segunda-feira, 26 de outubro de 2009

JESUS NOS ENSINA A AGIR MOVIDOS PELA MISERICÓRDIA

TEXTO: LUCAS 7: 11-17

A Bíblia nos traz muitos relatos de curas e ressurreições realizadas por Jesus durante o Seu ministério terreno. Contudo, o que se observa na grande parte, é que sempre havia alguém que intercedia por outra pessoa, ou o enfermo pedia por si próprio. Por exemplo, temos o caso do centurião que, estando o seu criado enfermo, pediu a anciãos judeus que fossem até Jesus pedir a cura ao jovem (Lucas 7:1-10).

Ainda, podemos lembrar o caso do da filha de Jairo (Marcos 5:21-43); os dois cegos que clamaram ao Filho de Davi que os curasse (Mateus 9:27-31); dentre tantos que a Palavra do Senhor nos mostra.

O texto de Lucas 7:11-17 nos revela outro ensino de Jesus. Ninguém lhe pediu que ressuscitasse o jovem falecido. Ele simplesmente olhou para aquela mãe triste, que tinha seus olhos cheios de lágrimas, e que ficara sozinha, eis que era viúva e agora perdera seu único filho. Entretanto, mesmo sem que lhe solicitassem ajuda, Ele se compadeceu da mulher, e, agindo movido por essa compaixão, trouxe o jovem de novo à vida.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

COMO EVITAR DESEQUILÍBRIOS RELIGIOSOS

por
A. W. Pink


“E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro,” 1Jo 3.3

Os nossos esforços para sermos corretos nos podem conduzir ao erro. A operação do Espírito, no coração humano, não é inconsciente nem automática. A vontade e a inteligência humana devem ceder e cooperar com as benignas intenções de Deus. Penso que é neste ponto que muitos de nós se perdem. Ou tentamos nos tornar santos, e, então, falhamos miseravelmente; ou, então, procuramos atingir um estado de passividade espiritual, esperando que Deus aperfeiçoe nossa natureza, em santidade, como alguém que se assentasse esperando que um ovo de pintarroxo chocasse sozinho. Trabalhamos febrilmente, para conseguir o impossível, ou não trabalhamos de forma alguma. O Novo Testamento nada conhece da operação do Espírito em nós, à parte de nossa própria resposta moral favorável. Vigilância, oração, autodisciplina e aquiescência inteligente aos propósitos de Deus são indispensáveis para qualquer progresso real na santidade. Existem certas áreas de nossas vidas em que os nossos esforços para sermos corretos nos podem conduzir ao erro, a um erro tão grande que leva à própria deformação espiritual. Por exemplo:

1. QUANDO, EM NOSSA DETERMINAÇÃO DE NOS TORNARMOS OUSADOS, NOS TORNAMOS ATREVIDOS. Coragem e mansidão são qualidades compatíveis; ambas eram encontradas em perfeitas proporções em Cristo, e ambas brilharam esplendidamente na confrontação com os seus adversários. Pedro, diante do sinédrio, e Paulo, diante do rei Ágripa, demonstraram ambas essas qualidades, ainda que noutra ocasião, quando a ousadia de Paulo temporariamente perdeu o seu amor e se tornou carnal, ele houvesse dito ao sumo sarcedote: “Deus há de ferir-te, parede branqueada.” No entanto, deve-se dar um crédito ao apóstolo, quando, ao perceber o que havia feito, desculpou-se imediatamente (At 23.1-5).

2) QUANDO, EM NOSSO DESEJO DE SERMOS FRANCOS, TORNAMO-NOS RUDES. Candura sem aspereza sempre se encontrou no homem Cristo Jesus. O crente que se vangloria de sempre chamar de ferro o que é de ferro, acabará chamando tudo pelo nome de ferro. Até o fogoso Pedro aprendeu que o amor não deixa escapar da boca tudo quanto sabe (1 Pe 4.8).

3) QUANDO, EM NOSSOS ESFORÇOS PARA SERMOS VIGILANTES, FICAMOS A SUSPEITAR DE TODOS. Posto que há muitos adversários, somos tentados a ver inimigos onde nenhum deles existe. Por causa do conflito com o erro, tendemos a desenvolver um espírito de hostilidade para com todos quantos discordam de nós em qualquer coisa. Satanás pouco se importa se seguimos uma doutrina falsa ou se meramente nos tornamos amargos. Pois em ambos os casos ele sai vencedor.

