melhor do que a gordura de carneiros” (1Samuel 15.22).

E o mesmo Samuel advertiu de que “a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a idolatria” (1Samuel 15.23), o que deixa evidente que a desobediência é algo que desagrada profundamente a Deus, não apenas impedindo que experimentemos a plenitude das bênçãos para nós preparadas, como também trazendo sobre nós a disciplina do Pai para nos corrigir, porque Ele nos ama.

Infelizmente a quantidade de cristãos que desejam as bênçãos do Altíssimo sem manifestarem disposição para obedecê-lo é enorme. Por mais que haja conhecimento da Palavra, ela é deixada de lado ou então é torcida para se adaptar ao gosto pessoal de cada um, de maneira que seja possível desobedecer a Deus sem que isso represente um peso na consciência, que muitas vezes está cauterizada pela prática constante desse pecado.

Somos exortados, pelo exemplo de Josué e Calebe, a termos uma vida de obediência a Deus, colocando a nossa vontade submissa à vontade do Pai. A oração que Jesus fez quando estava no Getsêmani deve ser também a nossa oração: “Pai, se queres, passa de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua” (Lucas 22.42).



(vi)          Disposição para esperar o tempo de Deus. Dos doze espias enviados a Canaã, os dez que desencorajaram o povo morreram atingidos por pragas, enquanto os dois que exortaram o povo a entrar seguiram firmes e, quarenta anos depois, viram a promessa de Deus se cumprir (14.36-38). Josué e Calebe poderiam se sentir desanimados ao saberem que teriam que aguardar mais quarenta anos para poderem ver a concretização do sonho de entrar em Canaã, entretanto, eles permaneceram firmes e aguardaram o cumprimento do tempo de Deus.

Quarenta anos é um tempo considerável. Não se trata de poucas semanas, mas um longo período na vida de qualquer pessoa. Poderia parecer tempo demais. Talvez tempo suficiente para levar qualquer um a desanimar. Mas Josué e Calebe tiveram paciência.

Os tempos modernos induzem as pessoas ao instantâneo. Tudo tem que ser para já, e esperar é algo que causa irritação e desencorajamento. As pessoas fazem investimentos financeiros e querem o retorno imediatamente. Tomam medicamentos e acham que a cura tem que ocorrer no ato. Da mesma forma, oram e acreditam que Deus tem que responder na hora, e se houver a necessidade de esperar por uma resposta divina, logo desanimam e dizem que suas orações não são ouvidas, ou são tomadas de ansiedade.

Esperar o tempo de Deus é um grande desafio para o ser humano. Aquietar o coração e aguardar o cumprimento da vontade de Deus é um exercício de humildade e submissão que nem todos estão dispostos a fazer.

Davi foi um homem que soube esperar. Após ser ungido por Saul, ele aguardou entre vinte e quarenta anos para assumir o reino de Israel, sem jamais tentar tomar o trono à força ou “colaborar” para que a promessa de Deus se cumprisse mais rapidamente, e em um de seus salmos Davi fala sobre o esperar em Deus: “Com efeito, dos que em ti esperam, ninguém será envergonhado” (Salmo 25.3)

A paciência é um elemento vital para que vejamos muitas bênçãos de Deus sendo derramadas sobre nós e nossas famílias. Saibamos esperar em Deus.


CONCLUSÃO

Todos nós somos abençoados por Deus em Cristo Jesus, mas há bênçãos específicas que o Pai tem reservado para cada um de nós, individualmente. Usufruir dessas bênçãos é um desejo que deve estar em nossos corações, mas para isso precisamos estar dispostos a fazer o que é necessário, observando a Palavra de Deus e buscando uma vida de maior comunhão com o Altíssimo, em um caminhar que demonstre nossa confiança no SENHOR acima de tudo.

Que Deus nos dê coração grato, confiante e obediente, para podermos contemplar tudo o que Ele já preparou para nós, não apenas nesta vida, mas também na que está por vir. Amém.

José Vicente