domingo, 6 de janeiro de 2013

FÉ: ELEMENTO VITAL PARA UMA VIDA ABENÇOADA



Texto base: Hebreus 11.30-40

Estamos terminando mais um ano, com a Graça de Deus. Com certeza 2012 foi um ano de desafios, lutas, dificuldades, mas também tivemos vitórias, momentos de felicidade e realização, vimos a mão poderosa de Deus agindo sobre nós e nossas famílias.
Agora, às portas do novo ano, é tempo de olharmos para trás e contemplarmos os muitos livramentos que nos foram concedidos pelo Altíssimo, de render graças ao Senhor por tudo o que fez em nossas vidas, pois se chegamos até aqui foi porque Ele nos amparou.
Cada conquista obtida em 2012 foi fruto da obra de Deus em nosso favor. Cada vitória obtida ocorreu porque o Altíssimo lutou por nós. As conquistas vieram porque o Senhor abençoou nossos projetos e nos levou adiante na caminhada. As lutas que tivemos, as dificuldades e tribulações serviram para o nosso crescimento e amadurecimento espiritual, e em todos os momentos pudemos provar a presença de Deus conosco.
Iniciando um novo ano sempre reformulamos alguns planos, traçamos novos objetivos, firmamos novos compromissos, trazemos à mente novos sonhos, mas é essencial que mantenhamos a firma convicção de que o êxito naquilo que empreendemos está ligado à fé que manifestamos em Deus, nosso Senhor.
O capítulo 11 da Epístola aos Hebreus trata da fé como o elemento essencial ao relacionamento do ser humano com Deus, o requisito para alcançar bênçãos que o Altíssimo tem reservado para os que nEle creem e para caminhar de maneira a agradar ao Senhor.
O versículo 6 nos afirma que “sem fé é impossível agradar a Deus”.
Mas o que é a fé? Hebreus 11.1 nos apresenta a resposta:
 “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem.” (Hebreus 11.1)
Portanto, fé é acreditar naquilo que não se vê, naquilo que está além de nosso campo de visão. É a convicção de coisas que ainda não ocorreram e não podem ser explicadas pela lógica.
Mas existem vários tipos de fé. Alguém pode dizer: “eu tenho fé que um dia vou ganhar na loteria”; “eu tenho fé que meu filho vai passar no vestibular”; “eu tenho fé na humanidade”, etc.
Pessoas têm fé em amuletos, que, conforme suas crendices, podem lhes trazer proteção, “fechar o corpo”; ou têm fé em deuses criados pelos homens.
É necessário que tenhamos autoconfiança, que acreditemos na melhoria da humanidade, mas não é a esse tipo de fé que a Bíblia se refere. Esse tipo de fé não é o que nos torna agradáveis a Deus. Aliás, muitas coisas que achamos ser fé não passam de expectativas que se frustram rotineiramente.
A Palavra nos fala de fé em Deus e em Suas Promessas. Fé no Filho de Deus e na salvação que há nEle. Fé no Espírito Santo e no Seu poder atuando em nós.
Os heróis da fé relacionados em Hebreus 11 tinham fé em Deus como o criador de todas as coisas, Autor da Salvação; criam na ressurreição dos mortos; aguardavam a concretização das promessas de Deus. Eram pessoas que tinham em Deus o seu alto refúgio, que pela fé no Altíssimo renunciavam a diversos privilégios deste mundo.
É esse tipo de fé que somos chamados a ter. Não a fé em coisas transitórias, em pessoas, em riquezas, em objetos, em nós mesmos, mas no Deus Altíssimo e em Seu Filho, Jesus Cristo.
É necessário crer e obedecer mesmo sem ver nada acontecendo de imediato. Ex.: Lucas 17.11-19 – leprosos obedeceram à ordem de Jesus mesmo antes de verem algum resultado. No caminho foram curados.
Jesus disse a Tomé: “Bem aventurados os que não viram e creram” (João 20.29)
Quando se está diante de algo palpável não há necessidade de fé, porque está diante de nossos olhos. A fé surge quando não se vê, mas se tem a convicção.
Ao renovarmos nossas esperanças, nossos votos e planos para o ano que se inicia, é necessário que busquemos também a renovação de nossa fé, pois por meio dela poderemos provar diversas bênçãos que o Altíssimo tem reservado para nós, dentre as quais podemos destacar as seguintes:

sábado, 5 de janeiro de 2013

ADORAI AO REI DOS REIS



Texto base: Mateus 2.1-12

A passagem lida nos mostra que, após o nascimento de Jesus, alguns magos do oriente viram uma estrela no céu, e que ela indicava o nascimento do Rei dos Judeus. Assim, eles procuravam a criança para poderem lhe prestar adoração.
Analisando a passagem podemos encontrar três grupos de pessoas que existiam não apenas naquele tempo, mas ainda hoje estão presentes neste mundo.

