sábado, 2 de junho de 2012

PURIFICANDO O TEMPLO DO SENHOR



Texto base: Mateus 21.12-17

Esta passagem da vida de Jesus é bastante conhecida. Quando Jesus retorna a Jerusalém e vai ao templo, encontra ali os negociantes de animais e os cambistas, levando o templo a se parecer muito mais com uma grande fonte de lucros do que a Casa de Deus.

Jesus expulsa essas pessoas do templo e as repreende severamente, pois haviam transformado a Casa de Seu Pai em covil de salteadores.

Ao assim se expressar, Jesus reafirma o que o Altíssimo havia dito por intermédio do profeta Jeremias, quanto ao aviltamento do templo, conforme se lê em Jeremias 7.8-11. Jesus mostrou que a situação em ambas as ocasiões, embora distantes uma da outra por um período de tempo razoavelmente longo, era a mesma: líderes religiosos utilizavam o templo como uma fachada, visando esconder suas práticas dissonantes em relação à Palavra de Deus.

Covil de salteadores vem a ser um esconderijo ou abrigo de ladrões, de malfeitores. O templo de Deus foi transformado em um local onde pessoas cheias de pecados, hipócritas, se escondiam para tentar mascarar sua condição infeliz e tentar passar ao povo uma imagem de religiosidade, de santidade, de reverência a Deus.

No início, quando se iniciaram as práticas de vendas de animais e o câmbio, a finalidade era facilitar o ato de adoração por aqueles judeus que vinham de localidades distantes, e que não tinham como transportar durante a viagem animais para ofertar no templo. Esses judeus que habitavam fora também necessitavam trocar as moedas estrangeiras que possuíam por moedas locais. Assim, era um serviço conveniente e facilitador, mas com o passar do tempo houve uma deturpação de sua finalidade, e se transformou em uma grande fonte de lucros aos líderes religiosos e aos negociantes.

Isto nos parece algo bastante familiar, pois hoje os templos onde Deus deveria ser adorado foram transformados em grandes negócios, fonte de lucros a líderes que se fazem passar por religiosos, servos consagrados, mas na verdade são lobos que pretendem devorar as ovelhas incautas que lhes dão ouvidos e lhes entregam tudo o que possuem.

Jesus purifica o templo e enfatiza o que deveria haver naquele lugar, atitudes e práticas bem diferentes das que estavam ocorrendo naquele momento:

terça-feira, 22 de maio de 2012

UM POVO ABENÇOADO POR DEUS


TEXTO BASE: NÚMEROS 23.13-26

O panorama desenhado no contexto em está inserida a passagem lida revela que Israel estava, naquele momento, em sua segunda peregrinação pelo deserto rumo à Terra Prometida. O povo já havia chegado às portas de Canaã, porém, ante sua incredulidade e falta de confiança em Deus, sua entrada na terra foi impedida pelo SENHOR, que determinou que continuassem no deserto até que a próxima geração tivesse condições de receber o cumprimento da promessa de uma terra abençoada.

Durante essa peregrinação, Israel tinha que passar por territórios ocupados por diversos povos, e estes não nutriam simpatia pelo povo de Deus. Muitos temiam Israel por ser numeroso, e como havia muitos conflitos envolvendo a posse de terras naquele tempo, pensavam que os hebreus tentariam tomar suas propriedades. Assim, esses povos enviavam suas tropas para pelejar contra Israel, mas acabavam derrotados, e então Israel tomava posse de suas terras, como registrado no capítulo 21.

Quando Israel se acampou nas campinas de Moabe, Balaque, que era rei dos moabitas, teve grande medo, pois sabia como os amorreus e outros povos haviam sido derrotados por Israel, e tinha consciência de que não teria chance de vencer uma batalha contra esse povo. Por esta razão, resolveu chamar um profeta de nome Balaão, a fim de que este amaldiçoasse ao povo de Israel, pois julgava que, assim, conseguiria obter vitória.

Após ser advertido duas vezes por Deus, Balaão foi atender ao chamado de Balaque, mas afirmou que somente falaria aquilo que o SENHOR lhe determinasse.