4) QUANDO TENTAMOS SER SÉRIOS E NOS TORNAMOS SOMBRIOS. Os santos sempre foram pessoas sérias, mas a melancolia é um defeito de caráter e jamais deveria ser mesclada com a piedade. A melancolia religiosa pode indicar a presença de incredulidade ou pecado, e, se deixarmos que tal melancolia prossiga por muito tempo, pode conduzir a graves perturbações mentais. A alegria é a grande terapia da mente. “Alegrai-vos sempre no Senhor” (Fp 4.4).

5) QUANDO TENCIONAMOS SER CONSCIENCIOSOS E NOS TORNAMOS ESCRUPULOSOS EM DEMASIA. Se o diabo não puder destruir a consciência, seus esforços se concentrarão na tentativa de enfermá-la. Conheço crentes que vivem em um estado de angústia permanente, temendo que venham a desagradar a Deus. Seu mundo de atos permitidos se torna mais e mais estreito, até que finalmente temem atirar-se nas atividades comuns da vida. E ainda acreditam que essa autotortura é uma prova de piedade.

Enquanto os filósofos religiosos buscam corrigir essa assimetria (que é comum a toda raça humana), pregando o “meio-termo áureo,” o cristianismo oferece um remédio muito mais eficaz. O cristianismo, estando de pleno acordo com todos os fatos da existência, leva em consideração este desequilíbrio moral da vida humana, e o medicamento que oferece não é uma nova filosofia, e sim uma nova vida. O ideal aspirado pelo crente não consiste em andar pelo caminho perfeito, mas em ser conformado à imagem de Cristo.

Fonte: Editora Fiel (http://www.editorafiel.com.br/artigos_detalhes.php?id=112)

LEIA TAMBÉM:

NÃO QUEBRE O VASO

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

SALMO 126

1 Quando o SENHOR restaurou a sorte de Sião, ficamos como quem sonha.

As obras de YAHWEH são maravilhosas e superam nossas expectativas. Milagres ocorrem, vidas são transformadas, o impossível aos homens se revela possível a Deus. A grandeza do que Ele faz nos deixa perplexos, e muitas vezes parece que estamos ainda sonhando, como que custando a acreditar no que os olhos veem. Não é falta de fé, antes, é espanto diante do que Deus pode fazer, pois uma coisa é crer que Ele pode, e outra é ver quando Ele faz. O impacto é outro. Mas só se verá o que Ele faz se houver fé. Quem não crê não enxerga. Quem não crê acha que é coincidência. Quem crê sabe em Quem confia, e sabe de onde veio o milagre.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

A Igreja que não existe mais (4)

por Ariovaldo Ramos


O que existe?

- A Comunhão dos santos existe na realidade da Igreja invisível. Mas, que relevância tem na história uma igreja invisível?

- Ajuntamentos cúlticos – há os que procuram se pautam pela Bíblia, e os que nem tanto.

- Instituições – (muitas e cada vez mais) há as que ainda tentam ser apenas um odre para o vinho, e as que nem tanto.

- Discursos sobre Cristo e sua obra – há os que falam sobre Jesus, segundo a Bíblia, e os que nem tanto.

- Conversões pessoais – há as que trazem marcas do Novo Testamento, e as que nem tanto.

- Missionários – há os que pregam a Cristo, sua morte e ressurreição, e os que nem tanto. O apoio ao missionário está mais para esmola do que para sustento.

- Ação social – há as que querem emancipar o pobre, por amor a Cristo, e as que nem tanto.

- Pastores e Lideres – há os que tentam alcançar o padrão dos presbíteros do Novo Testamento, e os que tanto menos.

- Títulos - em profusão, constratanto com a escassez de irmãos.

- Orações - principalmente, por necessidades materiais, sociais e de cura, que parecem não ser respondidas, pelo menos, não a contento.

- Milagres – (mas pessoais) a misericórdia divina continua se manifestando, porém, não se entende mais o princípio de sua ação.

- Ministérios – há os que são ministros (servos), e os que nem tanto.

- Riqueza – Instituições estão cada vez mais ricas, e há os que usufruem da mesma.