1)      Os que têm medo de Jesus (vv. 3; 16)
Herodes era o rei da Judéia naquela ocasião. Ele ostentava o título de rei dos judeus. Assim que os magos chegaram falando sobre o nascimento do Rei dos judeus, Herodes ficou alarmado. Ele fingiu que desejava adorar também ao menino recém-nascido, mas na verdade sua intenção era matar a criança.
Herodes foi tomado de medo. Ele tinha medo de perder seu trono, seu poder, sua influência, seu prestígio, sua posição social, suas riquezas. Ao ouvir falar sobre o nascimento do Rei dos judeus, ele se apavorou com a possibilidade de ser substituído no trono, e tramou a morte da criança.
Assim como Herodes, hoje há muitas pessoas que têm medo de Jesus. Elas não assumem isto, obviamente. Quando ouvem falar de Jesus, quando alguém procura levar o Evangelho até elas, inicialmente podem até se mostrar simpáticas, como fez Herodes, ou já reagem com agressividade, rejeitando a pregação e as Boas Novas.
São pessoas que estão apegadas a este mundo, aos bens, aos pecados, à sua condição atual, e temem perder tudo isso caso se envolvam com “esse Jesus” que lhes é apresentado. São pessoas que têm medo de perder sua liberdade, de ter que abrir mão de privilégios, de ter que reconhecer que são pecadoras.
Essas pessoas têm medo de se verem como realmente são: frágeis, pecadoras, falhas. Jesus representa uma ameaça à sua falsa segurança, e elas O rejeitam.
Algumas dessas pessoas são capazes de reagir com muita agressividade quando o assunto é Cristo. Nos países onde a Igreja de Cristo é perseguida essa realidade é vivida por muitos de nossos irmãos, que são vítimas de líderes que temem perder sua autoridade, seu poder sobre as pessoas, sua posição social.

2)      Os que se auto-enganam (v.4)
O segundo grupo é formado pelos que se auto-enganam. Estes são aqueles que, por serem religiosos ou por terem conhecimento das Escrituras, julgam que estão muito bem com Deus e nada lhes falta.
Os sacerdotes e escribas representam esse grupo. Vemos que Herodes os chamou, porque eles eram doutores da Lei de Deus, e lhes perguntou onde deveria nascer o Messias. Esses homens se limitaram a informar a Herodes o que constava nas profecias, mas não tiveram nenhuma atitude no sentido de irem confirmar o nascimento do Rei dos Judeus.
Eles se mostraram indiferentes, como se fosse um evento que não tivesse importância, como se não acreditassem no que havia sido dito.
Não se pode dizer que eles não sabiam do fato, porque no versículo 3 é dito que Herodes e toda a Jerusalém ficaram alarmados com a notícia, portanto, residindo os sacerdotes e escribas em Jerusalém, obviamente souberam da novidade.
Mas eles permaneceram inertes. Os quatro Evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João) vão nos revelar que esses homens se julgavam justificados por suas obras, por seu conhecimento das Escrituras, por serem cumpridores da Lei. Desta forma, eles não reconheciam sua necessidade de um Salvador.
Eles, alguns anos mais tarde, se tornaram grandes opositores de Jesus, e por fim tiveram grande responsabilidade por sua morte na cruz.
Nos dias atuais há muitas pessoas que continuam se auto-enganando por causa da religiosidade. Acham que por cumprirem rituais religiosos, por irem à Igreja rotineiramente, por fazerem orações bonitas em público, por pertencerem a alguma denominação evangélica estão muito bem com Deus.
Elas conhecem Jesus pela leitura bíblica, mas não estabeleceram um relacionamento verdadeiro com Ele. Sua comunhão com Cristo é frágil. Sua vida cristã é limitada aos aspectos exteriores de religiosidade. Pensam que estão com crédito junto ao Altíssimo, mas na verdade estão em débito.