Balaque levou Balaão a três lugares diferentes, de onde era possível avistar o povo de Israel, a fim de que ele lançasse sobre eles uma maldição, mas nas três oportunidades Balaão não conseguiu amaldiçoar a Israel, antes, proferiu bênção sobre o povo, provocando a ira de Balaque, que mandou Balaão voltar para sua terra.

A história relatada nos capítulos 22 a 25 de Números tem muitos ensinamentos a nos transmitir, mas vamos, aqui, destacar apenas alguns deles:

                 1)  O POVO DE DEUS É UM POVO ABENÇOADO (cap. 23.20)

Quando Balaque chamou Balaão, sua intenção era de que o profeta amaldiçoasse a Israel e, assim, o povo ficasse fraco e não pudesse resistir ao exército dos moabitas, porém Balaão, não tendo como amaldiçoar a Israel, proferiu as seguintes palavras:

“Eis que para abençoar recebi ordem; ele abençoou, não o posso revogar.” (v. 20)

Balaão falou de uma verdade que está firmada desde os tempos antigos: Deus abençoou o Seu povo, e não há quem possa revogar essa bênção.

Muitos anos atrás, quando Deus chamou Abraão para formar o Seu povo, o SENHOR abençoou a Abraão e à sua descendência, prometendo que esta seria numerosa, forte, e que seriam benditos todos os que abençoassem Abraão e sua descendência, e malditos os que os amaldiçoassem (Gênesis 12.1-3).

Em diversas outras ocasiões no Livro de Gênesis veremos Abraão sendo abençoado, bênçãos estas que se estenderiam à sua descendência. Deus prometeu que a descendência de Abraão possuiria a terra de Canaã, tomaria as cidades dos inimigos e nela (sua descendência) seriam benditas todas as nações da terra.

Portanto, a bênção impetrada por Deus sobre Abraão alcançou toda a sua descendência, não apenas na época de sua vida, mas todas as gerações posteriores.

Israel era descendência de Abraão. Ele gerou a Isaque, o filho da promessa; este gerou a Jacó, escolhido por Deus para prosseguir na linhagem do povo eleito, e que teve seu nome mudado pelo SENHOR para Israel. Deus repetiu para Israel as palavras de bênção que havia dito a Abraão (Gn. 28.13-15).

Assim, aquele povo que peregrinava no deserto em busca de Canaã contava com a bênção de Deus sobre si, a bênção que havia sido dada a Abraão centenas de anos antes, e que homem nenhum jamais teria o poder de revogar, ainda que quisesse. Balaão bem que tentou, mas não lhe foi possível, pois ele sabia que não podia contender com o Altíssimo.

A mesma bênção que Deus impetrou sobre Abraão e sua descendência chegou até nós, Igreja de Cristo. Alguém poderá dizer: “mas de que forma isso se deu, se nós não somos israelitas, não somos judeus, não somos descendência genealógica de Abraão?”.

Ora, a promessa feita a Abraão, como já dissemos, se estendeu a toda a sua descendência, mas não se trata apenas da descendência genealógica, envolve aqueles que têm fé no Altíssimo e no Messias como tinha Abraão, e é aí que nós estamos inseridos.

domingo, 29 de janeiro de 2012

CONHECER PARA OBEDECER



Deuteronômio 11.18-25

A obediência a Deus é fundamental na vida do cristão. Em toda a Bíblia, de Gênesis a Apocalipse, somos exortados à obediência. Há, porém, uma questão: para obedecer, é necessário ter conhecimento quanto às ordens, aos mandamentos, caso contrário, não saberemos o que Deus requer de nós.

É como se uma criança, sem nunca ter sido avisada pelos pais, resolvesse brincar com o notebook do pai e acabasse quebrando o equipamento ao deixá-lo cair. Os pais nunca lhe disseram que não poderia utilizar aquele objeto para brincadeiras. Ela viu o equipamento, achou-o interessante e resolveu experimentá-lo. Como os pais poderão chamá-la de desobediente, se não havia sido dada ordem sobre aquilo para ela pudesse obedecer?

Entretanto, se os pais anteriormente haviam dito à criança que aquele equipamento pertencia ao pai e ela não deveria nele mexer, e mesmo assim ela contrariou as ordens, então será o caso de classificá-la como desobediente, e será justa a repreensão, assim como justo será o castigo.