- Irmãos e irmãs que amam a Cristo e a Igreja, mas que estão cada vez mais confusos sobre o que estão assistindo – e há, cada vez mais, um amor em crise.

E ecoa a voz do Cristo: Contudo quando vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra? (Lc 18.8)

Talvez, ainda haja tempo de pedir perdão!

Publicado com autorização do Pr. Ariovaldo Ramos, extraído de http://www.irmaos.com/ariovaldoramos/artigos?id=2909

LEIA TAMBÉM:

UMA IGREJA QUE FAZ DIFERENÇA

terça-feira, 29 de setembro de 2009

NÃO QUEBRE O VASO

Antes de ler esta postagem, abra sua Bíblia e leia Eclesiastes 7:16-22. Aproveitando que está com a Bíblia nas mãos, prolongue-se na sua leitura e deixe Deus revelar a você o que está escrito em Sua Palavra.

Olhe para uma mesa próxima a você, ou, se não estiver perto de uma, visualize-a em sua mente. Agora, pegue um vaso muito bonito, de preferência um daqueles valiosos, e o coloque sobre a mesa, em uma posição que reduza drasticamente a chance de que ele venha a cair no chão e se quebrar. Onde foi que você colocou o vaso? Se você o pôs nas extremidades, ou próximo às extremidades da mesa, sugiro que repense suas atitudes e sua filosofia de vida, pois você parece ser alguém que deixa o vaso se quebrar com certa facilidade. Qualquer esbarrão na mesa ou no próprio vaso, estando ele próximo às extremidades, fará com que ele se precipite ao chão e se estilhace, sendo que, dependendo de como for a quebradura, talvez não haja forma de consertá-lo, ou, se houver, ainda poderão sobrar algumas rachaduras.

Mas, se você colocou o vaso na parte central da mesa, parabéns, porque você é uma pessoa que preza pelo equilíbrio e busca viver de forma sensata e sábia. No centro da mesa realmente os riscos de que o vaso caia no chão e se quebre são extremamente reduzidos.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

PERSEVERANÇA EM MEIO ÀS PROVAÇÕES

TEXTO BASE: ÊXODO 5:1-23; 6:1-13

INTRODUÇÃO:

Provavelmente todo cristão já passou pela experiência de estar enfrentando alguma situação difícil, algum problema sério, e, após clamar a Deus em busca de socorro, viu suas tribulações aumentarem consideravelmente. É como se nosso clamor tivesse um efeito contrário. Então começamos a perguntar a nós mesmos o que é que está acontecendo. São situações que provam a nossa fé e desafiam o nosso relacionamento com Deus.

No nosso texto base, encontramos o povo de Israel vivendo em escravidão no Egito, sofrendo com trabalhos forçados e grande exploração. É uma situação diferente daquela que se verificava quando Israel entrou no Egito, em um período de alegria pelo reencontro com José e pela instalação em uma terra onde Israel cresceu muito.

Deus se dispôs a libertar Seu povo, e para isso convocou Moisés e Arão, que se apresentaram diante de Faraó pedindo que ele deixasse o povo ir para adorar a Deus no deserto. Então, começou um período em que os sofrimentos de Israel foram aumentados, até culminar com sua libertação após um tempo em que Deus demonstrou Seu poder perante o Egito e perante o Seu povo, Israel.

Podemos extrair dessa passagem alguns ensinamentos úteis para a nossa vida cristã.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

A SÍNDROME DE ANÁS E CAIFÁS


Anás e Caifás eram dois respeitados sumos-sacerdotes em Jerusalém. Eles tinham grande conhecimento das Sagradas Escrituras, algo que hoje seria como um doutorado em teologia. Por esse conhecimento, eles se julgavam conhecedores de Deus, e criam que tinham condições de falar o que se passava na mente de Deus. Julgavam-se os secretários de Deus na terra.

Também por sua posição privilegiada (sumo sacerdote gozava de um status elevado no nível sócio-religioso), consideravam-se superiores aos demais seres humanos, e se viam como super-crentes, merecedores de especiais favores divinos e possuidores de autoridade sobre as vidas das pessoas. Eles se julgavam mais santos que os seres comuns, e se alguém tinha que ir para o céu, obviamente eles seriam os primeiros da fila.

