sexta-feira, 20 de novembro de 2009

ALGUMAS LIÇÕES DO SALMO 9

Leia o Salmo 9 algumas vezes, e procure discernir lições para a sua vida. A Palavra de Deus é rica em instruções para a vida.
Outro dia, atentei para o versículo 10 desse Salmo, que utilizei em uma breve mensagem numa reunião de oração. Pouco antes, porém, comecei a ler o Salmo inteiro, e percebi que havia muitas coisas mais que poderiam ser observadas e transmitidas, para fins de edificação espiritual.
A leitura do Salmo 9 me levou a ver que ele apresenta algumas atitudes que devem se constituir em marcas na vida de um servo de Deus, um cristão que deseja ter uma vida plena na presença de Deus.
O Salmo foi escrito por Davi, que, segundo a Bíblia, era um homem segundo o coração de Deus. Interessante que Davi era um homem cheio de defeitos, cometeu muitos pecados, alguns bem graves, mas tinha humildade para se pôr diante de Deus com o coração arrependido e pedir perdão, reconhecendo seus erros e clamando misericórdia. A vida de Davi revela que ele era um servo fiel a Deus, e do Salmo que ele escreveu, inspirado pelo Espírito Santo, podemos extrair, dentre outras, as seguintes lições:

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

CONFIANÇA E AMPARO

"Em ti confiarão os que conhecem o teu nome; porque tu, SENHOR, nunca desamparaste os que te buscam." (Salmo 9:10)

Quem é amparado por Deus? O que O busca.
Quem busca a Deus? O que nEle confia.
Quem confia em Deus? O que O conhece.
Quem conhece a Deus? Quem antes foi conhecido por Ele e percebeu que sem Ele não dá para viver.
Tudo se resume, então, em relacionamento com Deus.
Tomando por parâmetro o relacionamento entre os seres humanos, sabemos que os vínculos nascem quando uma das partes toma a iniciativa de estabelecer contato com a outra. A partir daí, a relação vai crescendo, a convivência vai revelando facetas antes desconhecidas, o diálogo vai se aprofundando e o nível de intimidade também. Pai e filho que não se comunicam se conhecem muito pouco. Marido e esposa vão se conhecendo à medida em que vão tendo convivência, dialogando. Amigos se tornam grandes amigos conforme o nível de relacionamento, conforme o tempo que dedicam a se conhecerem, conforme o tempo que passam juntos.
Com Deus, não há muita diferença, a não ser pelo fato de que Ele é que toma a iniciativa de nos buscar, falando ao nosso coração pelo Seu Espírito, e então respondemos à Sua voz, ou não.
Há quem responda e experimente um pouco da Graça de Deus, contentando-se, porém, em permanecer apenas com os pés dentro do Rio da Graça, achando que é suficiente ter alguns minutinhos de oração quase que mecânica, geralmente na hora de dormir; o cumprimento das "obrigações" semanais com a Igreja, como ir ao culto, ir à EBD, ainda que saindo pela porta do templo não se lembrando do que ouviu.
Outros, todavia, vendo como é maravilhoso relacionar-se com Deus, não querem molhar apenas os pés, mas desejam mergulhar nas águas da Graça, buscando uma comunhão mais profunda com o Pai. Esses dedicam muito mais tempo à oração, que é o diálogo com o Pai - sem diálogo não há como estreitar relacionamentos -; leitura da Palavra de Deus (Bíblia), onde Deus Se revela; exercício do amor ao próximo através da convivência e comunhão com os seres humanos.
Assim, esses que mergulham mais fundo no Rio da Graça de Deus são os que O buscam, e buscando a Deus, aprendem a confiar nEle, pois passam a conhecê-lO, e confiando, são por Ele amparados, como diz o salmista.
Busque, conheça, confie e experimente o poder de Deus em sua vida. Ou permaneça na superficialidade do relacionamento e perca a chance de saber como sua vida poderia ser diferente.
Que YAHWEH o abençoe, em Cristo Jesus.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

JESUS NOS ENSINA A AGIR MOVIDOS PELA MISERICÓRDIA

TEXTO: LUCAS 7: 11-17

A Bíblia nos traz muitos relatos de curas e ressurreições realizadas por Jesus durante o Seu ministério terreno. Contudo, o que se observa na grande parte, é que sempre havia alguém que intercedia por outra pessoa, ou o enfermo pedia por si próprio. Por exemplo, temos o caso do centurião que, estando o seu criado enfermo, pediu a anciãos judeus que fossem até Jesus pedir a cura ao jovem (Lucas 7:1-10).

Ainda, podemos lembrar o caso do da filha de Jairo (Marcos 5:21-43); os dois cegos que clamaram ao Filho de Davi que os curasse (Mateus 9:27-31); dentre tantos que a Palavra do Senhor nos mostra.

O texto de Lucas 7:11-17 nos revela outro ensino de Jesus. Ninguém lhe pediu que ressuscitasse o jovem falecido. Ele simplesmente olhou para aquela mãe triste, que tinha seus olhos cheios de lágrimas, e que ficara sozinha, eis que era viúva e agora perdera seu único filho. Entretanto, mesmo sem que lhe solicitassem ajuda, Ele se compadeceu da mulher, e, agindo movido por essa compaixão, trouxe o jovem de novo à vida.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

COMO EVITAR DESEQUILÍBRIOS RELIGIOSOS

por
A. W. Pink


“E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro,” 1Jo 3.3

Os nossos esforços para sermos corretos nos podem conduzir ao erro. A operação do Espírito, no coração humano, não é inconsciente nem automática. A vontade e a inteligência humana devem ceder e cooperar com as benignas intenções de Deus. Penso que é neste ponto que muitos de nós se perdem. Ou tentamos nos tornar santos, e, então, falhamos miseravelmente; ou, então, procuramos atingir um estado de passividade espiritual, esperando que Deus aperfeiçoe nossa natureza, em santidade, como alguém que se assentasse esperando que um ovo de pintarroxo chocasse sozinho. Trabalhamos febrilmente, para conseguir o impossível, ou não trabalhamos de forma alguma. O Novo Testamento nada conhece da operação do Espírito em nós, à parte de nossa própria resposta moral favorável. Vigilância, oração, autodisciplina e aquiescência inteligente aos propósitos de Deus são indispensáveis para qualquer progresso real na santidade. Existem certas áreas de nossas vidas em que os nossos esforços para sermos corretos nos podem conduzir ao erro, a um erro tão grande que leva à própria deformação espiritual. Por exemplo:

1. QUANDO, EM NOSSA DETERMINAÇÃO DE NOS TORNARMOS OUSADOS, NOS TORNAMOS ATREVIDOS. Coragem e mansidão são qualidades compatíveis; ambas eram encontradas em perfeitas proporções em Cristo, e ambas brilharam esplendidamente na confrontação com os seus adversários. Pedro, diante do sinédrio, e Paulo, diante do rei Ágripa, demonstraram ambas essas qualidades, ainda que noutra ocasião, quando a ousadia de Paulo temporariamente perdeu o seu amor e se tornou carnal, ele houvesse dito ao sumo sarcedote: “Deus há de ferir-te, parede branqueada.” No entanto, deve-se dar um crédito ao apóstolo, quando, ao perceber o que havia feito, desculpou-se imediatamente (At 23.1-5).

2) QUANDO, EM NOSSO DESEJO DE SERMOS FRANCOS, TORNAMO-NOS RUDES. Candura sem aspereza sempre se encontrou no homem Cristo Jesus. O crente que se vangloria de sempre chamar de ferro o que é de ferro, acabará chamando tudo pelo nome de ferro. Até o fogoso Pedro aprendeu que o amor não deixa escapar da boca tudo quanto sabe (1 Pe 4.8).

3) QUANDO, EM NOSSOS ESFORÇOS PARA SERMOS VIGILANTES, FICAMOS A SUSPEITAR DE TODOS. Posto que há muitos adversários, somos tentados a ver inimigos onde nenhum deles existe. Por causa do conflito com o erro, tendemos a desenvolver um espírito de hostilidade para com todos quantos discordam de nós em qualquer coisa. Satanás pouco se importa se seguimos uma doutrina falsa ou se meramente nos tornamos amargos. Pois em ambos os casos ele sai vencedor.

4) QUANDO TENTAMOS SER SÉRIOS E NOS TORNAMOS SOMBRIOS. Os santos sempre foram pessoas sérias, mas a melancolia é um defeito de caráter e jamais deveria ser mesclada com a piedade. A melancolia religiosa pode indicar a presença de incredulidade ou pecado, e, se deixarmos que tal melancolia prossiga por muito tempo, pode conduzir a graves perturbações mentais. A alegria é a grande terapia da mente. “Alegrai-vos sempre no Senhor” (Fp 4.4).

5) QUANDO TENCIONAMOS SER CONSCIENCIOSOS E NOS TORNAMOS ESCRUPULOSOS EM DEMASIA. Se o diabo não puder destruir a consciência, seus esforços se concentrarão na tentativa de enfermá-la. Conheço crentes que vivem em um estado de angústia permanente, temendo que venham a desagradar a Deus. Seu mundo de atos permitidos se torna mais e mais estreito, até que finalmente temem atirar-se nas atividades comuns da vida. E ainda acreditam que essa autotortura é uma prova de piedade.

Enquanto os filósofos religiosos buscam corrigir essa assimetria (que é comum a toda raça humana), pregando o “meio-termo áureo,” o cristianismo oferece um remédio muito mais eficaz. O cristianismo, estando de pleno acordo com todos os fatos da existência, leva em consideração este desequilíbrio moral da vida humana, e o medicamento que oferece não é uma nova filosofia, e sim uma nova vida. O ideal aspirado pelo crente não consiste em andar pelo caminho perfeito, mas em ser conformado à imagem de Cristo.

Fonte: Editora Fiel (http://www.editorafiel.com.br/artigos_detalhes.php?id=112)

LEIA TAMBÉM:

NÃO QUEBRE O VASO

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

SALMO 126

1 Quando o SENHOR restaurou a sorte de Sião, ficamos como quem sonha.

As obras de YAHWEH são maravilhosas e superam nossas expectativas. Milagres ocorrem, vidas são transformadas, o impossível aos homens se revela possível a Deus. A grandeza do que Ele faz nos deixa perplexos, e muitas vezes parece que estamos ainda sonhando, como que custando a acreditar no que os olhos veem. Não é falta de fé, antes, é espanto diante do que Deus pode fazer, pois uma coisa é crer que Ele pode, e outra é ver quando Ele faz. O impacto é outro. Mas só se verá o que Ele faz se houver fé. Quem não crê não enxerga. Quem não crê acha que é coincidência. Quem crê sabe em Quem confia, e sabe de onde veio o milagre.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

A Igreja que não existe mais (4)

por Ariovaldo Ramos


O que existe?

- A Comunhão dos santos existe na realidade da Igreja invisível. Mas, que relevância tem na história uma igreja invisível?

- Ajuntamentos cúlticos – há os que procuram se pautam pela Bíblia, e os que nem tanto.

- Instituições – (muitas e cada vez mais) há as que ainda tentam ser apenas um odre para o vinho, e as que nem tanto.

- Discursos sobre Cristo e sua obra – há os que falam sobre Jesus, segundo a Bíblia, e os que nem tanto.

- Conversões pessoais – há as que trazem marcas do Novo Testamento, e as que nem tanto.

- Missionários – há os que pregam a Cristo, sua morte e ressurreição, e os que nem tanto. O apoio ao missionário está mais para esmola do que para sustento.

- Ação social – há as que querem emancipar o pobre, por amor a Cristo, e as que nem tanto.

- Pastores e Lideres – há os que tentam alcançar o padrão dos presbíteros do Novo Testamento, e os que tanto menos.

- Títulos - em profusão, constratanto com a escassez de irmãos.