Deus sempre exigiu que seu povo fosse obediente, mas não fez como o pai que não dá a conhecer ao filho a sua vontade, antes, Ele declarou abertamente quais eram os Seus mandamentos, e ordenou que fossem relembrados ao povo continuamente, a fim de que ninguém utilizasse o pretexto da ignorância para ser infiel.
Hoje, muitos cristãos vivem de maneira errada, desobedecendo reiteradamente aos mandamentos de Deus. Vários desses cristãos conhecem claramente a Palavra de Deus, e mesmo assim permanecem no erro. Outros pecam por não conhecerem a Palavra, e acabam fazendo coisas que desagradam a Deus.

Esclareça-se, porém, que nenhum cristão pode alegar ignorância para se ver livre das consequências da desobediência. Isto porque Deus determinou aos Seus servos no passado que escrevessem os seus estatutos, e hoje todo cristão tem acesso a eles, pois estão registrados na Bíblia.

Assim, quem ignora os mandamentos do Senhor age com negligência, pois tendo em suas mãos as Escrituras, deixa-as relegadas a segundo ou terceiro plano, apenas acumulando poeira na estante ou servindo para exibição no caminho para o templo, carregada sob o braço para passar a impressão de que ali está um crente genuíno.

Deus determinou que o seu povo adotasse algumas atitudes essenciais que ajudariam na obediência aos seus mandamentos.

1) Ter a Palavra entranhada em nosso ser (v. 18)
No versículo 18 Deus ordena: “Ponde, pois, estas minhas palavras no vosso coração e na vossa alma”.
Coração, como sabemos, não se refere literalmente ao órgão que bombeia o sangue para todo o corpo humano, mas simboliza o centro das emoções e da vontade. Alma representa o nosso ser. A Bíblia diz que nós somos almas viventes. A alma é nossa identidade interior, nosso eu.

A Palavra de Deus não deveria apenas ser ouvida e lida pelos israelitas, mas eles deveriam assimilá-la de tal forma que ela fizesse parte de sua vida, que estivesse sempre em sua memória, como parte de seu próprio ser.

Da mesma forma, também nós não podemos nos limitar a ler a Bíblia, mas devemos buscar impregnar nosso ser com a Palavra. Os mandamentos de Deus devem estar em nossa memória, de forma que influenciem nosso viver diário.

A Palavra deve influenciar nossas vontades, nossos sentimentos, nossa conduta.

Trata-se de um conhecimento que traz vida, que nos conduz ao crescimento em santidade.

O salmista disse: “Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti” (Salmo 119.11).
Quando se guarda a Palavra de Deus no coração, nossa consciência, com a ação do Espírito Santo, dá o sinal de alerta diante de atitudes contrárias aos mandamentos do Senhor.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

BENEFÍCIOS DA OBEDIÊNCIA A DEUS



Deuteronômio 11. 8-17

Em toda a Bíblia o povo de Deus é exortado a obedecê-lo, a seguir Seus mandamentos e observar tudo aquilo que Ele ordena. A obediência a Deus não é posta na Bíblia como um fardo a ser carregado por pobres mortais, como se fossem condenados a abrir mão de sua vontade para satisfazer a um déspota, um tirano. Antes, as exortações de Deus para que obedeçamos à Sua Palavra demonstram o profundo amor que Ele tem por nós, de maneira que estabeleceu a Santa Lei para nos servir como um padrão de conduta a fim de que possamos ter uma vida plena na Sua Presença.

Sabemos que devemos obedecer a Deus porque Ele é Deus, o Senhor soberano do universo; porque Ele nos ama e quer o nosso bem; porque nós O amamos ou deveríamos amar verdadeiramente; e porque nós somos os maiores beneficiados se cumprirmos os Seus mandamentos.

A passagem de hoje nos revela alguns benefícios que se manifestarão em nossa vida se levarmos a sério a questão da obediência a Deus.

1) FORTALECIMENTO ESPIRITUAL (v. 8 – “Guardai, pois, todos os mandamentos que hoje vos ordeno, para que sejais fortes, e entreis, e possuais a terra para onde vos dirigis”.)