Esse pensamento não fazia morada apenas nas mentes de Anás e Caifás, mas, semelhantemente a eles, os demais líderes religiosos daquela época sofriam dessa síndrome. Bastava terem um título (mestre da lei, doutor da lei, escriba, etc.), para que se julgassem super-crentes, e se arrogassem um poder extra sobre as vidas dos que não tinham status religioso.

Anás e Caifás se envolveram diretamente na morte de Jesus. Eles não queriam saber de ninguém que ameaçasse a sua posição privilegiada na sociedade judaica. Suas vidas não eram embasadas na essência das Escrituras, mas haviam sido criadas tantas tradições, tantos formalismos e legalismos, que quando apareceu Jesus destruindo aquele sistema diabólico, que não tinha nada a ver com Deus, obviamente os líderes religiosos não poderiam deixá-lo prosseguir.

Jesus pregava amor, misericórdia, perdão, humildade... Os líderes religiosos de então desconheciam essas palavras em termos de prática na vida. O amor que eles conheciam era aquele que devotavam a suas tradições, seus formalismos e seus legalismos. A misericórdia que eles julgavam existir só se aplicava no que dizia respeito aos pecados deles mesmos (e olhe que eles se consideravam quase que impecáveis), mas para as pessoas comuns, valiam apenas as condenações da Lei. Perdão, humildade e outras virtudes não existiam em seus dicionários.

Anás, Caifás e companhia só queriam se perpetuar no poder, destruir os que consideravam seus opositores, mandar na vida alheia, continuar a possuir status de “homens de Deus”, intocáveis, e para isso seriam capazes de matar, como fizeram com Jesus, que não tinha nenhuma semelhança com eles, que não amava o poder, embora fosse Ele próprio O Poder acima de todo poder, não buscava títulos nem cargos “santos”, embora Ele fosse o Nome acima de todo nome, e o Santo dos santos, e tratava os seres humanos como humanos, que precisam de amor, misericórdia, inclusão, perdão, compreensão, instrução verdadeira e desinteressada, etc.

Hoje, o mundo está cheio de pessoas com a Síndrome de Anás e Caifás. O meio cristão está repleto de gente assim, que vive para defender tradições, formalismos e legalismos, que não aceita o fato de outras pessoas pensarem ou agirem de forma diferente, que fala de amor e misericórdia, mas têm no coração apenas a Lei para ser aplicada a quem fraqueja e erra, embora eles próprios queiram ser tratados com amor e misericórdia.

Como Anás e Caifás, muitos líderes de hoje se sentem superiores aos demais crentes, julgam que possuem uma “unção especial”, e se esquecem que Jesus veio constituir um reino de sacerdotes, composto por todos os que creem no Seu Nome, conforme diz a Escritura. Hoje, se Jesus estivesse no nosso meio como homem, certamente seria fortemente atacado por muitos líderes cristãos, assim como foi nos tempos de sua primeira vinda. Dificilmente deixariam que Ele ocupasse um púlpito para pregar. Quando vissem que Jesus não se parece com o que eles pregam, imediatamente tratariam de tirá-lo de cena.

Infelizmente, o tempo passou mas a Síndrome de Anás e Caifás permanece, e cada vez mais forte. Cuide de si mesmo para que essa Síndrome não o contamine, caso contrário, você também rejeitará o Jesus bíblico, e preferirá o Jesus criado pela religião, que representa todos os valores do mundo, mas está longe dos valores de Deus.

José Vicente

sábado, 19 de setembro de 2009

O SENHORIO DE CRISTO EM NOSSAS VIDAS - PARTE FINAL

3) O SENHORIO DE CRISTO NOS FAZ PESSOAS DIFERENTES

Paulo disse: “para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo” (verso 15).

Significa dizer que, se nos submetermos ao Senhorio de Cristo, sem dúvida não seremos confundidos com o restante da humanidade, que se encontra em rebeldia contra o Senhor, negando o Seu Senhorio e vivendo conforme as inclinações da carne, a influência do mundo e do diabo.

O verdadeiro servo de Cristo ilumina o mundo, pois ele reflete a luz que vem de Cristo. Leia Mateus 5:14-16.

Viver sob o Senhorio de Cristo implica em levar a luz onde as trevas dominam, não se contaminar com a corrupção do mundo, mas viver como Jesus viveu.