3)      Os que adoram ao Senhor (v. 11)
Os magos não eram judeus, não pertenciam ao povo de Deus, eram gentios. Mas quando souberam do nascimento do Rei dos Judeus, imediatamente se deslocaram de suas residências, em lugares distantes, para prestar adoração ao menino.
Eles não levam em conta sua própria situação de riqueza e seus privilégios, mas a notícia do nascimento do Rei dos Judeus lhes tocou o coração e eles se alegraram, apressando-se em ir adorar ao Salvador.
Seus presentes mostram o que Jesus representava e representa. O ouro apontava a realeza de Jesus. Naquela época o ouro era um bem extremamente valioso, assim como é hoje, e esse tipo de presente era dado a reis, não a qualquer pessoa. O incenso era um presente que se dava para um sacerdote. Com isto, está dito na atitude dos magos que Jesus é o nosso Sumo Sacerdote, e que o Seu sacrifício único e eficaz subiria a Deus Pai com aroma agradável, como o incenso queimado nas ofertas de sacrifício. A mirra apontava Jesus como o Salvador. Era uma substância utilizada no embalsamamento de corpos, simbolizando que Cristo haveria de morrer por nós, e também tinha propriedades medicinais, curava ferimentos e dores, mostrando que Cristo levaria sobre si nossas dores, nossas enfermidades, e traria refrigério aos aflitos.
Há pessoas que quando ouvem as Boas Novas sobre Jesus imediatamente se rendem a Ele e o adoram. Não adianta vida religiosa. É necessário vida de adoração ao Senhor. Temos que oferecer ao Senhor o que temos de melhor. Reconhecer que Ele é o nosso Rei, nosso Sumo Sacerdote e Aquele que morreu em nosso lugar, para que fôssemos libertados da morte e do pecado.
Temos que oferecer nossas vidas a Cristo, nossa dedicação integral, nossa confiança, nosso ser.

Conclusão
A Palavra de Deus nos admoesta a que não estejamos no grupo dos que têm medo de Jesus nem no grupo dos que se autoenganam, mas que façamos parte do rol dos verdadeiros adoradores, que se prostram diante de Cristo e entregam suas vidas a Ele, que não se iludem com religiosidade mas mergulham num relacionamento verdadeiro com o Senhor.
Os magos eram pessoas de quem não se esperava adoração a Jesus, pois eram gentios, não faziam parte de Israel, mas foram eles, e não os sacerdotes judeus, que foram até Jesus e O reconheceram como Rei, Sumo Sacerdote e Salvador, rendendo-lhe adoração.
É isso que Nosso Senhor espera também de nós.
Vivamos para honra e glória do Altíssimo, hoje e sempre.
José Vicente
30.12.2012

3 PONTOS


Criado por Fabio Ikedo.
Postado sob autorização do autor.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

O Alicerce Inabalável



Texto base: Salmo 127

O ano 2012 está chegando ao seu final, e, com a Graça de Deus, iniciaremos mais um ano em nossas vidas. Precisamos não somente fazer uma retrospectiva e traçar novos planos, novos objetivos, novos sonhos, mas principalmente renovar nossa fé no Senhor, e ter em mente algumas verdades que a Palavra de Deus nos revela.

1. Sem Deus não há vitórias verdadeiras (vv. 1 e 2). Nossos projetos podem ser muito bons aos nossos olhos, e podemos até nos julgar capazes de realizá-los com nossa própria força, mas a Palavra nos lembra que, se o Senhor não estiver à frente, tudo o que fizermos corre o risco de desmoronar. É Deus quem firma os alicerces de uma família unida e feliz; Ele é quem nos dá força e alento nas dificuldades; Deus é quem pode proteger verdadeiramente. Se não buscamos a orientação e a bênção de Deus para nossos planos, por melhores que eles possam parecer, estarão fadados ao fracasso, embora ofereçam a ilusão de que houve êxito.

2. Quem confia em Deus prospera (v. 2, parte final). Deus trabalha em favor daqueles a quem Ele ama, e estes são os que O buscam com sinceridade de coração, que se entregam aos Seus cuidados sabedores de que no Senhor podem confiar. Colocam os seus planos e sonhos nas mãos do Senhor e trabalham sob a orientação de Deus para que os objetivos sejam alcançados, perseverando na fé. As Escrituras mostram exemplos de pessoas que confiaram em Deus, buscaram Sua orientação e O obedeceram, e assim prosperaram naquilo que empreenderam, pois o fizeram conforme a vontade de Deus e sob a Sua proteção.

3. Deus abençoa a família (vv. 3-5). Um dos melhores projetos que podemos ter em nossos corações é que nossas famílias sejam abençoadas, experimentem paz, saúde, união, etc. Quando confiamos em Deus e lhe entregamos tudo o que somos e o que temos, vivendo em obediência à Sua Palavra, Ele abençoa nosso lar de maneira generosa, e podemos ver não apenas o crescimento familiar, mas também temos o privilégio de ver nossos familiares se rendendo ao amor de Deus.

Neste ano que se inicia, coloque todos os seus planos, seus sonhos, sua família nas mãos de Deus, confie nEle, descanse nEle e veja as maravilhas que o Altíssimo realizará. Feliz 2013, em Cristo.

José Vicente Ferreira
30.12.2012

domingo, 23 de dezembro de 2012

RESGATANDO O SENTIDO DO NATAL



Texto base: Mateus 1.18-25

Estamos nos aproximando de mais um Natal, e como sempre somos envolvidos por um clima de confraternização, de reunião familiar. Nessa época fala-se bastante em espírito natalino, em amor, caridade, fraternidade, coisas boas e que devem ser valorizadas.
Ocorre, porém, que com o passar dos tempos as pessoas acabaram perdendo o verdadeiro sentido do Natal. A festa, que deveria ser uma lembrança do evento mais importante da humanidade – a encarnação de Deus como ser humano -, tornou-se um pretexto para comer, beber, trocar presentes, falar de Papai Noel às crianças. O Natal se tornou uma data comercial. Papai Noel e suas renas roubaram a cena.
Por isto é necessário que reavivemos em nossas mentes o verdadeiro significado dessa data: o nascimento de Jesus Cristo.
O texto que lemos vai nos ajudar a relembrar algumas verdades sobre Jesus que devem estar presentes em nossas memórias continuamente, para que celebremos o Natal como realmente deve ser. Vamos falar sobre três verdades que encontramos no texto:

1)      JESUS É O DEUS FILHO (v. 18)
As crianças nascem de uma forma natural, mediante a união de um homem e uma mulher, conforme o próprio Deus estabeleceu, todavia, Jesus não era uma criança comum, e embora Ele fosse humano, Ele também era Deus.
Jesus não foi gerado de um relacionamento entre um homem e uma mulher, como o são os demais seres humanos, antes, Ele foi concebido no ventre de uma mulher unicamente pelo Poder do Espírito Santo, pois Ele é divino, é eterno, é o Filho de Deus.
Era necessário que Jesus viesse em forma humana para poder passar pelos sofrimentos e pela morte em nosso lugar, mas Ele nunca deixou de ser Deus.
Embora esta seja uma verdade inquestionável para nós, há muitos neste mundo que creem em Cristo como um grande homem cujas ações e filosofia devem ser imitados; um reconhecido filantropo, alguém totalmente desprendido de valores materiais, cujos ensinamentos devem ser seguidos porque são bons e podem servir para o crescimento de cada ser humano.
Na concepção dessas pessoas, Jesus estaria no mesmo patamar de Buda, Confúcio ou qualquer outro homem que tenha ensinado coisas consideradas boas, que tenha falado de paz e amor, que tenha pregado uma espiritualidade superior.
A Palavra, porém, nos revela que Jesus é muito mais do que isto, e que Ele não pode ser comparado a qualquer ser humano que tenha pisado a face da terra, pois Ele é o próprio Deus que se encarnou como homem.

domingo, 16 de dezembro de 2012

A GRAÇA QUE TRANSFORMA VIDAS


TEXTO BASE: MATEUS 1.1-17

Quando lemos uma genealogia apresentada na Bíblia, não é difícil ficarmos pensando: “o que uma genealogia pode me ensinar?” ou “que verdades bíblicas posso aprender ao ler uma lista de nomes?”. Muitas pessoas até pulam a leitura de genealogias, porque não veem muita utilidade em gastar um tempo lendo uma sequencia de nomes, alguns deles esquisitos e difíceis de pronunciar.
A Palavra de Deus, porém, sempre tem algo a nos ensinar, e as genealogias apresentadas, estando inseridas na Bíblia, são capazes de nos trazer lições muito importantes, revelar verdades que por vezes não percebemos.
O texto base é o início do Evangelho Segundo Mateus, e traz a genealogia de Jesus Cristo. Há uma listagem dos nomes de diversas pessoas que foram os antepassados de Jesus, formaram a sua linhagem humana.
A genealogia apresentada por Mateus é diferente daquela que Lucas adotou, porém há um consenso entre os estudiosos que Mateus seguiu a genealogia da parte de José, enquanto Lucas pesquisou a genealogia da parte de Maria. Ambos, José e Maria, eram descendentes de Davi, de diferentes ramificações.
Essa genealogia que Mateus nos apresenta revela algumas verdades para as quais devemos atentar, e que fazem muita diferença em nossas vidas.

1)    Deus revela a imperfeição humana
Estamos diante de uma genealogia que não é de uma pessoa qualquer, mas se refere ao nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Portanto, sendo Jesus perfeito e santo, seria de se esperar que sua linhagem humana contivesse apenas pessoas boas, puras, perfeitas, irrepreensíveis, mas quando lemos a listagem apresentada por Mateus acabamos levando um susto, pois ali constam os nomes de pessoas que não eram, nem de longe, exemplos de perfeição, retidão, integridade.
Vamos tomar para ilustração os nomes de Jacó, Raabe e Davi.
Jacó era uma pessoa não muito confiável. Ele, induzido por sua mãe, Rebeca, enganou o próprio pai, que estava cego, passando-se por seu irmão Esaú, e recebeu a bênção que seria do irmão, que era o primogênito. Jacó não era muito dado à verdade.
Raabe era uma prostituta que morava em Jericó, cidade que foi invadida por Israel. Muitos homens deviam ter passado por sua cama. Ela vivia afundada no pecado da imoralidade sexual. Os motivos pelos quais ela cometia esse pecado não são revelados, porém, mesmo que ela fosse uma pessoa necessitada de recursos materiais, isso não apagaria seus pecados.
Davi foi um rei temente a Deus, entretanto ele cometeu pecados terríveis: cobiçou Bate Seba, esposa de Urias, e adulterou com ela. Providenciou para que o marido dela morresse em combate. Assim, além de adúltero ele se tornou um assassino. Davi cometeu diversos outros pecados, que estão relatados na Bíblia.
Ora, esses três personagens, com seus defeitos (que não eram pequenos), estão na linhagem humana de Jesus Cristo. Aliás, todas as pessoas que estão listadas na genealogia são imperfeitas, falhas, pecadoras.
Com isto Deus vem realçar a verdade de que o ser humano é falho, imperfeito, com inclinação ao pecado, e que não há um ser humano sobre a face da terra que seja perfeito e não tenha pecado, como nos adverte a Palavra de Deus:

“como está escrito: Não há justo, nem um sequer” (Rm 3.10)
“pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Rm 3.23)
“Não há homem justo sobre a terra que faça o bem e que não peque.” (Ec 7.20)

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

JESUS: O ALIMENTO PARA A VIDA ETERNA



Texto base: João 6.1-40


Jesus prosseguia em Sua missão de proclamar o Reino de Deus e ensinar a Verdade às pessoas. Ele vinha realizando sinais, milagres incomparáveis, e Seus ensinamentos eram autênticos, as pessoas viam nEle autoridade espiritual, um mestre diferente, amável e sábio.

Os líderes religiosos judaicos faziam oposição a Jesus, mas Ele prosseguia ensinando ao povo a Palavra de Deus, e convocando todos ao arrependimento. Por onde passava ia deixando um rastro de amor e compaixão.
Chegamos, então, ao momento em que uma grande multidão veio ouvir os ensinos de Jesus e buscar curas, e como o dia estava findando, eles ainda não haviam se alimentado, estando longe da cidade e de qualquer lugar onde pudessem comprar alimento. Jesus sabia que eles estavam com fome, e utilizou essa oportunidade para demonstrar mais algumas verdades do Reino de Deus.

      1)      Quem tem fome deve buscar Jesus
Aquelas pessoas que se reuniram naquele lugar estavam famintas, mas sua fome não era apenas de alimento: elas tinham fome de misericórdia, de amor, de atenção, de cura, de livramento, de liberdade... de Deus.
Eram pessoas enfermas física e espiritualmente. Pessoas amarguradas, ansiosas por uma palavra de ânimo, de bondade, de valorização. Muitos vinham carregando problemas que os perseguiam há tempos.
Ali havia pessoas ansiosas por encontrar a solução para problemas insolúveis, a cura para doenças incuráveis, a libertação de escravidões duradouras...
Os líderes religiosos judaicos não eram capazes de suprir essa fome do povo. Embora tentassem parecer muito santos e cumpridores da Lei de Deus, eles não eram líderes segundo o coração de Deus, mas se preocupavam muito mais com tradições e posição social do que com a saúde espiritual do povo.
Jesus vinha demonstrando que não era como os lideres existentes até então, pelo contrário, Ele era exatamente o oposto, porque não buscava a glória própria, mas a do Pai. Jesus falava com autoridade, pois sua vida consistia na prática de tudo o que Ele ensinava.
Enquanto os lideres religiosos marginalizavam as pessoas por causa de seus erros e de sua condição social ou de saúde, Jesus acolhia essas pessoas, tratava-as com amor e misericórdia, e com suas atitudes e palavras provocava transformação na vida de quem O ouvia.
Hoje, Jesus continua sendo a solução para quem tem fome. Ele continua sendo Aquele que não rejeita quem a Ele se achega. Ele continua disposto a amar, dar atenção, aconselhar, ensinar, curar, restaurar, perdoar, tratar com respeito e muito mais.
Jesus está pronto para ouvir nosso clamor e nos socorrer em qualquer situação. Ele tem prazer em usar de compaixão para com aqueles que nEle confiam e nEle se refugiam.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

NÃO FAÇA ESCOLHAS ERRADAS




TEXTO BASE: 1 Samuel 8

A passagem lida nos mostra um momento muito importante na história de Israel: o povo reclamava um rei para si, após muitos anos sendo liderado por juízes levantados por Deus.

Samuel, que naquela ocasião era sacerdote e profeta do Senhor, e julgava Israel, não gostou de ouvir as reivindicações do povo, mas Deus lhe disse que deveria atender ao clamor da nação, porquanto a atitude dos israelitas implicava em rejeição não à liderança de Samuel, mas ao governo de Deus sobre seu povo.

O pedido feito por Israel foi atendido, e Saul foi ungido rei, porém logo ele se desviou do Senhor e começou a agir com desobediência, trazendo pecado sobre a nação e sendo rejeitado pelo Altíssimo, que providenciou um sucessor, Davi.

A realidade retratada no texto não está distante de nós. Embora façamos críticas a Israel por seu comportamento ao longo da história bíblica, se pararmos para analisar nossa vida, perceberemos que nos assemelhamos muito aos nossos irmãos israelitas, pois somos teimosos, desobedientes e por vezes fazemos coisas que só nos trazem prejuízos.

Insistimos em pedir a Deus coisas que não nos trarão benefícios, fazemos de tudo para alcançar aquele objetivo, e quando finalmente obtemos aquilo que tanto almejávamos, percebemos que não era nada do que esperávamos, pelo contrário, sofremos com as consequências de nossa escolha irrefletida.

Por que razão Israel agia dessa forma? Por que nós continuamos a fazer escolhas erradas, que só nos causam dor e atrasam nossos passos na caminhada rumo ao crescimento espiritual?

O texto bíblico nos permite encontrar algumas respostas a essas indagações.

      1)    Conformação ao mundo
Israel havia sido escolhido e formado para ser o povo de Deus. Um povo que tinha sobre si promessas de bênçãos inigualáveis, que nenhum outro povo jamais teve.

Deus queria que Israel fosse diferente de todas as nações, pois os outros povos adoravam a deuses falsos, imagens de escultura, praticavam rituais de ocultismo, estavam afundados no pecado, mas Israel havia sido escolhido para ser uma nação santa, por meio da qual as outras nações seriam abençoadas.

Deus deu a Lei a Israel, por intermédio de Moisés, contendo preceitos que, se observados, levariam o povo a uma vida santa, reta, íntegra e próspera na presença de Deus. Seria uma sociedade santa, justa e próspera como nenhuma outra até então existente, com o grande diferencial de que o seu governante era o Criador de todo o universo.

Deus ordenou claramente que eles não se misturassem com os demais povos nem os invejassem, porquanto não temiam ao Altíssimo e não andavam de forma justa e reta, antes, eram nações de homens cheios de pecado, afastados de Deus, que não receberiam Suas bênçãos.

Mas nem a Lei nem todas as advertências feitas pareciam ser suficientes. Israel não conseguia fitar seus olhos nas bênçãos recebidas de Deus, antes, olhava para as outras nações e as invejava, queria ser como elas.

Vemos isso claramente no versículo 5, onde o povo diz: “constitui-nos, pois, agora, um rei sobre nós, para que nos governe, COMO O TÊM TODAS AS NAÇÕES”.

sábado, 16 de junho de 2012

O CRISTÃO E A JUSTIÇA SOCIAL




A Bíblia mostra que Deus sempre se preocupou com a questão da justiça social. Encontramos mandamentos do Altíssimo que dizem respeito à justiça social no Decálogo, nas Leis Secundárias, nos Provérbios, nos Profetas, nos ensinamentos de Jesus e nos livros do Novo Testamento.

Isso mostra que o Eterno deseja que Seu povo tenha consciência quanto aos seus deveres e direitos, com vistas a construir uma sociedade mais justa e fraterna.

Quando o ser humano não observa as leis da justiça social, o que se vê é uma sociedade desequilibrada, onde muitos passam fome, frio, morrem vitimados por doenças que poderiam ser tratadas, enfim, não se oferecem as mesmas oportunidades para todos.

Observando a Bíblia, veremos diretrizes traçadas por Deus para que Seu povo tenha verdadeiro compromisso com a justiça social.

      1)    Nas relações familiares
No Decálogo, percebemos que os quatro primeiros mandamentos dizem respeito ao nosso relacionamento com Deus, e os seis restantes se referem ao nosso relacionamento com nosso próximo.

O quinto mandamento diz: “Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR teu Deus te dá.” (Êxodo 20:12)

Honrar pai e mãe é não cometer injustiça contra aqueles que nos deram suas vidas, que nos educaram, sustentaram.

Sabemos que uma sociedade saudável tem em sua base famílias saudáveis, bem estruturadas. Não há sociedade sustentável, justa, quando as famílias estão quebradas. O respeito dentro do lar, dos filhos para com os pais e vice-versa, é essencial ao fortalecimento familiar, de forma que isso venha refletir na sociedade de forma positiva.

O que vemos hoje é exatamente o contrário, pois a cada dia vemos que os pais são menos honrados pelos filhos. Ouvimos notícias de filhos matando os pais, submetendo-os a maus tratos, negando-lhes assistência, abandonando-os num asilo.

Não há justiça social quando, dentro das casas, os pais são injustiçados.

Da mesma forma, a Palavra exorta os pais a que eduquem os filhos com amor, que lhes ensinem o caminho de Deus, que lhes deem uma boa formação moral e ética, não negligenciando no seu cuidado, para que se tornem adultos íntegros e retos (Pv. 22.6; 22.15; 23.13; 29.15; Col. 3.21; 1 Tim 3.12; 5.8).

Muitos males da nossa sociedade se devem ao fato de filhos não receberem dos pais o devido amor, a devida instrução e disciplina. Crianças são deixadas à sua própria sorte, deseducadas pela televisão e por “amigos”, negligenciadas em suas necessidades, submetidas a condições de abandono moral e material. Depois, crescem e enveredam por caminhos tortuosos, que os levam à cadeia ou ao cemitério.

O sétimo mandamento traz a seguinte determinação: “Não adulterarás.” (Êxodo 20:14)

O adultério é um dos atos mais frequentes na sociedade atual, e acontecia também milhares de anos atrás. Deus demonstra sua preocupação com a família ao proibir expressamente o adultério, que é a prática de relacionamentos extraconjugais.

O adultério desestabiliza e destrói a família. Aquele que adultera comete injustiça contra o seu cônjuge, trai o seu amor e sua confiança. É um mal que abala toda a estrutura familiar, e como consequência vem o divórcio, filhos traumatizados, quebra de valores morais e éticos, refletindo na sociedade negativamente.

Nossa sociedade vive um momento em que o adultério se tornou algo comum. Os votos feitos no altar pelo casal são rompidos com facilidade, gerando crises que se estendem das famílias para a sociedade.

Também nas Leis Secundárias Deus demonstrou cuidado com as famílias. É o que se pode notar ao ler o seguinte texto: “Quando um homem for recém-casado não sairá à guerra, nem se lhe imporá encargo algum; por um ano inteiro ficará livre na sua casa para alegrar a mulher, que tomou.” (Deuteronômio 24:5)

Pretendia-se, com isto, permitir que os recém-casados tivessem a oportunidade de se conhecer, de formar verdadeiramente uma família, pois se o homem fosse enviado à guerra poderia morrer, deixando viúva uma mulher recém-casada, sem sustento e sem suscitar descendência. E se tivesse que se ocupar com encargos públicos, não poderia dar à sua esposa a atenção devida, o que, aos olhos de Deus, seria injusto, pois no primeiro ano o casal estaria dando início à família.

terça-feira, 12 de junho de 2012

SOB A ORIENTAÇÃO DO ALTÍSSIMO



“Instruir-te-ei, e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; guiar-te-ei com os meus olhos.” (Salmos 32:8)

Se um pastor disser aos seus ouvintes: “abram suas bíblias”, e não complementar informando em qual livro ela deve ser aberta, as pessoas ficarão aguardando que ele esclareça o livro, o capítulo e o versículo.

Caso ele insista em dizer apenas “abram suas bíblias”, cada pessoa poderá abrir sua bíblia em um livro diferente, e muito dificilmente alguém conseguirá saber exatamente que texto ele pretende que seja lido.

Assim, é necessário que o pastor diga: “abram suas bíblias no livro tal, capítulo tal, versículo tal”, para que todos façam de maneira correta o que lhes foi dito. Então, poderão ler juntos o texto e compartilhar sua mensagem, com edificação mútua.

Se Deus apenas nos dissesse: “sejam obedientes”, e não complementasse essa ordem com preceitos específicos a serem seguidos, as pessoas não teriam noção exata do que deveriam fazer, que ordens deveriam obedecer!

Se Deus se limitasse a dizer: “sejam santos, retos e íntegros”, da mesma forma teríamos dificuldades no cumprimento de sua ordem, porque cada pessoa pode ter um conceito do que venha a ser santidade, retidão e integridade.

Assim, veríamos as pessoas seguindo diferentes direções, cada qual conforme seu próprio entendimento, sem que isso implicasse em verdadeira obediência a Deus, pois Ele não teria dado a conhecer a Sua vontade de forma específica.

Para que não andássemos sem rumo, cada qual fazendo o que entendesse certo, Deus providenciou instrumentos valiosos que nos instruem, orientam e confirmam.

      1)    A Palavra de Deus

 A Bíblia é a Palavra de Deus. Por meio dela o Altíssimo nos revela:

i)           Quem Ele é – um relacionamento só é possível quando as partes envolvidas se conhecem, e por meio da Bíblia Deus se revela a nós, fala sobre Sua Pessoa, Seu Poder, Sua Vontade, de forma que não adoramos o desconhecido, mas o Deus que se deu a conhecer aos seres humanos. Deus poderia deixar que as pessoas O conhecessem com base apenas no relacionamento diário, mas era necessário que Ele se revelasse como fez, para evitar que cada um tivesse uma ideia diferente sobre Sua Pessoa.
ii)      Quem nós somos – no relacionamento com Deus é essencial que saibamos exatamente quem nós somos, que tenhamos a consciência de que não estamos no mesmo nível que Ele, que não temos méritos para obter o favor do Eterno, e, assim, nos posicionemos com humildade diante do Pai.
iii)      O que Ele fez para que herdássemos a Vida Eterna – pela Palavra tomamos conhecimento de que o Altíssimo, amando-nos de uma forma maravilhosa, enviou Seu Filho, Jesus Cristo, para receber sobre si o castigo resultante de nossa desobediência à Lei, redimindo-nos e garantindo nossa salvação com Seu Sangue.
iv)           Como devemos conduzir nossas vidas – pela Palavra Deus traça as diretrizes que os que nEle creem devem seguir, de forma a crescer em santidade a cada dia. Deus nos oriente, pela Bíblia, a como nos relacionarmos com Ele e com nosso próximo. O Altíssimo ensina como devem ser as relações em família, em sociedade, na comunidade da fé, de forma que Seu povo viva de forma abençoada e abençoadora, para honra e glória do Seu Nome.

“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (2 Timóteo 3.16)