A - Força para enfrentar desafios:
O povo de Israel estava prestes a entrar na Terra de Canaã, que havia sido prometida por Deus, e enfrentaria muitos desafios. A terra era habitada por povos fortes, guerreiros experientes, gigantes. A geração anterior de Israel temeu diante da notícia da existência de gigantes e guerreiros valentes em Canaã, e sentiu-se fraca e incapaz de entrar na terra, não confiando em Deus.

Mas aquela geração realmente era fraca, porque não observava com fidelidade os mandamentos de Deus.

Assim, a nova geração, que estava às portas da terra prometida, é exortada a obedecer a Deus, guardar os Seus mandamentos, para que, desta forma, se tornasse forte e pudesse enfrentar os desafios que viriam pela frente, crendo que Deus está no controle de tudo.

Nós, cristãos, da mesma forma somos chamados a obedecer a Deus em toda a Sua Palavra, e essa obediência gerará em nós a força necessária para que possamos enfrentar os desafios que surgem diante de nós diariamente.

Com frequência nos deparamos com situações que colocam em xeque nossa capacidade de superar desafios, e na verdade não temos, sozinhos, essa capacidade, mas em Deus somos feitos fortes para não vacilar.

Alguns exemplos de desafios: o novo emprego que Deus lhe concedeu; a mudança para uma outra cidade; o casamento; o chamado a um ministério no Corpo de Cristo; etc.

Viver neste mundo, rodeados de incrédulos, é um grande desafio, mas Deus nos capacita a vencermos, sempre que nos mantivermos em obediência a Ele.

domingo, 22 de janeiro de 2012

POR QUE OBEDECER A DEUS?


Deuteronômio 10.12-21

Nesta terra, estamos sujeitos a prestar obediência a diversas pessoas e instituições que exercem autoridade sobre nós. Devemos obediência aos pais, aos patrões, aos governantes, aos magistrados (juízes), às leis que regem o País, etc.
Obedecemos porque essas pessoas ou instituições possuem autoridade e poder para não apenas nos fazer cumprir suas determinações, mas também para punir quem se insurge contra as ordens proferidas.
Normalmente, respeitamos aqueles que estão investidos de autoridade, por sua condição e também por não querermos sofrer as consequências da rebeldia.
Entretanto, quando o assunto é obedecer a Deus parece que temos mais dificuldade. Aparentemente, é mais fácil cumprir leis criadas pelos legisladores humanos do que as Leis criadas pelo Legislador Soberano.
Assim como existem motivos para cumprirmos as leis dos homens e nos sujeitarmos às autoridades humanas, há razões muito melhores para observamos fielmente os preceitos de Deus e nos sujeitarmos a Ele.
Por que devemos obedecer a Deus?

1) PORQUE ELE É DEUS
A primeira grande razão para que obedeçamos a Deus é porque Ele é Deus (Dt. 10.12 – Agora, pois, ó Israel, que é que o SENHOR requer de ti? Não é que temas o SENHOR, teu Deus [...])?.
Deus é o criador de todas as coisas. Ele, com Sua Palavra, criou o universo, trazendo à existência coisas que não existiam. O ser humano é obra das mãos de Deus, foi criado conforme a Sua vontade para atender a finalidades que o próprio Deus estabeleceu.
Desta forma, Deus é a razão de ser de todas as coisas; tudo converge para Ele e pertence a Ele (Dt. 10.14 – “Eis que os céus e os céus dos céus são do SENHOR, teu Deus, a terra e tudo o que nela há”).
Deus é o Senhor Soberano que criou as leis do universo e que colocou no coração humano a Sua Lei, dando-nos a noção do certo e do errado.
Nesta condição, Deus é a autoridade suprema do universo. Não há autoridade maior do que a dEle. (Dt. 10.17 – “Pois o SENHOR, vosso Deus, é o Deus dos deuses e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e temível, que não faz acepção de pessoas, nem aceita suborno”)
E não existe autoridade humana que não tenha sido por Ele instituída (Rm 13.1 – “Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas”).
Bem, se devemos obediência às autoridades humanas, que dizer então em relação a Aquele que instituiu essas autoridades, e que tem o poder de destituí-las a qualquer tempo!
Podemos até enganar seres humanos investidos de autoridade, burlar leis, escapar de sanções previstas na lei, mas é impossível enganar a Deus, pois Ele vê todas as coisas, e nada está encoberto a Seus olhos (Pv. 15.3 – “Os olhos do SENHOR estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons”).
Deus tem o poder de fazer coisas que aos nossos olhos são impossíveis. Todos os Seus feitos na história da humanidade, e particularmente de Seu povo, devem servir para que nos lembremos de quem Ele é: o Deus Todo-Poderoso.