Cristo é o nosso exemplo, nosso modelo. Por onde Ele andou, fez a diferença. Onde Jesus passou, nada mais ficou como antes. Na presença dEle, demônios fugiam, enfermos eram curados, mortos ressuscitavam, sábios se calavam, a verdade prevalecia.

Se estivermos firmados em Cristo, obviamente não seguiremos o mesmo curso do mundo, não nos amoldaremos a ele, antes, caminharemos no sentido indicado pelo Senhor, sendo honestos num mundo desonesto; puros num mundo impuro; doces num mundo amargo; confiáveis em um mundo de desconfiança; alegres de verdade em um mundo que vive uma alegria ilusória...

Quando não nos sujeitamos ao pleno senhorio de Cristo, acabamos nos igualando aos incrédulos, e, então, não fazemos a menor diferença. Ninguém será libertado do império das trevas através de nós, porque o poder de Deus não se manifestará por intermédio de pessoas contaminadas. Deus não precisa de nós para agir, mas Ele escolheu nos usar como instrumentos de salvação aos povos, a fim de que em nós Ele seja glorificado. Que tipo de instrumentos seremos se não nos submetermos ao Senhorio de Cristo?

Quem passa a servir a Cristo imediatamente sofre uma mudança em seu caráter. Veja o que aconteceu com Zaqueu, que, sendo um publicano desprezível, corrupto, ao receber o Senhor Jesus experimentou uma radical transformação em sua maneira de ser, percebendo o quanto havia sido desonesto até então, e dispondo-se a reparar o mal que causara a tantas pessoas, devolvendo-lhes muito mais do que havia delas usurpado, além de desapegar-se das riquezas, distribuindo aos pobres metade do que tinha.


CONCLUSÃO

Novamente, pergunto a você: quem exerce o senhorio sobre sua vida? O Senhorio de Cristo tem sido absoluto, ou você o tem tornado relativo?

Submeta-se integralmente ao Senhorio de Cristo, e experimente uma transformação verdadeira em sua vida. Experimente a vida plena que o Senhor Jesus tem para você. Abandone o espírito de rebeldia. Lance fora a soberba. Renuncie às influências do diabo, do mundo e da carne.

1 Cor 8:5-6 “Porque, ainda que há também alguns que se chamem deuses, quer no céu ou sobre a terra, como há muitos deuses e muitos senhores, todavia, para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem existimos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós também, por ele.”

Efésios 5:8-10 “Pois, outrora, éreis trevas, porém, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz (porque o fruto da luz consiste em toda bondade, e justiça, e verdade), provando sempre o que é agradável ao Senhor”.

Que Jesus Cristo, Nosso Senhor, derrame sua Graça infinita sobre nossas vidas, e nos fortaleça na fé, e nos faça transbordar de seu Espírito Santo, para que possamos resistir às investidas dos antigos senhores, mantendo-nos fiéis ao Nosso Senhor. Amém.

José Vicente Ferreira
Mensagem pregada no Intercâmbio de Louvor, na Igreja Presbiteriana de Guaraci, em 09/10/2008.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

O SENHORIO DE CRISTO EM NOSSAS VIDAS - PARTE III

2) O SENHORIO DE CRISTO EXIGE HUMILDADE

Um dos maiores obstáculos à nossa submissão ao Senhorio de Cristo é exatamente o nosso orgulho. O ser humano é extremamente orgulhoso e não suporta estar sob o domínio de alguém, ainda que seja de Cristo.

Por vezes vemos pessoas que claramente necessitam da ajuda de outras, porém insistem em rejeitar o auxílio, pois o seu orgulho as impede de reconhecerem sua incapacidade de resolver todos os problemas.

O orgulho nos impede de perdoar o próximo, de expressar amor ao próximo, de reconhecer nossas faltas e pedir perdão, enfim, nos impede de reconhecer que não temos condições de viver sem Cristo.

Jesus Cristo nos deu o exemplo máximo de humildade. Nos versos 7 e 8 do capítulo 2 de Filipenses está escrito que Ele “a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz”.

Jesus Cristo, por meio de quem tudo foi feito, e para quem são todas as coisas, sendo Deus, humilhou-se assumindo a forma de homem, sujeito às limitações humanas, e em nenhum momento fez uso de sua condição divina para prevalecer ou humilhar as pessoas, antes, Ele se fez servo, procurou servir todos os que o buscavam, e até mesmo lavou os pés de seus discípulos, demonstrando muita humildade.

