quarta-feira, 13 de agosto de 2014

ROBIN WILLIANS: A ÂNSIA PELA ETERNIDADE E OS DESACERTOS DA VIDA




Nesta semana o mundo foi surpreendido com a notícia de que Robin Willians foi encontrado morto em sua residência. As informações divulgadas até o momento levam a concluir que ele cometeu suicídio, enforcando-se com um cinto, após ter tentado cortas os pulsos, sem êxito.

É surpreendente porque se trata de uma pessoa muito bem sucedida em termos de padrões deste mundo. Ele era um ator extremamente talentoso e interpretava seus personagens com uma maestria que pouco se vê nos dias atuais. Tinha uma situação financeira extraordinária, resultado do reconhecimento de seu talento pela indústria cinematográfica e pelo mundo todo. Interpretava papéis muito interessantes, e passava a impressão de ser uma pessoa realizada com tudo o que havia conquistado.

A morte de Robin Willians, porém, revela uma realidade que muitas vezes é esquecida: ela era um ser humano.

Embora não se trate da descoberta do século, ante a obviedade da afirmação quanto à humanidade de Robin, é fato que pessoas como ele são tratadas, muitas vezes, como se estivessem um degrau acima da simples condição de seres humanos. É algo que acontece com as grandes personalidades e com aqueles que, de alguma forma, exercem influência sobre as demais pessoas, seja por seu talento ou por se destacarem em alguma área específica, como os artistas e atletas.

Tais pessoas acabam sendo vistas como semideuses, inabaláveis, quando na verdade não passam de seres humanos como todos nós, sujeitos a medos, fraquezas, angústias e necessitadas de amor, compreensão, amizade. Assim, por maiores que sejam as conquistas alcançadas, por mais que se acumulem riquezas materiais, toda a veneração dispensada pelo mundo não preenche lacunas existentes na alma do ser humano.
Se há fama e riqueza, mas não há amor sincero, autêntico, revelando-se apenas proximidades interesseiras de pessoas que não enxergam o ser humano, olham apenas para o que ele representa e o que possui, tudo é vão e insuficiente para acalentar uma alma faminta.

A Bíblia traz a seguinte revelação:

“Ele fez tudo apropriado a seu tempo. Também pôs no coração do homem o anseio pela eternidade; mesmo assim este não consegue compreender inteiramente o que Deus fez.” Eclesiastes 3:11 (NVI)

Cada ser humano tem em si o sentido da eternidade, o anseio, por vezes incompreendido, por coisas que extrapolam a simples materialidade. Justamente por não conseguir alcançar o sentido disto, muitos mergulham na busca por dinheiro, fama, prazer, poder, mas quanto mais fundo chegam no mar dessas materialidades, mais longe se encontram da eternidade que foi posta em seus corações, porque estão trafegando em sentido contrário.

O conhecimento de Deus é que traz a resposta a esse anseio pela eternidade – que a maioria não consegue identificar desta forma -, e preenche as lacunas existentes no âmago do ser.

As filosofias deste mundo não são capazes de levar o ser humano ao caminho que o conduza à realização dos anseios da alma. O intelecto também não leva a atingir esse alvo. A glória das coisas efêmeras não se aproxima da glória de conhecer a Deus.

Robin Willians tinha tudo, mas não havia conseguido o principal, que era a resposta ao anseio pela eternidade pulsando em seu coração. Infelizmente, ele tentou ser feliz até mesmo apelando para o álcool e as drogas, e vivia em constante conflito interior para se livrar dessas prisões, porém foi vencido.

Gosto muito dos trabalhos realizados por Robin Willians. Trata-se de um ator fantástico. Sinto muito pelo que lhe aconteceu, e gostaria que tivesse sido diferente. Mas há um exército de pessoas como ele, procurando desesperadamente o caminho para uma vida plena, onde as lacunas da alma sejam preenchidas, e esse Caminho é um só: Jesus Cristo.

“Jesus respondeu: Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai, ao não ser por mim.” João 14.6

Nossas orações pelos familiares. Que o Altíssimo lhes conceda o consolo neste momento difícil. Também oramos pelos admiradores desse ator tão talentoso que partiu de forma tão triste e inesperada. Que esse acontecimento nos traga um despertar para compreendermos nossa natureza e as futilidades das coisas deste mundo, que não se comparam com o que Deus tem preparado para os que O amam (Rm 8.18).

José Vicente

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

SEJA RESTAURADO POR JESUS


Texto base: Mateus 8.1-4

Jesus concluiu sua série de ensinamentos sobre as características de um cidadão do Reino de Deus, no chamado Sermão do Monte, e as multidões estavam maravilhadas com a doutrina por ele ministrada. Eles viram em Jesus um Mestre muito diferente, porque Suas palavras eram carregadas de amor, e havia sinceridade em seu modo de se dirigir às pessoas. Jesus atraia para si aquelas pessoas que eram rejeitadas ou que recebiam ensinamentos equivocados, e procurava mostrar-lhes o amor de Deus na prática.

Jesus era cativante, e as multidões queriam ouvir seus ensinamentos, embora nem todos estivessem dispostos a segui-lo de verdade.

Logo após descer do monte, Jesus se deparou com um homem diferente, um leproso que, vendo em Jesus a sua única chance de cura, foi até a sua presença rogar um milagre. Jesus, então, pôs em prática o que ensinara à grande multidão, ou seja, demonstrou amor e misericórdia, agindo em favor daquele homem.

Há muitas lições que podemos extrair dessa passagem, mas vamos destacar algumas.

1)      Quem era o leproso?
A Bíblia não apresenta a identidade do leproso, apenas fala sobre sua doença e sua atitude para obter a cura. Não é mencionado o seu nome, assim como não se diz quem eram seus pais, se tinha esposa ou filhos, enfim, nenhuma informação que dê uma pista sobre quem era aquele homem.
O que se sabe é que ele era uma pessoa comum, como eu e você. E ele tinha uma doença muito grave, pois naquela época a lepra não tinha cura. A medicina não estava evoluída como nos dias atuais. A lepra era uma doença que provocava a exclusão social do doente.
Com base nas informações bíblicas, inclusive considerando o contido no Livro do Levítico, podemos descobrir algumas coisas sobre aquele homem:

a)      Era um homem que vivia afastado de sua família: um leproso tinha que sair de sua casa e habitar em um local em que não houvesse contato com pessoas sadias, fora do arraial (da cidade). Não tinha como receber visitas dos entes queridos. Se houvesse dia dos pais naquela época, ele não poderia abraçar seu filho nem seu pai. Ele não podia participar dos almoços em família, usufruir de momentos de lazer com a esposa e filhos muito menos acompanhar o crescimento destes. Ele não teria o prazer de ensinar a Lei de Deus aos filhos, de instruí-los no caminho do Senhor.

b)      Era um homem que vivia afastado de seus amigos: sair com os amigos era algo impossível. Qualquer proximidade era proibida, para não haver contaminação. Ele só poderia conversar com os novos amigos, outros leprosos como ele, condenados à morte, porque a cura era praticamente impossível.

c)       Era um homem que vivia afastado da comunhão com Deus e com os irmãos: o leproso era considerado imundo, impuro, e não podia participar dos cultos a Deus com os demais irmãos na fé. Ele não podia oferecer sacrifícios ao Senhor, ante sua condição de imundo. Se alguém tocasse nele, também se tornaria impuro e teria que passar pelo ritual de purificação. Aquele homem não podia entrar na sinagoga, não podia ir ao Templo levar ofertas e sacrifício a Deus.

Era uma vida solitária, triste, e não era de admirar que pessoas assim talvez desejassem a morte, porque a vida perdia o sentido. Por causa de uma doença, ele se via privado de praticamente tudo na vida, e sofria continuamente.

Hoje, muitas pessoas se identificam com aquele leproso. Nem sempre por terem uma enfermidade grave como a dele, mas por viverem de alguma forma excluídas, rejeitadas. São pessoas que carregam traumas, que por causa de conflitos familiares vivem longe de seus pais, de filhos, de marido ou esposa. Por fraquezas, falhas e erros se veem desprezadas, abandonadas. Talvez carreguem mágoas que as impeçam de consertar suas vidas e seus relacionamentos.

Não importa qual seja o problema que tem feito você se sentir como um leproso, o fato é que existe uma solução: Jesus Cristo.

domingo, 6 de julho de 2014

JESUS, A PRESENÇA TRANSFORMADORA


Texto base:  Mateus 8.14-15

Nessa porção do Evangelho escrito por Mateus, são narrados diversos milagres operados por Jesus. Ele havia concluído o Sermão do Monte, e tão logo descera já se apresentou diante dEle um homem doente de lepra. Com um simples toque Jesus o purificou. Depois, o criado de um centurião foi curado à distância, apenas com uma palavra de Jesus, e pudemos ver o exemplo de fé de um homem que não era da nação de Israel, pelo contrário, era um romano, mas cria no poder Jesus.

Chegamos, então, ao momento da cura da sogra de Pedro, e logo depois é narrado que Jesus curou muitos outros enfermos que lhe foram apresentados. Interessante notar que a frente da casa de Pedro se transformou em um lugar de cura para uma multidão que ali compareceu.
Como sempre, a Palavra de Deus traz ensinamentos importantes para nossa vida.

1.       PRECISAMOS DA PRESENÇA DE JESUS EM NOSSA CASA
Pedro era discípulo de Jesus e caminhava com Ele. Era um homem de intensos sentimentos, impulsivo, amava Jesus e O admirava profundamente. Jesus, porém, queria mais do que palavras e emoções da parte de Pedro, Ele queria um vínculo maior, mais íntimo, como um verdadeiro amigo.

Para Jesus, não bastava ter um relacionamento superficial com Pedro. Ele queria fazer parte da vida de Pedro, e não ser apenas alguém que Pedro admirava. Ir à casa de Pedro era uma demonstração dessa intenção de estreitar os laços, pois ali eles compartilhariam o alimento e passariam um tempo juntos, assim como os demais discípulos. Jesus queria estar junto da família de Pedro, conhecer as pessoas que faziam parte da vida do seu discípulo.

Como cristãos, não podemos nos contentar apenas em falar que amamos Jesus. Não podemos nos contentar com o culto coletivo do domingo, como se isso fosse suficiente para nos possibilitar um relacionamento verdadeiro com Jesus. Nossa fé não deve se restringir a alguns momentos em que estamos no Templo, assim como a presença de Jesus não deve se restringir a poucos instantes durante o dia.

O que Jesus pretende é que estabeleçamos com Ele um vínculo profundo, não restrito a momentos esparsos. Ele deseja entrar em nossa casa, compartilhar conosco Seu amor, fazer parte de todos os nossos momentos, participar das soluções para nossos problemas, ser nosso amigo confidente.

Infelizmente, muitos cristãos vão ao Templo, professam amor a Jesus, mas em suas casas parecem estar longe da presença de Jesus. Comportam-se como se Jesus fosse um estranho, não permitem que Ele faça parte de sua família. Fazem confidências aos amigos mais chegados, mas não entregam a Jesus suas lutas, dificuldades, muito menos O convidam para participar dos momentos alegres.

Essa não é a conduta desejável a um cristão autêntico, porque assim como convidamos nossos amigos para irem a nossa casa, para compartilharem conosco refeições, comemorações, muito mais Jesus deve ser uma presença constante em nossos lares. Devemos ter tamanha intimidade com Jesus, que Ele seja o primeiro com quem compartilhemos tudo, nossas alegrias e tristezas. Ele deve estar presente nos momentos da refeição, durante o sono, no descanso, no lazer, enfim, em absolutamente tudo.

Nossa casa deve ser um santuário de Jesus. Ali Ele deve ser presença constante, muito mais do que nossos amigos, porque Ele é o nosso maior e melhor amigo.

2.       A PRESENÇA DE JESUS TRAZ A CURA
Assim que chegou à casa de Pedro, Jesus viu que a sogra dele estava doente. Ela estava de cama, com febre muito alta. Naquele tempo não havia os mecanismos de diagnóstico que possuímos hoje, mas Jesus não precisava disso, pois Ele sabia exatamente qual era o problema.

Imediatamente, Jesus tocou nela, segurando sua mão, e ela foi curada. A saúde foi restabelecida.

Isso demonstra claramente que a presença de Jesus vem trazer cura. Quando Jesus entra em nossa casa, Ele traz cura para nossas enfermidades, não apenas físicas, mas também espirituais. Jesus cura relacionamentos, feridas do coração, sentimentos. Jesus restaura vínculos, Ele provoca transformação, traz de volta o equilíbrio rompido.

Quantos lares cristãos se encontram repletos de problemas! São conflitos conjugais, entre pais e filhos ou entre outros familiares. São crises financeiras, males físicos, dificuldades de toda sorte. Jesus precisa fazer parte de tudo isso, porque Ele tem o poder de trazer cura, de mostrar o melhor caminho, apontar soluções, operar transformações radicais em nossas vidas, restabelecer a paz e a harmonia.

A presença de Jesus traz luz onde há trevas. O amor que Ele derrama em nossos corações provoca nos leva a enxergar a vida de outra forma. Nossas prioridades são alteradas, nossa maneira de falar é modificada. Passamos a ter prazer não mais em coisas deste mundo, mas em fazer a vontade de Deus.

Jesus nos mostra os verdadeiros valores para uma vida santa e feliz na presença de Deus. Com Ele percebemos o quanto o mundo ensina valores distorcidos, e temos nossa mente transformada continuamente para que vivamos conforme o desejo do Pai.

Quando Jesus entra em nossa casa de verdade, é como se as cortinas se abrissem e os raios do sol penetrassem em todos os cômodos. Ele limpa os corações, liberta dos vícios, muda nosso olhar, e nos salva de nós mesmos, de nosso egoísmo, de nossos medos. Ele nos cura de nossas frustrações, de nossos traumas.

Acima de tudo, Jesus vem trazer a salvação a toda a nossa família. Ele alcança a todos com amor e graça. O lar é transformado em um lugar de adoração, e onde antes imperava a discórdia agora reinam o amor, a paz, a harmonia.

3.       MOSTRAMOS GRATIDÃO SERVINDO A JESUS
Assim que a sogra de Pedro foi curada, seu coração se encheu de gratidão a Jesus e ela passou a servi-lo. Ela não agiu como uma pessoa ingrata, esquecendo-se do bem feito por Jesus, antes, ela reconheceu que Ele operara um milagre, Ele havia restaurado sua vida, Ele fizera algo que talvez a medicina da época não conseguisse, e, portanto, a partir de então sua vida seria para glorificar ao Senhor.

Muitas pessoas enchem os Templos, mas não para glorificar ao Altíssimo, e sim tencionando obter bênçãos. Caso alcancem seu objetivo, rapidamente voltam à sua vida como era antes, e se esquecem da gratidão Àquele que operou um milagre em suas vidas.

Essas pessoas não fazem questão de ter Jesus em suas casas, no seu dia a dia. Recebida a bênção, Jesus parece não ser mais necessário. Não estão dispostas a servir ao Mestre. É como se Jesus fosse o gênio da lâmpada: tem a função de realizar os desejos de quem O procura, e depois deve retornar ao Seu lugar até que seja chamado de novo.

Não é assim que devemos agir. Esse é o comportamento de quem não tem a consciência da necessidade de salvação, e não entende quem é realmente Jesus. São pessoas que compram a ideia vendida por muitos falsos profetas, de um Jesus que existe para atender aos anseios humanos. São pessoas que não desejam compromisso, querem apenas o resultado procurado, mas rejeitam qualquer mudança de vida.

Precisamos reconhecer o senhorio de Cristo em nossas vidas. Ele nos concede a salvação, que é o maior presente de Deus a nós. Ele opera maravilhas em nós e nos nossos familiares. Mas Ele é o Senhor, a Ele devemos reverência e temor, a Ele devemos servir.

Servir a Jesus assusta muitas pessoas. Há quem pense que isso implica em deixar de lado seus afazeres e se tornar um pregador, um missionário, ou se enfiar em uma Igreja e tentar fazer de tudo ali, numa hiperatividade religiosa. Mas servir a Jesus é muito mais simples do que isso: é fazer a Sua vontade naquilo em que estivermos envolvidos.

Assim, servimos a Jesus quando aplicamos Seus ensinamentos em nossos relacionamentos. Quando o marido ama sua esposa e cuida dela, e quando a esposa respeita o marido, como prescreve a Bíblia. Quando os pais educam os filhos na disciplina e no temor do Senhor, ensinando-lhes a Palavra de Deus. Quando amamos os nossos familiares e os socorremos em suas necessidades. Quando honramos nossos pais.

Sim, servimos a Jesus quando amamos nosso próximo, oramos por nossos inimigos e por aqueles que nos perseguem. Quando usamos nossos lábios para proferir palavras de consolo a quem sofre, de encorajamento aos desanimados, de exortação aos fracos.

Quando nossos lábios são para o louvor de Deus e não para fofocas ou mentiras. Quando trabalhamos com dedicação e de forma honesta, não enganando nosso patrão, antes submetendo-nos às suas ordens e fazendo o melhor que pudermos. Quando tratamos com justiça e lealdade aqueles que estão sob nossa liderança.

Servimos a Jesus quando somos cidadãos conscientes, que respeitam as autoridades e procuram colaborar para que a sociedade seja melhor. Quando olhamos para as pessoas necessitadas e em vez de criticá-las tentamos lhes mostrar amor e misericórdia.

Jesus espera que O sirvamos em nosso dia a dia, por meio de ações simples que implicam obediência aos Seus mandamentos. Mas isso só é possível quando temos coração transformado por Jesus e grato a Ele.

A sogra de Pedro foi capaz de demonstrar essa gratidão e se dispôs a servir ao Mestre. Esse é o exemplo que devemos seguir.

CONCLUSÃO
Jesus Cristo é nosso Salvador, e também é nosso amigo. É essencial que estabeleçamos um relacionamento sincero e profundo com Ele. Não devemos jamais nos satisfazer com uma simples vida de religiosidade, muito menos com uma superficialidade que não nos traz nenhuma transformação.

Jesus quer ter comunhão conosco. Ele quer fazer parte de nossas vidas, estar no meio de nossa família e trazer a cura tão necessária.

“Porém, se vos parece mal servir ao SENHOR, escolhei, hoje, a quem sirvais: se aos deuses a quem serviram vossos pais que estavam dalém do Eufrates ou aos deuses dos amorreus em cuja terra habitais. Eu e a minha casa serviremos ao SENHOR.” (Josué 24.15)

“Logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim.” (Gálatas 2.10)

Que a bênção da presença de Jesus seja realidade em nossa vidas e em nossa casas.

José Vicente
06.07.2014

domingo, 6 de abril de 2014

ADORANDO A DEUS COMO ELE DESEJA

Texto base:  Mateus 5.14-26

Por que razão você sai de sua casa e vai à igreja? Se sua resposta foi “para adorar a Deus” ou “para louvar a Deus”, ótimo! Este é realmente o objetivo de nossa ida ao templo, onde prestamos culto a Deus por meio de cânticos, orações e meditação na Palavra. É necessário, porém, fazer ainda outro questionamento: quando você está na igreja prestando culto a Deus, você realmente O adora? O seu culto é autêntico? Sua adoração chega ao Altíssimo?
É interessante notar que hoje, assim como nos tempos bíblicos, muitas pessoas creem que o fato de estarem em um templo no horário do culto é suficiente para que Deus se sinta satisfeito com a sua ação, com a sua disposição de sair de casa e ir até a igreja para adorá-lo. O pensamento é de que Deus se agrada com ações afetas ao exterior humano, com as práticas religiosas, a devoção a regras...
Muitos líderes religiosos dos tempos bíblicos também pensavam dessa forma. Eles olhavam para as leis de Deus e viam apenas o que estava escrito, mas não enxergavam o que estava por trás da escrita, não conseguiam ir além da simples letra, e consideravam que seguir à risca o texto da lei era o que Deus desejava.
Quando Jesus surgiu pregando de uma forma diferente, os líderes religiosos o acusaram de querer destruir a Lei e os Profetas, mas Jesus lhes respondeu que o seu objetivo não era esse, o que ele pretendia era ensinar às pessoas o significado da Lei de Deus, para que elas não se limitassem ao cumprimento de regras, mas adorassem a Deus por meio de um estilo de vida santo, compreendendo qual era a vontade do Pai.
Jesus deixou claro que Ele havia vindo para cumprir a Lei, e para ensinar ao povo de Deus a forma correta de seguir a Lei e os Profetas. O que Ele fez foi esclarecer o sentido da Lei, a fim de que o culto a Deus fosse autêntico, e não baseado em regras mal interpretadas.
Analisando o texto em questão, podemos aprender algumas lições sobre a verdadeira adoração a Deus.

1.       A COMPREENSÃO DO SENTIDO DA PALAVRA DE DEUS
Jesus disse que o servo de Deus deve ter uma vida que o leve a fazer diferença em meio à sociedade, e isso se faz mediante a observância da Lei de Deus de maneira certa, não seguindo cegamente o que está escrito, mas compreendendo o que está no cerne da Lei, o que a embasou, qual o seu sentido para a vida diária.
Para deixar mais claro o seu ensino, Jesus cita o Sexto Mandamento: “Não matarás”. E acrescenta que não apenas quem mata está sujeito a julgamento, mas também quem se ira contra seu irmão, quem profere insulto contra ele ou o chama de tolo. Muitos afirmam que, com isto, Jesus estava dizendo que ter ira contra um irmão era o mesmo que matá-lo no coração, o que equivaleria a um homicídio. Isto está correto, pois João equipara o que tem ódio a um assassino (1Jo 3.15), mas não é apenas isto que significa a passagem.
O que Jesus também está ensinando é que não se deve apenas olhar para a letra da Lei. Uma pessoa poderia, satisfeita consigo mesma, dizer que seu culto a Deus era autêntico, porque ela nunca matara alguém, portanto, não violara o sexto mandamento. Porém, Jesus chama a atenção de seus ouvintes para os sentimentos cultivados no coração de cada um.
Ora, quais são as motivações para um homicídio? O que está por trás desse crime? Quando ouvimos falar que uma pessoa foi encontrada morta sem os seus pertences, logo deduzimos que ela foi vítima de um assalto, e para roubar o que ela possuía o ladrão tirou sua vida. Por trás da morte, então, está a cobiça existente no coração do ladrão.
Quando uma pessoa sofre uma afronta e reage matando quem lhe ofendeu ou lhe provocou raiva, tem-se como uma das causas a falta de perdão. Se um sujeito mata outro porque se embebedou e ficou revoltado facilmente com alguma coisa, tem-se a falta de domínio próprio. A morte por vingança, além da falta de perdão revela o cultivo do ódio.
Então, Jesus diz que não é apenas o ato de matar alguém que é repudiado por Deus, mas todo sentimento que possa ser motivador de um ato como esse, embora o ato propriamente dito não chegue a ser praticado. Assim, quando se tem raiva de alguém, esse é um sentimento que está no coração de quem mata. Quando não se perdoa a quem nos ofendeu, também é uma atitude que faz parte das motivações de um homicida.
Mais adiante, Jesus fala sobre o adultério (27-18), e deixa claro que não é apenas o ato de ser infiel ao cônjuge na prática, mas o cobiçar outra pessoa, que caracteriza o adultério.
Podemos notar que os mandamentos da Lei de Deus estão interligados, e por esta razão Tiago escreveu que “qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos” (Tiago 2.10).
Cumprir a Lei de Deus não tem a ver com observar atos exteriores. Muitos se colocam debaixo de regras que tratam de coisas exteriores, como vestuário, maquiagem, sisudez, proibição de prática de determinados esportes, proibição de assistir televisão e coisas do gênero.
Não é o legalismo que agrada a Deus, e precisamos compreender o sentido da Palavra para que não nos tornemos meros religiosos, mas adoremos ao Altíssimo verdadeiramente.

domingo, 12 de janeiro de 2014

UMA IGREJA QUE ANDA NOS PASSOS DE JESUS


Texto Base: Mateus 4.12-25

Após ser batizado e passar pela provação no deserto, Jesus deu início ao seu ministério terreno. Embora Mateus apresente o chamado de alguns discípulos logo após a vitória de Jesus no deserto, é fato que Mateus não tem uma preocupação em fazer uma narrativa cronológica, antes, ele dá maior ênfase aos fatos, pois entre o episódio do deserto e o chamado narrado no texto houve os acontecimentos descritos no Evangelho Segundo João, do capítulo 1.19 a 3.36, quando João Batista ainda não havia sido preso (João 3.24).
De qualquer maneira, vemos que Jesus escolheu discípulos para que estivessem mais perto dele e aprendessem com Ele o que era necessário para que, quando Ele partisse, eles dessem prosseguimento à Sua Obra. Os discípulos escolhidos tinham maior proximidade com o Mestre, e foram os responsáveis pela continuidade da Igreja de Jesus. Na verdade, os discípulos formavam a Igreja, pois esta é representada pela união de todos os crentes em Cristo, em todos os lugares do mundo.
Assim, vemos que o a intenção de Jesus era que a Sua Igreja prosseguisse com a Sua Obra após a sua morte e ressurreição. Da mesma forma que Ele fez discípulos, deixou a ordem para que Sua Igreja formasse discípulos (Mateus 28.19). Jesus desejava que Sua Igreja exercesse o mesmo ministério que Ele exercia, indo por todo o mundo e anunciando o Evangelho. Quando Ele disse aos discípulos: “vinde após mim” (v.19), estava convidando-os a seguirem seus passos, andarem nos seus caminhos, viverem como Ele vivia, pois isto os capacitaria a serem pescadores de homens, ou seja, a chamarem outras pessoas à salvação oferecida pelo Altíssimo.
O chamamento à formação de novos discípulos ainda não terminou. Continuamente Jesus está chamando pessoas para andarem nos seus passos, e diariamente Ele reafirma o chamado feito a nós para que O sigamos. E analisando o Ministério de Jesus podemos aprender os principais pontos que Ele quer que Sua Igreja observe para o fiel cumprimento de sua missão de andar nos passos do Mestre.

1)      ENSINO (v. 23)
A Palavra nos diz que Jesus “percorria toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas”.
Jesus sempre demonstrou preocupação com o ensino. Nos 4 Evangelhos podemos constatar que Ele dedicou muito tempo a ensinar aos seus discípulos e às pessoas que se aproximavam dEle. Na sequência do Evangelho de Mateus vamos ver uma grande explanação de Jesus, ensinando aos discípulos e ao povo as verdades de Deus. Jesus embasava seu ensino nas Escrituras, mas procurava mostrar às pessoas o real significado do que Deus havia dito.
O que é que Jesus ensinava? Do capítulo 5 até o 7 de Mateus, temos o conhecido Sermão do Monte, uma enorme porção dos ensinamentos proferidos por Jesus. Ali, Ele ensina o sentido da Lei de Deus, fala sobre o amor ao próximo, a vida de oração, a forma como o cristão deve conduzir sua vida para glorificar a Deus, o exercício da misericórdia, o perdão, a confiança no Altíssimo, a escala correta de valores, enfim, Jesus fala amplamente sobre o modo de viver dos cidadãos dos céus. Jesus se preocupa em desfazer ensinos equivocados sobre as Escrituras, levando as pessoas a verem o que Deus realmente requer de nós.
O ministério de ensino continua sendo fundamental na Igreja de Cristo. Ele requer que a Igreja transmita os ensinamentos contidos nas Escrituras, sem as deturpações promovidas por pessoas que querem adequar a Palavra às suas conveniências. É incumbência da Igreja expor as Escrituras com fidelidade, não apenas esclarecendo as pessoas que estão sendo enganadas, mas a própria Igreja deve evitar o ensino de doutrinas errôneas, equivocadas, alheias ao verdadeiro sentido do que Deus transmitiu por meio de Seus servos.
E para que a Igreja possa ensinar com autoridade e fidelidade, é necessário que tenha conhecimento. Ninguém ensina o que não sabe, porque ensinará errado. Jesus, pouco antes, tinha dado mostras do seu grande conhecimento acerca das Escrituras e seu sentido real. Quando Ele esteve no deserto, citou as Escrituras para se opor a Satanás, e quando este resolveu também invocar as Escrituras, fê-lo de forma tendenciosa, procurando distorcer o sentido da passagem citada, mas Jesus, conhecedor da Palavra, desarmou o tentador.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

VIDA COM DEUS: NOSSO MELHOR PROJETO

Este é o primeiro domingo do ano 2014. Ainda estamos naquele clima de retrospectiva e formulação de projetos que pretendemos ver cumpridos durante o ano que se inicia. Fazemos, então, promessas a nós mesmos, planejamos mudanças, renovamos as esperanças, estabelecemos metas a serem alcançadas.
É interessante que quase todas as novas decisões são para cumprimento no futuro, sendo muitas a partir de segunda-feira – o mais comum. Não costumamos fazer programações que envolvam atitudes imediatas.
Também é curioso como na grande maioria das vezes parece que consideramos o fim do ano como o encerramento de um período da vida, e o novo ano como um recomeço, onde tudo fica para trás e renascemos, com novas chances, nova força, novos ideais. Todavia, no dia seguinte à festa de passagem de ano, percebemos que continuamos sendo as mesmas pessoas, que nossa vida tem continuidade, e não ocorreu nenhuma alteração mágica em nossa realidade, pelo contrário, os dias vão se sucedendo da mesma forma que antes.
Quem estava trabalhando no fim do ano, vai continuar trabalhando no início do novo, a menos que esteja de férias, mas, tão logo terminem as férias, a volta ao trabalho é inevitável. Quem passou a noite da virada no hospital, enfermo, no primeiro ano do dia seguinte estará ainda no hospital, e o tratamento iniciado anteriormente deverá ter prosseguimento. Na verdade, constatamos que houve apenas uma mudança no calendário, mas a vida segue seu curso como antes. É válido fazer planos e projetos, mas não devemos esquecer que não existe mágica, precisamos estar conscientes de que temos a responsabilidade de continuar caminhando e lutando para alcançar nossos objetivos, e as mudanças não ocorrerão num piscar de olhos, mas serão resultado do esforço contínuo para nosso aperfeiçoamento.
Precisamos, também, ter em nossa mente que não adianta engendrar planos pensando no futuro, se não houver a disposição de começar a agir no presente. Sim, nosso tempo continua dividido em passado, presente e futuro. O passado não tem como ser alterado, serve como aprendizado quando nos lembramos dos erros e acertos cometidos. O futuro é desconhecido a nós, somente Deus sabe o que se dará amanhã. O presente é o momento atual, deveras curto, em que temos a oportunidade de agir para construir o futuro.
Portanto, nossas decisões não devem estar embasadas apenas em ações a serem postas em prática no futuro, mas elas precisam se transformar em realidade a partir de hoje, porque é hoje que estamos edificando o amanhã. Por que deixar para começar o famoso regime na segunda-feira se ele pode ser iniciado hoje? Por que planejar a reconciliação com alguém no próximo mês, em vez de tomar a iniciativa hoje? O futuro a Deus pertence, e não sabemos o que nos sucederá dentro dos próximos minutos, se ainda teremos a oportunidade de fazer alguma coisa ou se seremos chamados para a eternidade.
Uma das decisões mais importantes que o cristão deve tomar não se refere à frequência aos trabalhos da Igreja onde congrega – embora seja muito importante -, nem aos cargos que pode ocupar na congregação ou coisas do gênero. A principal decisão também não envolve ler a Bíblia inteira ao longo do ano, apesar de ser algo desejável e muito proveitoso. A decisão que devemos tomar e colocar em prática imediatamente e todos os dias de nossa vida é de estreitar nosso relacionamento com Deus, posto que é da relação mais profunda com o Eterno que decorre tudo o mais que necessitamos para ter uma vida agradável e proveitosa enquanto estivermos neste mundo.
Na passagem que lemos Jesus havia se submetido ao batismo praticado por João Batista, e agora, após a manifestação do Altíssimo que afirmara ser Jesus o Filho Amado, Ele foi conduzido pelo Espírito Santo ao deserto, onde esteve jejuando por quarenta dias e passou por várias tentações, obtendo, contudo, a vitória.
Nesse período em que Jesus esteve no deserto Ele não ficou ocioso nem sentado em estado de meditação, procurando a iluminação. Foi um tempo de estreitamento da relação com o Pai, de estabelecimento de uma maior dependência do Filho para com o Pai.
O texto nos mostra que a atitude de buscar uma maior comunhão com Deus, não apenas nesse início de ano, mas continuamente, nos trará crescimento espiritual, amadurecimento e a capacidade de viver muito mais ligados ao Pai, estabelecendo uma comunhão muito mais forte. Experimentaremos resultados que nos levarão a um patamar mais elevado em termos de espiritualidade.

1) CONFIANÇA NA DIREÇÃO DE DEUS (v. 1)

A Palavra nos revela que Jesus, após passar pelo batismo, foi “levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo” (v. 1).
Jesus estava iniciando seu ministério de anúncio do Evangelho e preparação do momento em que seria oferecido como sacrifício para pagar por nossos pecados, e sabia que a caminhada não seria fácil, mas jamais deixou de confiar na direção dada pelo Pai. Ele se deixou conduzir pelo Espírito Santo para o deserto, um lugar de difícil sobrevivência, onde é raro encontrar água, muito menos alimento, e onde o sol é impiedoso durante o dia, e à noite o frio castiga. Um lugar onde não há muitas opções de abrigo e não se encontra conforto.
Por que Jesus se deixaria ser levado a um lugar como esse? Por que Ele, sendo Filho do Altíssimo, não escolheu um lugar melhor para permanecer durante esse período de provação? Aliás, por que Ele não pulou essa fase e passou diretamente à pregação do Evangelho?
Jesus estava nos dando o exemplo de confiança na direção de Deus. O Pai estabeleceu esse caminho para que Ele trilhasse, elaborou o método para fortalecimento de sua natureza humana e para que Ele tivesse melhor conhecimento das fraquezas que possuímos. Era necessário que Jesus provasse em sua carne as mazelas do ser humano, para se tornar o Sumo Sacerdote que se compadece de nossas fraquezas, pois foi tentado em todas as coisas, mas sem pecado (Hebreus 4.15).
Jesus confiou no Pai e se entregou plenamente em Suas mãos para que se cumprissem os desígnios de Deus. Ele não murmurou, não tentou fugir do deserto, não se rebelou, não invocou a condição de Filho de Deus para escapar daquela situação. Antes, Ele se submeteu à vontade do Pai.
Não apenas durante o ano que se inicia, mas por toda a nossa vida, é possível que em vários momentos Deus queira nos conduzir ao deserto, ou, algumas vezes, nós mesmos, por nossas ações, nos veremos no meio de vastos desertos. Sim, podemos passar por diversos tipos de situações que nos façam pensar que estamos no meio de um deserto árido, sob o sol escaldante durante o dia e sob intenso frio à noite, com necessidade de água para nos dar refrigério e alimento para nos dar força.
São situações em que parecemos estar sozinhos, fracos, sem vislumbrar um local de descanso, sem condições de suportar as adversidades, sem enxergar uma saída, com o coração aflito e o olhar desesperado.
É essencial, porém, que independentemente da situação em que nos encontremos, confiemos na direção de Deus e nos seus desígnios, como fez Jesus, sabendo que Deus deseja o nosso bem, nosso crescimento e fortalecimento. Ao passar pelo deserto Jesus se preparou para uma caminhada difícil até o calvário, Ele teve não apenas sua resistência física testada, mas foi trabalhada sua mente, suas emoções foram lapidadas, e com isto vemos que Ele foi um homem sereno, equilibrado e sábio.
Deus, conforme Seus propósitos, pode transformar o mal em bem, e fazer com que de nossa fraqueza surja a força – a força de Deus nos impulsionando (2Cor 12.10). Não enfrentamos desertos apenas para sofrermos, pelo contrário, Deus muitas vezes utiliza o deserto justamente para que não tenhamos sofrimentos maiores mais à frente, porque Ele deseja nos preparar para a vida. Deus quer que sejamos serenos, equilibrados e sábios como Jesus. Que sejamos fortes para não sucumbir diante dos ataques do maligno. Que tenhamos controle de nossas emoções para sabermos como reagir diante das adversidades, sem nos desesperarmos.
Para que alcancemos a maturidade que Deus deseja para nós, porém, precisamos confiar nEle com todas as nossas forças, submetendo-nos à Sua vontade com a certeza de “que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito” (Romanos 8.28).

2)    AMOR A DEUS ACIMA DE TUDO

No Antigo Testamento Deus ordenou vários mandamentos, mas o primeiro grande mandamento, conforme Jesus, é: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento” (Mateus 22:37).
Durante quarenta dias e noites no deserto Jesus jejuou, não ingeriu nenhum alimento. Por meio do jejum, abstendo-se do que era necessário ao corpo, Cristo estava declarando que Deus era mais importante para Ele do que o alimento físico. Em outras palavras, que a necessidade mais vital do ser humano – alimento – era menos essencial do que a comunhão com o Pai.
Se desejamos ter uma relação mais profunda com Deus, é necessário que adotemos o mesmo posicionamento de Jesus, e amemos a Deus acima de tudo, não permitindo que nada assuma o seu lugar em nossa vida.
Jesus fez jejum de alimento. Nós devemos olhar para nossa realidade e declarar que Deus é mais importante não apenas com relação ao alimento, mas a tudo o que tenha importância para nós. Talvez a televisão esteja ocupando espaço demais em nossa vida, ou o trabalho, ou as atividades da igreja, etc. Ninguém se engane confundindo atividades da igreja com Deus. É possível ter uma vida de hiperatividade religiosa, sem que isto implique em ter verdadeira comunhão com Deus. Ativismo não é o que Deus requer de nós, mas que andemos humildemente com Ele, amemos a justiça e pratiquemos a misericórdia (Miquéias 6.8).
Devemos equilibrar nossa vida, de maneira que o primeiro lugar seja ocupado por Deus. Tudo o que ocupa o lugar do Altíssimo nos leva à idolatria. Amar a Deus acima de tudo é reconhecer a necessidade de estar com Ele, depender dEle e não trocar Sua companhia por coisas passageiras, que acabam por afetar nossa comunhão com o Pai.

3)    O RELACIONAMENTO COM O PAI NOS FORTALECE CONTRA AS TENTAÇÕES

Nós somos seres humanos, e em nossa natureza existe uma inclinação a fazer coisas que não estão em conformidade com os desejos de Deus. Continuamente somos tentados de alguma forma, sendo que, dependendo do nível de nossa comunhão com Deus, resistiremos ou seremos vencidos.
Jesus passou pelas três principais tentações que afligem o ser humano: a concupiscência (paixão) da carne, a concupiscência (cobiça) dos olhos e a soberba (ostentação) da vida, tentações estas apontadas por João (1Jo 2.16), e que implicam em afastamento de Deus, pois são coisas do mundo.
Os primeiros seres humanos, Adão e Eva, foram tentados nos mesmos pontos, todavia falharam. Em Gênesis constatamos a sequência pecaminosa: “Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu.” (Gênesis 3.6)
Na passagem de Mateus 4, a primeira tentação envolve a concupiscência da carne, quando o tentador diz a Jesus para transformar pedras em pães. Era o convite a satisfazer o corpo, e usar Seu poder, Sua capacidade, para dar ao corpo o que ele pedia.
A segunda tentação se enquadra na concupiscência dos olhos, pois o tentador mostra a Jesus reinos terrenos e seu esplendor, coisas que enchem os olhos e podem despertar a cobiça, a ambição.
E a terceira, obviamente, diz respeito à soberba da vida, visto que o tentador sugere que Jesus se jogue do alto do templo para dar demonstração de poder, para que todos vejam quem Ele é, para se exibir, ser elogiado, reverenciado, etc. Como escreveu Salomão, é vaidade e correr atrás do vento.
Nós, igualmente, somos continuamente submetidos a essas três tentações. Nossa carne grita querendo satisfação imediata, nossos olhos são atraídos por coisas que geram cobiça, e sentimos o desejo de aparecer diante dos outros, de querer ser maiores do que somos.
Assim, quando se cede à tentação, sobrevêm consequências que trazem sofrimentos. Adão e Eva foram expulsos do Éden e legaram à humanidade a condenação. Homens e mulheres continuamente destroem suas famílias por cometerem adultério; jovens se veem em apuros com gravidez indesejada, doenças, vícios; pessoas estragam relacionamentos e causam ferimentos nos outros para alcançarem posições que, ao final, só vão gerar um enorme vazio existencial.
Jesus, ao contrário dos primeiros humanos, venceu essas tentações e não pecou. Ele mostrou que quando se tem uma relação profunda de comunhão com o Pai, o maior desejo passa a ser o de honrar a Deus e não buscar glória própria. Jesus refutou as tentações firmando-se na Palavra de Deus, na suficiência de ter o Altíssimo em vez de cobiçar as coisas deste mundo, na certeza de que é melhor ser glorificado por Deus ao invés de receber glória dos homens.
Em Gênesis 39.6-12 vemos a história de um jovem temente a Deus, chamado José, que, tentado pela mulher de seu senhor, Potifar, resistiu e não pecou, pois sabia que, caso cedesse, estaria não apenas traindo a confiança de Potifar, mas seus atos implicariam em pecar contra Deus.
Quando procuramos aprofundar nossa relação com Deus, recebemos a capacitação para vencer as tentações. O Espírito Santo nos ajuda em nossa fraqueza (Rm 8.26). A Palavra de Deus nos diz que não nos sobrevem tentação que não seja comum aos humanos e que não possa ser por nós suportada, e que Deus providencia o livramento (1Cor 10.13).
A relação de Jesus com o Pai era de grande intimidade. Jesus orava com frequência e meditava na Palavra, Seu coração era voltado a fazer a vontade do Pai. Da mesma forma, Ele nos oferece acesso ao Pai para que vivamos em comunhão com Ele, esvaziando-nos de nós mesmos e procurando seguir o exemplo de Cristo.

CONCLUSÃO

Olhando para a pessoa de Jesus Cristo, estabeleçamos como nossa principal meta, não para o ano novo, mas para toda a nossa vida, a começar hoje, o estreitamento da nossa relação com Deus, por meio de Jesus Cristo, da oração, da meditação em Sua Palavra e da vivência de seus mandamentos.
Se a cada dia nos aproximarmos mais de Deus, seremos fortalecidos. Que esse seja nosso maior projeto de vida, e tudo o mais será acrescentado pelo Altíssimo. Amém.

José Vicente
04.01.2014

domingo, 27 de outubro de 2013

MARCAS DE UMA IGREJA COMPROMETIDA COM O EVANGELHO

Texto base: Mateus 3.1-12

INTRODUÇÃO
João Batista foi o último profeta da Antiga Aliança. Ele veio num momento em que o povo de Israel estava ansioso por ouvir a Palavra de Deus, porque por um período de 400 anos nenhum profeta foi levantado por Deus para falar ao povo. Então, surge João Batista pregando no deserto, falando sobre a vinda do Reino de Deus na pessoa do Messias prometido nas profecias.
João tinha a incumbência de ser o arauto de Cristo, aquele que ia adiante anunciando a vinda do Rei, e ele cumpriu sua missão integralmente.
Após a morte e ressurreição de Cristo, Ele instituiu a Sua Igreja como seu arauto, com a finalidade de proclamar o Seu Evangelho e anunciar a sua volta. Nós, como Igreja do Senhor, temos a responsabilidade de, assim como João Batista, pregar as Boas Novas e chamar pecadores ao arrependimento.
Acontece que nos dias atuais a Igreja de Cristo não parece impactar o mundo como impactava João Batista. A pregação das Boas Novas não parece surtir o mesmo efeito que naquela época. Olhando para o povo evangélico, é possível notar diferenças em relação à Igreja dos primeiros tempos, aquela que era amada e respeitada por muitos, e odiada por outros tantos, mas que fazia a diferença na sociedade.
A Igreja, nos seus primórdios, manifestava uma intensidade na pregação e na vivência da Palavra, de maneira que seu ministério era muito parecido com o de João Batista. Podemos encontrar na pessoa de João algumas virtudes que são essenciais à Igreja para que ela possa cumprir sua missão conforme a vontade do Senhor, e que estavam presentes na Igreja primitiva, mas, hoje, parecem estar adormecidas.
1)      Ousadia
Ousadia, segundo o dicionário, tem a ver com intrepidez, coragem, destemor, firmeza mesmo diante do perigo.
João era um homem ousado, assim com o era a Igreja Primitiva. Essa ousadia se revelava de duas formas:
a)      Ousadia na pregação
João Batista não se intimidava na pregação da mensagem de Deus, antes, ele anunciava o Evangelho com intrepidez, não importando quem era o ouvinte.
No v. 5 vemos que ele pregava ao povo em geral. No v. 7 João prega a mensagem aos líderes religiosos judaicos (fariseus e saduceus). Em Lucas 3.19 é dito que João pregava também ao rei Herodes. Portanto, João Batista avançava com ousadia no anúncio do Evangelho.
A Igreja primitiva também demonstrava essa virtude. Em Atos 4.31 é narrado que a Igreja anunciava com intrepidez a Palavra de Deus.
Ao longo dos anos, a ousadia sempre foi uma virtude essencial à Igreja de Cristo para que ela pudesse pregar o Evangelho. Muitos cristãos, assim como João Batista, pagaram um alto preço por serem ousados e não se intimidarem diante de ameaças. Já se passaram mais de 2000 anos desde a ascensão de Cristo para junto do Pai, quando Ele comissionou a Igreja a pregar o Evangelho ao mundo, e desde então os cristãos vêm alternando momentos de ousadia e de timidez. Mas, Deus sempre reserva servos ousados que, em situações de mornidão espiritual, levantam-se e provocam uma renovação na Igreja.
Hoje, a Igreja precisa urgentemente de ousadia no anúncio do Evangelho. É necessário ter disposição para pregar a Palavra de Deus em qualquer lugar e a qualquer pessoa. Precisamos da ousadia que se fazia presente em João Batista, para que possamos anunciar o Evangelho com intrepidez, não nos escondendo com medo das críticas ou de retaliações, mas anunciando ao mundo a Mensagem de Deus.
A Igreja deve anunciar o Evangelho da mesma forma para as diversas classes sociais e os variados tipos de pessoas. Pregar com a mesma intensidade as verdades do Evangelho tanto às pessoas mais simples como àquelas que estão em posições mais elevadas. Quer estejamos diante de um gari ou da Presidente da República, devemos demonstrar a mesma intrepidez.
João Batista incomodava muitas pessoas, principalmente aquelas que tinham poder religioso ou político, e aquelas que amavam mais o pecado do que a Deus. Da mesma forma, uma Igreja ousada vai incomodar aqueles que desejam viver de maneira desregrada, seguindo o curso deste mundo, em busca do prazer e da satisfação dos desejos da carne.

domingo, 11 de agosto de 2013

LIVRES DO EXCESSO DE CARGA


Texto base: Mateus 11.28-30

Durante seu ministério terreno, Jesus foi procurado pelas multidões, por pessoas que almejavam libertação, cura, atenção. Ele sabia que aquelas pessoas eram carentes e necessitavam da sua palavra e de gestos amorosos de sua parte.
Jesus se dedicava a pregar a Palavra a todos os que vinham a Ele, ministrava curas, procurava demonstrar às pessoas que elas tinham valor. Jesus conhecia as necessidades das pessoas e não as despedia sem antes agir em suas vidas para que experimentassem o Poder de Deus.
Nos dias atuais vemos pessoas esgotadas emocionalmente, depressivas, com problemas psíquicos, não suportando a pressão que lhes é imposta. Pessoas que estão em busca de uma saída mas acabam esbarrando em obstáculos criados pela sociedade em que estão inseridas, pelos líderes a que estão sujeitas ou por crenças equivocadas que alimentam.
As palavras de Jesus no texto lido se aplicam a todos aqueles que se encontram cansados, sobrecarregados, ou seja, a todos os seres humanos, porque todos necessitamos do alívio que é oferecido por Jesus. Ele chama os cansados e sobrecarregados para que venham até Ele.
Podemos achar que Jesus estava se referindo a dois grupos de pessoas, o grupo dos cansados e o dos sobrecarregados, mas na verdade ele se dirige a um único grupo, formado pelas pessoas que estão cansadas justamente porque se veem sobrecarregadas.
A Bíblia King James traz o versículo 28 da seguinte forma: “Vinde a mim todos os que estais cansados de carregar suas pesadas cargas, e eu vos darei descanso.”
Consultando o dicionário, constatamos que alguém sobrecarregado é quem está com excesso de carga. Trata-se de quem tem um peso extra sobre seus ombros. É claro que a certa altura o cansaço virá, pois a carga vai pesando cada vez mais, extenuando as forças físicas, mentais e espirituais. Experimente fazer uma caminhada carregando uma mochila nas costas. Ainda que dentro dela haja algo com meio quilo, depois de certo tempo estará parecendo que tem cinquenta quilos, e o cansaço virá com maior intensidade do que se não houvesse a mochila.
Várias coisas podem ocasionar uma sobrecarga na vida de uma pessoa. Tentaremos falar sobre algumas delas:

1)      FATORES DE SOBRECARGA E CANSAÇO

a)      Religiosidade: as pessoas desejam ter uma vida espiritual saudável, ter comunhão com Deus, mas muitas vezes acabam sendo submetidas a uma religiosidade inútil, que apenas vai minando suas forças e não as leva a uma espiritualidade satisfatória.
No texto em questão, as pessoas estavam sobrecarregadas com as muitas regras religiosas criadas pelos líderes judaicos. Não se tratava da Lei de Deus, porque esta, como diz a Escritura, não é um peso, todavia os doutores da Lei, fariseus, saduceus, criaram todo um sistema de normas que tinham que ser cumpridas pelo povo. Eles vinculavam suas tradições, suas regras, à Lei de Deus, de maneira que acabava parecendo que a Lei era pesada.
Os judeus viviam sobrecarregados com uma vida repleta de regras que extrapolavam aos Mandamentos de Deus. Em Atos 15 vemos os apóstolos e presbíteros reunidos para tratarem do assunto, e Pedro foi sincero ao dizer que não deveriam por sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem mesmo eles e seus pais puderam suportar (At 15.10).
Ainda hoje, muitas pessoas estão sobrecarregadas com regras religiosas, normas criadas por homens e que não representam a Palavra de Deus. Criam-se regras sobre roupas, comidas, cabelos, exige-se do cristão que ele seja uma pessoa que ele não é, criam-se campanhas para obter algo de Deus, estipulam-se comportamentos e atos que não estão previstos na Bíblia, enfim, as pessoas são levadas a uma vida de cumprimento de regras, pensando com isto agradar a Deus, e isso vai se tornando um peso sobre seus ombros, de maneira que muitos desistem no meio do caminho e não querem mais ouvir falar em Igreja.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

REAGINDO CORRETAMENTE DIANTE DAS LUTAS E DIFICULDADES



Texto base: 1 Samuel 17:1-11 e 31-40

Em nossa vida continuamente nos defrontamos com desafios, problemas, dificuldades, lutas, obstáculos que parecem grandes demais para serem vencidos. Quando nos defrontamos com circunstâncias desse tipo, a forma como reagimos vai fazer toda a diferença entre a vitória e o fracasso.
Uns reagem com medo, recuam, não conseguem seguir em frente, ficam paralisados, não vislumbram saída e se entregam. Outros, olhando não para o tamanho do obstáculo, mas para o Deus Altíssimo, seguem em frente de forma confiante, e alcançam vitória em meio às adversidades.
O texto que lemos nos apresenta dois personagens muito conhecidos da história do povo de Deus: Saul e Davi. Ambos se viram diante de uma situação extremamente difícil e perigosa: um gigante filisteu chamado Golias desafiava um guerreiro de Israel a pelejar com ele, evitando, com isto, uma batalha entre os exércitos, o que pouparia muitas vidas.
Golias era enorme, muito forte e experiente em guerras. Saul também era forte e experiente. Davi, por sua vez, era um adolescente que só havia cuidado de ovelhas até aquele dia, e nunca entrara em um campo de batalha.
As reações de Saul e Davi nos ensinam muitas coisas, e podem ser vistas no meio do povo de Deus ainda hoje. Vejamos, então, quais foram suas reações e as consequências daí advindas.

1.       SAUL
Saul era o rei de Israel naquele momento. Ele foi o primeiro rei da nação israelita. Era um homem forte, alto, que sobressaia aos demais de seu povo (1Sm 9:2 e 10:23). Tinha experiência em guerras, e seria a pessoa ideal para desafiar Golias. Saul, entretanto, embora fosse do povo de Deus, não estava em comunhão com o Altíssimo, ele já havia sido repreendido mais de uma vez por Samuel, e já ouvira a sentença de que fora rejeitado por Deus por causa de sua desobediência (1Sm 15:22-26).
A forma como Saul vinha se comportando demonstrava que ele era um incrédulo, que não tinha temor a Deus, não era um servo obediente ao SENHOR. Ele teve reações que não são condizentes com um homem de fé em Deus:

a)      Espanto e temor (v. 11)
No versículo 11 é dito que “Ouvindo Saul e todo o Israel estas palavras do filisteu, espantaram-se e temeram muito”.
Saul já havia batalhado contra vários exércitos e o Senhor lhe havia concedido vitórias, porém, ao ver o homem que desafiava os guerreiros de Israel, ele se encheu de espanto e temor, e assim todo o seu exército. Não houve quem se habilitasse a enfrentar Golias. Saul e seus homens recuaram diante do desafio que se lhes apresentava naquele momento.
Assim agindo, Saul demonstrou que era um homem incrédulo. Ele não se lembrou de Deus no momento da dificuldade, antes, atentou unicamente para o tamanho do adversário e se encolheu com medo.
Não raramente, agimos como Saul. Somos incrédulos. Ao nos vermos diante de um problema, uma dificuldade, um sofrimento que nos acomete, uma luta a ser travada, ficamos espantados e atemorizados, e isso nos faz recuar, nos paralisa, nos impede de prosseguir e alcançar a vitória.
Saul nem ao menos tentou enfrentar Golias, e nós também, traídos pelas impressões carnais que temos diante dos gigantes com os quais nos deparamos em nossa vida, nem ao menos ousamos dar um passo à frente, sofremos derrotas sem lutar, porque não estamos olhando para Deus, e, sim, para o obstáculo à nossa frente.
Espanto, de acordo com o dicionário, significa assombro, grande medo, susto, terror.
Temor, por sua vez, nesse contexto, significa medo ou pavor.
Significa que Saul e seus homens ficaram aterrorizados, apavorados diante de Golias.
Espanto e temor podem até surgir em nossos corações quando estamos em situações muito difíceis, quando enfrentamos desafios muito grandes, problemas que superam nossas forças, afinal, somos seres humanos e o medo é uma reação normal diante de circunstâncias que fogem à nossa capacidade. A questão não é ser isento de medo, mas, sim, o que fazemos diante do medo que sentimos.
Como dissemos, Saul e seus homens recuaram, se encolheram. Isso foi um grande sinal de incredulidade. Saul foi incrédulo e contagiou os homens ao seu redor. Ninguém buscou o conselho de Deus. Ninguém pensou que Deus poderia conceder vitória diante do gigante Golias. Ninguém se lembrou dos feitos maravilhosos que Deus já operara em favor de Seu povo. Era como se Golias fosse maior do que Deus.
Se deixarmos que o espanto e o temor tomem conta de nós, seremos incrédulos como Saul, e sofreremos derrotas avassaladoras. Ficaremos encolhidos quando estivermos no meio da tempestade, nossa casa desabará, não resistiremos aos fortes ventos. Não experimentaremos amadurecimento espiritual, ficaremos estagnados na imaturidade, sem aprofundamento no relacionamento com Deus, pois agiremos como se os obstáculos fossem maiores do que Deus.