sábado, 24 de dezembro de 2011

NATAL: O REI DA GLÓRIA SE FEZ HOMEM


Andando pelas ruas da cidade vejo que elas estão mais movimentadas. Muitos rostos conhecidos, e outros que nunca vi, desfilam a pé ou em carros na correria das compras para as festividades de Natal.

Pessoas que se mudaram para outras localidades e que, nesta época, voltam para rever familiares e participar de uma confraternização agradável, revendo parentes e amigos que há tempos não viam.

Isso é bom! As famílias reunidas, os amigos se reencontrando, sorrisos nos rostos, presentes...

O problema está, muitas vezes, no foco da festividade. Por que existe o Natal? O que ele significa? O que as pessoas comemoram?

Para muitos, Natal é ocasião para beber bastante (alguns até não sentirem mais o chão sob seus pés) e comer até se fartar. É momento de se entregar a festas regadas a bebida, músicas de qualidade extremamente duvidosa e se esbaldar nas baladas, onde se liberam a lascívia e os instintos carnais.

Infelizmente, coisas desse tipo acontecem. No Natal, quando deveria haver uma celebração do amor, da paz, da esperança, há aqueles que, sem se preocuparem com o significado da festividade, agem como seres irracionais em busca do prazer. Nessa época há considerável quantidade de brigas, violência e homicídios.

Já passou da hora de as pessoas voltarem a pensar no que significa o Natal.

É claro que há aqueles que se insurgem contra o Natal afirmando: “essa festa não está prevista na Bíblia”, ou então “Jesus não nasceu no dia 25 de dezembro”, ou, ainda, “Natal é uma criação do imperador Constantino, isso não é coisa de Deus”, e por aí vai.

Realmente Jesus não nasceu em 25 de dezembro, e não há nenhum mandamento na Bíblia para comemorarmos o Natal. O que se deve ter em mente, porém, é que houve um dia em que Deus enviou Seu Filho amado, Jesus Cristo, para se tornar um ser humano, sofrer todo tipo de privações, humilhações, terminando com Sua morte numa cruz e culminando com a Sua ressurreição, para nossa redenção, justificação e salvação.

Todo cristão autêntico é profundamente grato a Jesus por ter se submetido a esse sacrifício para salvar vidas que não mereciam tamanha demonstração de amor. Uma forma de fazer isso é reservando um dia, pelo menos, para lembrar a ocasião em que Deus se fez homem e habitou entre nós. Não que devamos nos restringir a um dia para agradecer a Deus, pois continuamente devemos render ações de graças, mas aproveitar a oportunidade em vez de ficar debatendo sobre ela é essencial.

Não sabemos exatamente qual foi o dia do ano em que isso ocorreu. Assim, havendo uma data anteriormente escolhida, 25 de dezembro, o cristão genuíno aproveita a oportunidade para refletir em tudo o que Jesus Cristo fez por nós, e relembrar com todo respeito e reverência a infinita Graça manifestada por Deus ao nos resgatar da condenação eterna através do sacrifício de Jesus.

Preservar a memória de um evento tão importante é fundamental. Áqueles que afirmam que não se deve comemorar o Natal por não haver ordenação Bíblica faço uma pergunta: é necessário que Deus edite uma ordem para que tenhamos um coração grato pelo que Ele fez por nós? Não devemos nós, o que nos declaramos cristãos, manifestar gratidão continuamente, e aproveitar essa ocasião para adorar a Deus de forma mais entusiasta ainda pela lembrança do maior milagre já acontecido no mundo, que foi a encarnação de Deus?

Conclamo os cristãos a esquecerem os questionamentos tolos que se espalham e a se concentrarem unicamente em Deus, o Autor de nossa salvação, e em Jesus Cristo, Seu Único Filho, que veio ao mundo como homem, morreu na cruz e ressuscitou, vendendo a morte e o diabo, para nos conceder a adoção de filhos de Deus e a Vida Eterna.