Uma pessoa orgulhosa não conseguirá submeter-se ao Senhorio de Cristo, pois quererá sempre fazer sua própria vontade, desejará sempre ter razão, e não conseguirá ouvir a voz de Jesus e obedecê-lo.

O orgulho humano é abominável aos olhos de Deus, que diz claramente nas Escrituras que abaterá os soberbos, visto que esse comportamento não procede de Deus (1 João 2:16)

Humildade é reconhecer que Jesus Cristo é o Senhor, que dEle dependemos, para Ele vivemos e por Ele morremos. Os dons que temos vêm do Senhor. Nossos bens vêm do Senhor. Tudo o que existe vem do Senhor. Nada pode existir sem que o Senhor permita. Nada podemos por nós mesmos, se o Senhor não nos conceder que realizemos.

A humildade nos leva a reconhecer que não somos superiores a ninguém, e que não estamos aqui para sermos servidos, e sim para servirmos, assim como Jesus Cristo serviu e ainda serve.

Humildade implica em nos relacionarmos com Deus Pai e Filho, continuamente. Andar humildemente com o Senhor (Miquéias 6:8).

As pessoas gostam de utilizar o seu tempo em diversos afazeres agradáveis, como jogar vídeo game, passear, jogar futebol ou outra modalidade esportiva, conversar, assistir televisão, comer, etc. Porém, se compararmos o tempo gasto em qualquer dessas atividades com aquele que dedicamos à leitura da Palavra de Deus e à oração, veremos que estes dois últimos itens têm merecido muito pouco de nossa atenção.

Lembro-me de quando ia à casa de um amigo para jogar vídeo game, pouco tempo atrás, e sempre disputávamos campeonatos de futebol, juntamente com outro amigo que também gostava muito do game. Todos os sábados, iniciávamos a disputa às 13h30min, e quando nos dávamos conta, já eram 21h ou 22h, e nem tínhamos visto o tempo passar, continuávamos com vontade de jogar mais.

Eram oito horas ou mais, todos os sábados, gastas em algo agradável, que ainda auxiliava no estreitamento das amizades.

Quando comparo, porém, esse tempo com o que dedico hoje a ler a Bíblia e conversar com Deus em oração, vejo que estou em falta, pois além de orar poucas vezes durante o dia, não ultrapasso os vinte minutos em um dia que tem 24 horas, das quais passo pelo menos 16 acordado.

Em várias vigílias das quais participei percebi que as pessoas, em sua maioria, sentem dificuldades em ultrapassar os dez/quinze minutos em oração. Muitos, ao se completarem dez minutos já se levantam e passam a fazer outra coisa, como se tivesse acabado o assunto para conversar com Deus. Nem ao menos dão um tempo para ouvir silenciosamente a voz do Espírito Santo respondendo.

Andar humildemente com nosso Senhor é também termos um relacionamento mais íntimo com Ele, o que se consegue através da oração, leitura de Sua Palavra e da vivência na Palavra Viva, que é Jesus.
José Vicente
continua...

terça-feira, 8 de setembro de 2009

O SENHORIO DE CRISTO EM NOSSAS VIDAS - PARTE II

1) O SENHORIO DE CRISTO EXIGE SUBMISSÃO

Senhor significa aquele que tem o domínio sobre algo ou alguém, aquele que comanda. Por sua vez, servo é aquele que vive sob o domínio do senhor, e deve submeter-se às suas ordens, obedecendo-o em tudo.

As Escrituras nos revelam que Jesus Cristo é Senhor sobre tudo e sobre todos, tendo o domínio sobre toda a criação, conforme podemos ver em Mateus 28:18 e também no Salmo 24:1.

Toda a criação está sujeita ao Senhorio de Cristo. Vemos isto muito claramente em Mateus 8:23-27, quando, diante de grande tempestade, Jesus disse aos ventos e ao mar: "Psiu! Fiquem quietos!" E eles imediatamente se aquietaram, em clara submissão ao Senhor.

Em ocasião anterior, o Senhor determinou que o mar se agitasse violentamente, quase a ponto de fazer naufragar o navio onde estava o profeta Jonas. O Senhor também ordenou que um grande peixe engolisse o profeta vivo, e, posteriormente, mandou que o devolvesse, e o grande peixe obedeceu.

Até mesmo o diabo sabe que Jesus é o Senhor, e obedece quando Ele lhe dá uma ordem, como se pode ver nitidamente em várias passagens do Novo Testamento em que, diante de pessoas possuídas de espíritos malignos, Jesus simplesmente ordenava: “Sai dele agora!”, e os espíritos imediatamente saíam. A diferença é que Satanás e seus aliados, anjos rebeldes, caídos, embora reconheçam o Senhorio de Cristo e estejam sujeito à Sua autoridade, não aceitam viver sob esse Senhorio para fazer a vontade de Jesus, e isto desde o princípio da criação.

Entretanto, a submissão que se observa no restante da criação em relação ao Senhorio de Cristo, não se observa nos seres humanos, que muitas vezes relutam em obedecer ao Senhor, e não entregam todas as áreas de sua vida nas Suas mãos, antes, julgam ser capazes de tomar decisões e se conduzirem através de seu próprio conhecimento.

Imagine que sua vida é um grande transatlântico. Quando você se converte Jesus vem para esse transatlântico, e você o recepciona com alegria, chamando-o de Mestre, Senhor e Salvador. Você diz que ele é o comandante desse transatlântico, e que o leme está nas mãos dEle. Porém, quando a euforia passa, muitas vezes você tenta convencer Jesus a deixar que você assuma a sala de controle do transatlântico, e mostra a Ele acomodações confortáveis onde Ele pode “descansar”, sem ter que se “desgastar” no comando do navio. Você diz que Ele é o comandante, mas quando Ele dá ordens você simplesmente desobedece, ignora, tenta traçar rotas diferentes, conforme a sua vontade, e acaba batendo em algum iceberg.

Para que o Senhorio de Cristo seja pleno em sua vida, é necessário que você se submeta a Ele por completo, ouvindo a Sua voz e seguindo os seus mandamentos, colocando diante dEle todo o seu caminho.

As suas decisões precisam ser submetidas a Cristo, e isto não se aplica apenas às grandes decisões, mas também àquelas que parecem ser pequenas e sem maior significação, como a compra de uma peça de roupa. Quantas vezes você consulta o Senhor antes de comprar alguma roupa? Com certeza, se homens e mulheres recorressem ao Senhor para decidir que tipo de roupa comprar, não veríamos um desfile de sensualidade e vaidade dentro das igrejas. Alguém poderá dizer: “mas essas roupas estão na moda, e não dá pra andar de forma contrária à moda, senão seremos taxados de quadrados e antiquados!”. A estes cabe uma pergunta: vocês estão sob o senhorio de Cristo ou da moda? A sua salvação vem de Cristo ou da moda?

A submissão ao Senhorio de Cristo é essencial na vida do cristão, e o próprio Cristo nos deu o exemplo, sendo totalmente submisso à vontade do Pai. No nosso texto base, no verso 8, vemos que Jesus foi “obediente até à morte, e morte de cruz”. Jesus sempre agiu conforme os desígnios do Pai, nEle buscando orientação em todos os momentos de Sua vida, e jamais procedendo de forma contrária ao que o Pai lhe falava.

Precisamos ser submissos ao Senhorio de Cristo, e isto abrange não apenas uma obediência parcial, que se restringe à nossa vida na igreja, mas diz respeito a todo o nosso viver, seja em casa, na escola, no trabalho, no lazer, em toda e qualquer circunstância Jesus deve estar no controle de tudo.

É necessário reconhecer que não pertencemos a nós mesmos, mas sim ao Senhor, e a Ele devemos nos submeter com obediência, com a consciência de que nossa vida pertence a Ele (Rm 14:7-9).

A nossa insubmissão ao Senhorio de Cristo em sua plenitude faz com que acabemos dando oportunidade para que os antigos senhores se manifestem e nos influenciem, procurando afastar-nos de nosso Senhor, e não raras vezes conseguem êxito em sua empreitada, pois embora pensemos que estamos fazendo a nossa vontade, é a vontade deles que fazemos.

Hoje, quem tem exercido o senhorio em sua vida?

Eis alguns senhorios que se encontram nas vidas de quem não se submete plenamente ao Senhorio de Cristo, mas vive conforme a filosofia do mundo, as inclinações da carne e a influência do diabo:

- Bens materiais: Há pessoas que, embora confessem a Jesus Cristo como Senhor, estão dominadas pelas riquezas materiais. Em certa oportunidade, um jovem rico procurou Jesus para saber como poderia herdar a vida eterna. Quando Jesus lhe disse que ele deveria vender todos os seus bens, distribuí-los entre os pobres e, então, seguí-lo, o jovem se entristeceu e voltou para casa, pois estava sob o senhorio dos bens materiais (Mc 10:17-27). O mundo incentiva o ter e despreza o ser.

- Mágoa: Muitas pessoas estão sob o senhorio da mágoa, pois não conseguem perdoar a quem lhes feriu. Guardam ressentimentos, levam vidas secas, amarguradas, cheias de raiva e ódio, e não conseguem experimentar a paz de espírito que somente uma vida submissa ao Senhorio de Cristo pode gozar. Assim como fomos perdoados, devemos perdoar (Lc 17:3-4), pois isto significa consciência da Graça de Deus, porém, quando estamos sob o senhorio da mágoa nós desobedecemos ao Senhor. Mas a filosofia do mundo é revidar na mesma moeda à ofensa recebida, contrariamente ao ensino de Jesus, que nos manda dar a outra face (Mt. 5:39).

- Vaidade: faz com que a pessoa tenha de si um conceito muito superior ao devido (Rm 12:3), passando a preocupar-se demais com sua imagem, com sua aparência, e ela se torna escrava do espelho e das opiniões alheias. Não consegue ser feliz, pois está sempre tentando parecer, mas não se preocupa em ser.

- Cobiça e inveja: a cobiça e a inveja andam de mãos dadas, levam a pessoa a não render graças a Deus pelo que Ele lhes dá, antes, vivem olhando para o que os outros possuem e desejando ter o mesmo ou até mais. Ninguém pode ser feliz se não sabe contentar-se com o que tem, e isto de tal modo escraviza a pessoa, que ela transmite a todos o seu sentimento de insatisfação, contrariando expressamente a Palavra de Deus e vivendo na desobediência. Não há como ser feliz se em vez ser grato pelo que tenho, vivemos pensando no que não temos.

- Sensualidade e lascívia: uma das áreas em que o ser humano tem mais problemas é a da sexualidade. A carne manifesta inclinação para os prazeres sexuais. O mundo exalta a sensualidade a todo instante, com exposição de corpos seminus na mídia, incentivo ao sexo sem compromisso. Dia após dia o mundo mergulha cada vez mais na imoralidade sexual, assemelhando-se a Sodoma e Gomorra, e, infelizmente, muitos cristãos têm sofrido essa influência. Mulheres cristãs usam roupas provocantes, inadequadas a quem serve ao Senhor, suscitando a cobiça dos homens, e começam a percorrer um caminho que, com certeza, não terá um bom desfecho. Homens assumem uma postura de conquistadores, procurando atrair as mulheres, e muitas vezes nem tentam resistir quando vem a tentação. Leia Romanos 1, dentre outros textos bíblicos, e veja o que Deus diz sobre a imoralidade sexual.

Estes são apenas alguns exemplos do que pode dominar nossas vidas quando não nos submetemos de forma obediente ao Senhorio de Cristo, e podem ser vistos a todo instante na televisão, através de novelas e programas demoníacos que fazem a cabeça das pessoas, principalmente dos adolescentes e jovens.

Quem exerce o senhorio em sua vida?

Não adianta dizer que é o Senhor Jesus, se a sua vida diária mostra exatamente o oposto. Lembre-se do que Jesus disse em Mateus 7:21: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.”

E ainda, em Lucas 6:46: “E por que me chamais, Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo?”

Portanto, sem submissão e obediência a Cristo, ficamos sujeitos a cumprir a vontade de outros senhores, que não o nosso verdadeiro Senhor, Jesus Cristo, e deixamos de desfrutar de bênçãos maravilhosas que Ele tem para nós, pelo contrário, sujeitamo-nos a sofrer as conseqüências de nossos atos, e provar a disciplina do Senhor, se é que somos mesmo seus filhos, pois “o Senhor repreende a quem ama” (Pv 3:12; Hb 12:6).

José Vicente
Primeiro tópico abordado no Sermão ministrado na Igreja Presbiteriana de Guaraci em 09/10/2008, no intercâmbio de louvor.
Continua...