- Orações - principalmente, por necessidades materiais, sociais e de cura, que parecem não ser respondidas, pelo menos, não a contento.

- Milagres – (mas pessoais) a misericórdia divina continua se manifestando, porém, não se entende mais o princípio de sua ação.

- Ministérios – há os que são ministros (servos), e os que nem tanto.

- Riqueza – Instituições estão cada vez mais ricas, e há os que usufruem da mesma.

- Irmãos e irmãs que amam a Cristo e a Igreja, mas que estão cada vez mais confusos sobre o que estão assistindo – e há, cada vez mais, um amor em crise.

E ecoa a voz do Cristo: Contudo quando vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra? (Lc 18.8)

Talvez, ainda haja tempo de pedir perdão!

Publicado com autorização do Pr. Ariovaldo Ramos, extraído de http://www.irmaos.com/ariovaldoramos/artigos?id=2909

LEIA TAMBÉM:

UMA IGREJA QUE FAZ DIFERENÇA

terça-feira, 29 de setembro de 2009

NÃO QUEBRE O VASO

Antes de ler esta postagem, abra sua Bíblia e leia Eclesiastes 7:16-22. Aproveitando que está com a Bíblia nas mãos, prolongue-se na sua leitura e deixe Deus revelar a você o que está escrito em Sua Palavra.

Olhe para uma mesa próxima a você, ou, se não estiver perto de uma, visualize-a em sua mente. Agora, pegue um vaso muito bonito, de preferência um daqueles valiosos, e o coloque sobre a mesa, em uma posição que reduza drasticamente a chance de que ele venha a cair no chão e se quebrar. Onde foi que você colocou o vaso? Se você o pôs nas extremidades, ou próximo às extremidades da mesa, sugiro que repense suas atitudes e sua filosofia de vida, pois você parece ser alguém que deixa o vaso se quebrar com certa facilidade. Qualquer esbarrão na mesa ou no próprio vaso, estando ele próximo às extremidades, fará com que ele se precipite ao chão e se estilhace, sendo que, dependendo de como for a quebradura, talvez não haja forma de consertá-lo, ou, se houver, ainda poderão sobrar algumas rachaduras.

Mas, se você colocou o vaso na parte central da mesa, parabéns, porque você é uma pessoa que preza pelo equilíbrio e busca viver de forma sensata e sábia. No centro da mesa realmente os riscos de que o vaso caia no chão e se quebre são extremamente reduzidos.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

PERSEVERANÇA EM MEIO ÀS PROVAÇÕES

TEXTO BASE: ÊXODO 5:1-23; 6:1-13

INTRODUÇÃO:

Provavelmente todo cristão já passou pela experiência de estar enfrentando alguma situação difícil, algum problema sério, e, após clamar a Deus em busca de socorro, viu suas tribulações aumentarem consideravelmente. É como se nosso clamor tivesse um efeito contrário. Então começamos a perguntar a nós mesmos o que é que está acontecendo. São situações que provam a nossa fé e desafiam o nosso relacionamento com Deus.

No nosso texto base, encontramos o povo de Israel vivendo em escravidão no Egito, sofrendo com trabalhos forçados e grande exploração. É uma situação diferente daquela que se verificava quando Israel entrou no Egito, em um período de alegria pelo reencontro com José e pela instalação em uma terra onde Israel cresceu muito.

Deus se dispôs a libertar Seu povo, e para isso convocou Moisés e Arão, que se apresentaram diante de Faraó pedindo que ele deixasse o povo ir para adorar a Deus no deserto. Então, começou um período em que os sofrimentos de Israel foram aumentados, até culminar com sua libertação após um tempo em que Deus demonstrou Seu poder perante o Egito e perante o Seu povo, Israel.

Podemos extrair dessa passagem alguns ensinamentos úteis para a nossa vida cristã.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

A SÍNDROME DE ANÁS E CAIFÁS


Anás e Caifás eram dois respeitados sumos-sacerdotes em Jerusalém. Eles tinham grande conhecimento das Sagradas Escrituras, algo que hoje seria como um doutorado em teologia. Por esse conhecimento, eles se julgavam conhecedores de Deus, e criam que tinham condições de falar o que se passava na mente de Deus. Julgavam-se os secretários de Deus na terra.

Também por sua posição privilegiada (sumo sacerdote gozava de um status elevado no nível sócio-religioso), consideravam-se superiores aos demais seres humanos, e se viam como super-crentes, merecedores de especiais favores divinos e possuidores de autoridade sobre as vidas das pessoas. Eles se julgavam mais santos que os seres comuns, e se alguém tinha que ir para o céu, obviamente eles seriam os primeiros da fila.

Esse pensamento não fazia morada apenas nas mentes de Anás e Caifás, mas, semelhantemente a eles, os demais líderes religiosos daquela época sofriam dessa síndrome. Bastava terem um título (mestre da lei, doutor da lei, escriba, etc.), para que se julgassem super-crentes, e se arrogassem um poder extra sobre as vidas dos que não tinham status religioso.

Anás e Caifás se envolveram diretamente na morte de Jesus. Eles não queriam saber de ninguém que ameaçasse a sua posição privilegiada na sociedade judaica. Suas vidas não eram embasadas na essência das Escrituras, mas haviam sido criadas tantas tradições, tantos formalismos e legalismos, que quando apareceu Jesus destruindo aquele sistema diabólico, que não tinha nada a ver com Deus, obviamente os líderes religiosos não poderiam deixá-lo prosseguir.

Jesus pregava amor, misericórdia, perdão, humildade... Os líderes religiosos de então desconheciam essas palavras em termos de prática na vida. O amor que eles conheciam era aquele que devotavam a suas tradições, seus formalismos e seus legalismos. A misericórdia que eles julgavam existir só se aplicava no que dizia respeito aos pecados deles mesmos (e olhe que eles se consideravam quase que impecáveis), mas para as pessoas comuns, valiam apenas as condenações da Lei. Perdão, humildade e outras virtudes não existiam em seus dicionários.

Anás, Caifás e companhia só queriam se perpetuar no poder, destruir os que consideravam seus opositores, mandar na vida alheia, continuar a possuir status de “homens de Deus”, intocáveis, e para isso seriam capazes de matar, como fizeram com Jesus, que não tinha nenhuma semelhança com eles, que não amava o poder, embora fosse Ele próprio O Poder acima de todo poder, não buscava títulos nem cargos “santos”, embora Ele fosse o Nome acima de todo nome, e o Santo dos santos, e tratava os seres humanos como humanos, que precisam de amor, misericórdia, inclusão, perdão, compreensão, instrução verdadeira e desinteressada, etc.

Hoje, o mundo está cheio de pessoas com a Síndrome de Anás e Caifás. O meio cristão está repleto de gente assim, que vive para defender tradições, formalismos e legalismos, que não aceita o fato de outras pessoas pensarem ou agirem de forma diferente, que fala de amor e misericórdia, mas têm no coração apenas a Lei para ser aplicada a quem fraqueja e erra, embora eles próprios queiram ser tratados com amor e misericórdia.

Como Anás e Caifás, muitos líderes de hoje se sentem superiores aos demais crentes, julgam que possuem uma “unção especial”, e se esquecem que Jesus veio constituir um reino de sacerdotes, composto por todos os que creem no Seu Nome, conforme diz a Escritura. Hoje, se Jesus estivesse no nosso meio como homem, certamente seria fortemente atacado por muitos líderes cristãos, assim como foi nos tempos de sua primeira vinda. Dificilmente deixariam que Ele ocupasse um púlpito para pregar. Quando vissem que Jesus não se parece com o que eles pregam, imediatamente tratariam de tirá-lo de cena.

Infelizmente, o tempo passou mas a Síndrome de Anás e Caifás permanece, e cada vez mais forte. Cuide de si mesmo para que essa Síndrome não o contamine, caso contrário, você também rejeitará o Jesus bíblico, e preferirá o Jesus criado pela religião, que representa todos os valores do mundo, mas está longe dos valores de Deus.

José Vicente

sábado, 19 de setembro de 2009

O SENHORIO DE CRISTO EM NOSSAS VIDAS - PARTE FINAL

3) O SENHORIO DE CRISTO NOS FAZ PESSOAS DIFERENTES

Paulo disse: “para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo” (verso 15).

Significa dizer que, se nos submetermos ao Senhorio de Cristo, sem dúvida não seremos confundidos com o restante da humanidade, que se encontra em rebeldia contra o Senhor, negando o Seu Senhorio e vivendo conforme as inclinações da carne, a influência do mundo e do diabo.

O verdadeiro servo de Cristo ilumina o mundo, pois ele reflete a luz que vem de Cristo. Leia Mateus 5:14-16.

Viver sob o Senhorio de Cristo implica em levar a luz onde as trevas dominam, não se contaminar com a corrupção do mundo, mas viver como Jesus viveu.

Cristo é o nosso exemplo, nosso modelo. Por onde Ele andou, fez a diferença. Onde Jesus passou, nada mais ficou como antes. Na presença dEle, demônios fugiam, enfermos eram curados, mortos ressuscitavam, sábios se calavam, a verdade prevalecia.

Se estivermos firmados em Cristo, obviamente não seguiremos o mesmo curso do mundo, não nos amoldaremos a ele, antes, caminharemos no sentido indicado pelo Senhor, sendo honestos num mundo desonesto; puros num mundo impuro; doces num mundo amargo; confiáveis em um mundo de desconfiança; alegres de verdade em um mundo que vive uma alegria ilusória...

Quando não nos sujeitamos ao pleno senhorio de Cristo, acabamos nos igualando aos incrédulos, e, então, não fazemos a menor diferença. Ninguém será libertado do império das trevas através de nós, porque o poder de Deus não se manifestará por intermédio de pessoas contaminadas. Deus não precisa de nós para agir, mas Ele escolheu nos usar como instrumentos de salvação aos povos, a fim de que em nós Ele seja glorificado. Que tipo de instrumentos seremos se não nos submetermos ao Senhorio de Cristo?

Quem passa a servir a Cristo imediatamente sofre uma mudança em seu caráter. Veja o que aconteceu com Zaqueu, que, sendo um publicano desprezível, corrupto, ao receber o Senhor Jesus experimentou uma radical transformação em sua maneira de ser, percebendo o quanto havia sido desonesto até então, e dispondo-se a reparar o mal que causara a tantas pessoas, devolvendo-lhes muito mais do que havia delas usurpado, além de desapegar-se das riquezas, distribuindo aos pobres metade do que tinha.


CONCLUSÃO

Novamente, pergunto a você: quem exerce o senhorio sobre sua vida? O Senhorio de Cristo tem sido absoluto, ou você o tem tornado relativo?

Submeta-se integralmente ao Senhorio de Cristo, e experimente uma transformação verdadeira em sua vida. Experimente a vida plena que o Senhor Jesus tem para você. Abandone o espírito de rebeldia. Lance fora a soberba. Renuncie às influências do diabo, do mundo e da carne.

1 Cor 8:5-6 “Porque, ainda que há também alguns que se chamem deuses, quer no céu ou sobre a terra, como há muitos deuses e muitos senhores, todavia, para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem existimos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós também, por ele.”

Efésios 5:8-10 “Pois, outrora, éreis trevas, porém, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz (porque o fruto da luz consiste em toda bondade, e justiça, e verdade), provando sempre o que é agradável ao Senhor”.

Que Jesus Cristo, Nosso Senhor, derrame sua Graça infinita sobre nossas vidas, e nos fortaleça na fé, e nos faça transbordar de seu Espírito Santo, para que possamos resistir às investidas dos antigos senhores, mantendo-nos fiéis ao Nosso Senhor. Amém.

José Vicente Ferreira
Mensagem pregada no Intercâmbio de Louvor, na Igreja Presbiteriana de Guaraci, em 09/10/2008.