Também exorto a todos para que esqueçam as bebedeiras, glutonarias e orgias, pois isso é evidente falta de respeito e reverência para com o Senhor. Antes, aproveitem a ocasião do Natal para uma autoanálise, refletindo sobre o modo de vida que temos levado, que, muitas vezes, está a milhares de quilômetros de distância do propósito de Deus para nós.

Vamos nos reunir com nossos familiares e comemorar a vinda do Rei da Glória, com todo o temor e tremor, pois a Ele devemos honra e glória.

Feliz Natal a todos, e que Jesus receba de nós a honra merecida, hoje e sempre.

José Vicente
24.12.2011

domingo, 20 de novembro de 2011

RICOS PARA COM DEUS

“13 Nesse ponto, um homem que estava no meio da multidão lhe falou: Mestre, ordena a meu irmão que reparta comigo a herança. 14 Mas Jesus lhe respondeu: Homem, quem me constituiu juiz ou partidor entre vós? 15 Então, lhes recomendou: Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui. 16 E lhes proferiu ainda uma parábola, dizendo: O campo de um homem rico produziu com abundância. 17 E arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei, pois não tenho onde recolher os meus frutos? 18 E disse: Farei isto: destruirei os meus celeiros, reconstruí-los-ei maiores e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens. 19 Então, direi à minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te. 20  Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? 21 Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus." (Lucas 12.13-21)

      Pense na seguinte situação: você fica sabendo que hoje é o seu último dia de vida. Você não verá um novo dia neste mundo. O que você fez até agora valeu a pena? A forma como você viveu até agora valeu a pena? As pessoas que o conhecem ficarão tristes com sua partida e sentirão sua falta ou considerarão que você já foi tarde? O que você deixará impresso nas mentes das pessoas que o conheceram?
       O que você fará nas poucas horas que lhe restam?
    Durante sua vida, você procurou ser rico para com Deus? Você acumulou tesouros no céu ou se preocupou demasiadamente com esta vida e com as coisas deste mundo?
      Procure analisar como seria se hoje fosse seu último dia de vida. Sempre ouvimos a frase: “viva cada dia como se fosse o último, pois um dia ele será”. Mas continuamos a viver e fazer coisas como se tivéssemos uma eternidade pela frente aqui neste mundo.
      Na passagem bíblica que lemos Jesus nos ensina lições preciosas, que devem sempre ser trazidas à nossa memória para que, quando chegar nosso último dia, possamos ter a certeza de que nossa vida aqui nesta terra valeu a pena, e o que nos espera é realmente glorioso.
     Jesus nos adverte de que não devemos almejar riquezas terrenas, mas, antes, temos que procurar ser ricos para com Deus. Porém, o que vem a ser isso? Como é possível ser rico para com Deus?
     A passagem bíblica nos dá algumas orientações para que alcancemos esse objetivo.

            1. Compreender que nós somos frágeis e nossa vida é transitória (v. 20)
O ser humano tem em si o desejo de viver, ele possui um instinto de sobrevivência que o faz lutar para permanecer vivo. Ainda que haja problemas, dificuldades, se as pessoas tivessem que escolher entre viver ou morrer, certamente optariam por continuar vivendo, com algumas poucas exceções. Até mesmo quem vez ou outra manifesta o desejo de morrer, ao se ver em uma situação que pode lhe tirar a vida faz o possível para se salvar.
A morte não é algo desejável, entretanto, ela é real.
O problema é que as pessoas começam a viver como se fossem eternas, como se a morte fosse uma realidade apenas para os outros, mas não para si mesmas.
Jesus, porém, vem mostrar que o ser humano é transitório, ele não é eterno, não viverá para sempre neste mundo, mas em um momento definido por Deus haverá de deixar esta vida, encarando o destino que Deus lhe tem preparado.
O ensino de Jesus, que ecoa por toda a Bíblia, é que o ser humano deve ter consciência de que não possui poder sobre sua própria vida. Quem tem o poder de determinar quem vive ou quem morre é Deus.
O homem da parábola estava fazendo planos com relação à enorme produção de sua lavoura, mas foi apanhado de surpresa pela morte.
A morte faz com que os planos humanos se tornem nada. Toda riqueza que uma pessoa possua perde completamente o seu valor diante da morte. O dinheiro não compra a vida.
O ser humano é extremamente frágil. No mesmo instante em que está bem, desenvolvendo suas atividades, pode cair de cama com uma enfermidade grave, sofrer um acidente, ser vítima de alguma violência e vir a morrer.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

CRENTES QUE FAZEM A DIFERENÇA


Jeremias 18.1-2: “1 Palavra do SENHOR que veio a Jeremias, dizendo: 2 Dispõe-te, e desce à casa do oleiro, e lá ouvirás as minhas palavras.”

INTRODUÇÃO

A sociedade em que estamos inseridos tem-se corrompido cada dia mais. Os valores pregados por este mundo incentivam à busca do prazer pessoal, da falta de limites, da obtenção daquilo que se deseja custe o que custar. Quando ligamos a televisão somos fuzilados por imagens sensuais ou violentas, notícias de guerras, de conflitos, de homicídios, roubos e todo tipo de agressão que as pessoas cometem umas contra as outras. São fatos e imagens capazes de causar depressão a quem procura levar uma vida de integridade e retidão. Há um declínio moral nessa sociedade, onde palavras como respeito, honra, dignidade, amor, etc., soam de forma estranha e parecem fazer parte de uma realidade muito distante.
Nós, cristãos, vivemos nessa sociedade. Aqui moramos, trabalhamos e realizamos todos os demais atos de nossas vidas. Entretanto, Deus nos fez vasos de bênção, de honra, e deseja que façamos a diferença em meio a uma geração corrompida, não nos contaminando com suas filosofias mundanas, mas agindo de maneira oposta e vivendo conforme os valores que o SENHOR nos ensina.
Jesus Cristo disse: “Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens. 5.14 Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte; 5.15 nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos os que se encontram na casa. 5.16  Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.” (Mateus 5.13-16)
Jeremias foi um profeta que serviu como instrumento de Deus para levar sua mensagem ao povo judeu em um período em que o povo estava afundado na corrupção causada pelo pecado. As pessoas haviam se afastado de Deus, servindo a falsos deuses e fazendo a sua própria vontade. Mas Jeremias foi exemplo de um homem fiel a Deus, um crente que fez a diferença em meio a uma geração corrupta, não se deixando contaminar pelo comportamento da sociedade em que vivia, porém servindo a Deus com integridade e retidão.
Todos nós, que professamos nossa fé em Jesus Cristo e chamamos Deus de Pai, temos o dever de nos mantermos afastados daquilo que não agrada a Deus, firmando-nos na vontade do Pai, pois assim faremos diferença neste mundo.
Na passagem bíblica que lemos, podemos ver algumas atitudes que podem nos ajudar a sermos homens e mulheres fiéis, assim como foi Jeremias em seu tempo.

domingo, 25 de setembro de 2011

O DISCÍPULO PERMANECE

João 8.31-36

“31) Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; 32)  e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. 33) Responderam-lhe: Somos descendência de Abraão e jamais fomos escravos de alguém; como dizes tu: Sereis livres? 34) Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado. 35) O escravo não fica sempre na casa; o filho, sim, para sempre. 36) Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.”

Jesus estava sendo arguido pelos judeus, pois havia dito ser Ele a luz do mundo, além de se identificar com o Pai. Após falar sobre o que haveria de acontecer, sua morte (não de forma clara, mas utilizando a expressão “quando levantardes o Filho do Homem”), alguns judeus creram nEle.
        Jesus conhece o coração humano, e após notar que alguns haviam crido (se bem que não haviam crido de verdade, mas apenas sentiram um entusiasmo passageiro), passou a falar sobre a necessidade de não somente acolher sua Palavra momentaneamente, mas de nela permanecer, a fim de conhecer a verdade e ser libertado.
      Os judeus – aqueles mesmos que haviam crido - não entenderam e passaram a questionar Jesus, sentindo-se ofendidos pela forma como Ele falava, pois enfatizava o fato de que eles precisavam de libertação.
          A passagem nos ensina algumas coisas muito importantes para a vida daquele que professa a fé em Jesus Cristo: